Segunda-feira, 22 de Julho de 2019
Vida

Curta brasileiro atrai atenções mundo afora

"The Fying Man" arrancou elogios até do diretor de criação da Marvel, Joe Quesada, e já contabiliza mais de 400 mil visualizações no Youtube



1.jpg Cena do curta brasileiro "The Fying Man"
01/09/2013 às 16:45

Ele voa, tem uma força que ultrapassa a capacidade humana e combate os criminosos anonimamente. O super-herói criado pelo animador brasileiro Marcus Alqueres parece ter as mesmas características da maioria dos paladinos que povoam as páginas das HQs e os filmes dedicados ao gênero, porém, a surpresa é que o novo justiceiro atua com requintes de crueldade e opera segundo suas próprias leis.

Lançada na Internet, a história ganhou o mundo através do curta-metragem “The Flying Man” e arrancou elogios até do diretor criativo da Marvel Comics, Joe Quesada, que declarou ter ficado “sem palavras” diante do resultado. Bem produzido, o filmete de pouco mais de nove minutos também ganhou destaque em diversos sites gringos e já contabiliza mais de 400 mil visualizações no Youtube (acesse o vídeo lendo o QRcode ao lado com a câmera do seu smartphone).

“A repercussão foi muito bem-vinda. Mesmo antes do comentário do Quesada, o curta já estava indo bem em diversos sites de cinema, e é natural que as pessoas queiram ver mais”, comenta Alqueres, a respeito dos pedidos para que a história ganhe as telonas. “Acredito que a Marvel trabalhe exclusivamente com suas propriedades, mas o curta despertou bastante interesse de outros produtores, vamos ver o que acontece”, foi o que o diretor conseguiu adiantar por enquanto. “A ideia sempre foi usar o curta para medir a aceitação do público. No momento, trabalho num possível enredo para um longa”.

Embrião

Apesar de ter sido rodado em dezembro de 2012, parte em Toronto (onde o diretor está radicado) e parte em Nova York, “The Flying Man” nasceu de uma ideia esboçada dois anos antes. “Foi então que chamei um amigo meu, Henry Grazinoli, para colaborar na roteirização da história que eu tinha na cabeça. Depois disso, continuei trabalhando na evolução do roteiro, que só parou praticamente na semana de estreia do curta porque eu sempre via um espaço onde podia evoluir mais”, conta Alqueres.

Segundo o diretor, a premissa do filme era simples: uma história de super-herói contada do ponto de vista da população. “The Flying Man” mostra o momento em que os cidadãos dessa sociedade fictícia perdem seu referencial de heroísmo diante do modus operandi peculiar do novo “vigilante”, abrindo espaço para o terror e as dúvidas.

“Definitivamente, o ‘vigilante’ tem um código de conduta, algo que não fica totalmente claro no curta, mas que estou desenvolvendo mais a fundo. Por enquanto, a ideia era mostrar o impacto que causaria alguém que atuasse acima das leis”, explica Alqueres.

Baixo orçamento

Para ele, a maior dificuldade durante a concretização do curta-metragem foi ele ter acumulado as funções de co-roteirista, diretor, produtor, editor e criador de efeitos visuais. “Em determinados momentos o trabalho foi bem intenso”, conta.

“The Flying Man” foi uma produção 100% independente, com recursos saídos do próprio bolso de Alqueres. “O orçamento foi apenas uma fração do que se paga em editais de curta-metragem no Brasil. Por isso, o projeto só foi possível graças à ajuda de amigos e artistas talentosos que ajudaram porque acreditavam na ideia”, ressalta o diretor.

Em produção

Marcus Alqueres já está trabalhando em novo curta, ‘NF7’. “Vai ser um curta de ficção científica que se passa num mundo onde uma empresa que constrói robôs esportivos está fazendo campanha para sua proxima linha, a ‘NF7’. Vai ser quase num formato de comercial”, adianta.

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