Sábado, 20 de Julho de 2019
Vida

Curta de amazonense será exibido em festival internacional de cinema na Argentina

O filme é o décimo da carreira do cineasta Moacyr Massulo e fala sobre desperdício de água. O trabalho terá duas exibições em Buenos Aires



1.jpg Cena do curta 'H2O'
03/08/2013 às 17:18

O curta-metragem "H2O", do cineasta amazonense Moacyr Massulo, foi selecionado para ser exibido no Festival Internacional de Cine de Derechos Humanos, que acontece entre os dias 7 e 14 de agosto em Buenos Aires, na Argentina. O filme, que fala sobre o desperdício de água, é o décimo da carreira do cineasta e o primeiro a ser exibido fora do País.

Em entrevista ao acrítica.com, Moacyr disse que inscreveu o trabalho sem acreditar que seria selecionado. “Fiquei bastante surpreso. Participar de festivais internacionais é o sonho de qualquer cineasta e algo muito difícil. Me inscrevi sem nenhuma pretensão de ser selecionado e acabei tendo esta grande felicidade”, comenta.

O curta foi escalado para duas exibições na Seção Ambiente de mostra não-competitiva, sendo uma no Cine El Plaza, na quinta-feira (8), às 10h, e no Cine Gaumont, no dia do encerramento (14) do festival, às 14h. Quando questionado sobre a emoção de ver seu filme em um cinema estrangeiro, o cineasta revelou que ainda não sabe se vai conseguir ir ao evento.

“O Festival cobre apenas os custos de estadia e eu não tenho como arcar com as passagens. No final de julho fiz uma solicitação à Secretaria de Estado da Cultura (SEC) para conseguir apoio financeiro, mas ainda estou aguardado a resposta. Mesmo assim já estou bastante feliz! Tenho amigos na Argentina e nunca pensei que eles um dia teriam a oportunidade de ver um filme meu no cinema de lá. Claro que a felicidade seria maior se eu estivesse junto, né”, brincou.

‘H2O’
Definido por Moacyr como uma crítica suave às pessoas que julgam quem faz uma coisa errada e não percebe que faz os mesmos atos, o filme fala sobre o desperdício de água. 

“O filme tem uma parte lírica, com um cidadão comum amazonense tendo um sonho. Ele está perdido em uma floresta e toda água que ele encontra vira pó. Depois ele acorda e continua tendo os mesmos atos de desperdício e ainda julga o vizinho que faz o mesmo”, disse.

Com sete minutos de duração, o trabalho foi filmado na Cachoeira do Tarumã, localizada na Zona Oeste da capital e em um apartamento no bairro Parque 10 de Novembro, na Zona Centro-sul. 



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