Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2021
Cinema

Curta-metragem amazonense ganha prêmios em dois festivais

Filme “O Barco e o Rio”, de Bernardo Abinader, vence no Festival Lobo Fest e no Festival Cineamazônia



a1208-4f_806CD6B6-7289-4A01-ABA5-A116A3A60699.jpeg As atrizes Carolline Nunes e Isabela e Catão interpretam as protagonistas Vera e Josi (Foto: Roberto Coelho/Divulgação)
07/12/2020 às 20:26

Duas irmãs e uma embarcação como herança são os motes que movem a trama do curta-metragem “O Barco e o Rio”, que agora sai vitorioso do Festival Lobo Fest, como “Melhor Curta Nacional”, e Cineamazônia, como “Melhor Ficção”, “Melhor Produção Amazônica”, “Melhor Diretor” e “Melhor Atriz” para Isabela Catão. 

Escrito e dirigido pelo cineasta manauara Bernardo Abinader, o curta vem angariando diversos prêmios ao longo de sua carreira em festivais como o Curta Cinema, no Rio de Janeiro, Olhar do Norte, os supracitados Lobo Fest, em Brasília, e Cineamazônia, além do Festival de Gramado, do qual saiu com cinco prêmios (Curta Nacional, Curta Nacional pelo Júri Popular, Diretor, Fotografia e Direção  de Arte).



“Esse é o meu quinto curta-metragem. Já fiz outros quatro, mas eram todos universitários, feitos sem nenhum investimento e serviram para eu me aprimorar como diretor e roteirista. Esse é o meu primeiro que sai da Região Norte e ganha prêmios, e também é o primeiro filme que eu faço realmente do jeito que eu gostaria”, conta Bernardo. 

Produção pré-pandêmica

De acordo com o cineasta, a ideia para o curta surgiu durante uma atividade feita em sala de aula. “Foi quando eu ainda era aluno do extinto curso de audiovisual da universidade”, relembra ele, ressaltando que, contudo, a ideia de tratar as relações familiares e explorar o ambiente do porto e a riqueza estética do Rio Negro era algo que já lhe fascinava.

“Meus curtas anteriores sempre focaram mais no espaço urbano, até mesmo por conta da pouca grana que tínhamos. Dessa vez eu queria tratar de um lugar diferente”, reitera. A oportunidade, segundo ele, surgiu quando o filme foi contemplado com o edital de audiovisual da Manauscult de 2018. “Ele foi gravado ano passado e finalizado no começo do ano, antes da pandemia”, afirma. 

Apesar de vir fazendo carreira nos festivais de todo o Brasil, o curta está disponível não apenas no circuito de premiações, mas também pode ser visto no serviço de streaming (para melhores informações, acesse o site do festival www.cineceara.com). “Neste momento o curta está passando no festival Cine Ceará. O filme também irá passar no Bogoshorts – festival de curtas de Bogotá ainda esse ano”, conclui o cineasta.

Enredo

“O Barco e o Rio” trata da história de duas irmãs, Josi e Vera, que vivem em mundos completamente diferentes, mas precisam conviver, pois cuidam de um barco que é uma herança familiar. Elas discordam sobre como cuidar da embarcação e como viver a vida.

Repórter de A Crítica

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.