Quarta-feira, 24 de Julho de 2019
ARTES

'Dabucuri 2.0' terá espetáculos de dança e teatro de sete companhias de Manaus

Projeto será lançado no dia 15 de junho e terá apresentações gratuitas em diversos espaços da cidade, além de oficinas e mesas redondas



REQUIEM.JPG "Réquiem para dois", da Cia. de Intérpretes Independentes (Jonatas Amaral/Divulgação)
25/05/2016 às 10:00

Entre os meses de junho e julho acontece o projeto “Dabucuri 2.0 – 7 tribos”, que vai contar com apresentações gratuitas de teatro e dança de sete grupos artísticos de Manaus, além de oficinas e mesas redondas. Com patrocínio do Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2014, do governo federal, a iniciativa é uma realização da companhia Índios.com e tem o apoio das companhias amazonensesArtrupe, Ateliê 23, Cartolas, Intérpretes Independentes, Momento e Soufflé de Bodó. O lançamento será no dia 15 de junho, no Espaço das Cias. (rua Dona Libânia, 300, Centro).

A diretora da Índios.com, Yara Costa, conta que o projeto surgiu em 2014 quando foi contemplado em um edital do Ministério da Cultura para a Copa do Mundo. Na ocasião, a companhia fez apresentações de três espetáculos do seu repertório, além de outras atividades de formação. “De uma ‘tribo’, passamos para sete. Esse é um grande salto, e por isso mesmo o projeto se tornou instigante e desafiador para os participantes”, afirma.

Ela explica que Dabucuri é uma palavra do Nheengatu que remete aos rituais de troca entre comunidades indígenas do Amazonas. “As sete tribos convidadas entendem que as singularidades realmente se fortalecem no coletivo, por issoa ideia de todos se juntarem ao nosso Dabucuri, engrossando o caldo dessa rede de trocas entre os artistas da cidade”.

Desde a sua criação, a Índios.com tem interesse em estimular e promover o desenvolvimento artístico e cultural por meio de trabalhos que abordem o corpo amazônico sem cair nos estereótipos. Com o “Dabucuri 2.0”, o objetivo é ampliar ainda mais essa investigação, seja na dança ou no movimento de trânsito entre as linguagens.

Por outro lado, a segunda edição do projeto abraça a ideia de fomentar e criar espaços de compartilhamento do que é produzido pelos grupos de Manaus, incentivando a criação de estratégias políticas de sobrevivência dos artistas da cidade. Daí a proposta de que boa parteda programação ocupe, além de espaços públicos como Ponta Negra e Largo São Sebastião, os espaços independentes gerenciados pelas companhias participantes: Espaço das Cias. (Momento e Intérpretes Independentes), Casa de Chico (Soufflé de Bodó) e Ateliê 23.

Para o diretor do Ateliê 23, Taciano Soares, essa iniciativa é um recorte da identidade que a produção artística vem adquirindo em parte da cidade. “A autonomia dos espaços que quase todas essas cias. possuem é apenas um ‘sintoma’ da força e resistência que os artistas têm mostrado cada vez mais. Esse encontro é uma resposta aos processos ditatoriais e aprisionantes que a cidade presenciou nos últimos 20 anos. É um exercício de ampliação do diálogo sobre outras formas potentes de intercâmbio entre artistas e público”, afirma ele.

Agenda cheia

A primeira fase do “Dabucuri 2.0 – 7 tribos” começa no dia 15 junho e vai até o dia 24. Nesse período, vão acontecer as oficinas de “Abordagem somática na criação em dança”, “A boca e a dramaturgia contemporânea”, “O corpo civil e o corpo extracotidiano” e “A exaustão e o rompimento corporal na preparação do intérprete”.

Dois destaques são as mesas redondas que receberão convidados especiais. No dia 20, a professora doutora Christine Greiner (SP) fala sobre “Como as artes do corpo colaboram para a construção de teorias do corpo” e lança os livros “Arte & cognição: Corpomídia, comunicação e política” e “Leituras do corpo no Japão”. No dia 21, o coreógrafo e artista visual Valdemir Oliveira (AM) aborda o tema “A dramaturgia do corpo na cena contemporânea”. As inscrições serão abertas no início de junho. Já a programação de espetáculos do mês contará com “Pau a pique” (Índios.com), “Curuminzado” (Soufflé de Bodó), “Persona – Face 1” (Ateliê 23) e “Balões” (Cartolas).

A segunda fase do projeto ocorrerá de 6 a 12 de julho, com os espetáculos “Pietá” (Momento), “Inquietações” (Artrupe) e “Réquiem para dois” (Intérpretes Independentes). Dentre as oficinas estão a de “Técnica MMS” e “A dramaturgia contemporânea no corpo do intérprete”. No dia 11, uma mesa redonda vai discutir políticas e culturais para grupos independentes de dança e teatro e contará com a participação de todos os grupos envolvidos no “Dabucuri”, além de representantes do Coletivo Difusão, DaVárzea das Artes e Casa do Centro.

Mais informações e a programação completa poderão ser conferidas em breve na página da Índios.com no Facebooke também pelo telefone (92) 99233-1777.

* Com informações da assessoria

Receba Novidades

* campo obrigatório

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.