Domingo, 08 de Dezembro de 2019
ENTREVISTA

De volta à TV com personagem icônico, Paulo Betti fala sobre projetos para Manaus

Ator está no ar com o personagem Ypiranga Pitiguary na novela ‘O Sétimo Guardião’



b0117-10f_328C3572-6589-4114-AAD4-710B6BAC0216.jpg Divulgação
19/12/2018 às 15:04

Com uma lista de personagens marcantes em seu currículo, como o Timóteo da novela “Tieta do Agreste”, Carlão Batista de “Pedra sobre Pedra” e Téo Pereira de “Império, entre tantos outros papéis, o ator Paulo Betti comemora a chance de voltar a interpretar, após 21 anos, o inesquecível Ypiranga Pitiguary, o prefeito de Greenville, da novela “A Indomada” (1997). Dessa vez, o personagem retorna como o empreiteiro responsável pela reforma da casa de Valentina Marsalla (Lilia Cabral), na novela “O Sétimo Guardião”, também do autor Aguinaldo Silva.

O ator, que esteve em Manaus há um ano com o espetáculo “Autobiografia Autorizada”, apresentado no Teatro Amazonas, festeja não apenas a participação especial em “O Sétimo Guardião”, mas a boa fase na carreira com o sucesso da turnê do seu monólogo por diversas capitais brasileiras. Além disso, Betti encerra sua participação na trama de Aguinaldo Silva e segue com a rotina de gravações de “Órfãos da Terra”, próxima novela das 18h, escrita por Thelma Guedes e Duca Rachid, prevista para estrear em março de 2019.



Contabilizando mais de 40 peças de teatro, sendo diretor de 12 delas, o ator interpretou cerca de 74 personagens na televisão e em 2017 estreou nos festivais de cinema com o seu segundo longa como diretor – “A Fera na Selva” foi rodado na região de Sorocaba e contou com a codireção de Eliane Giardini, atriz e ex-esposa do ator. Em um bate-papo com A CRÍTICA, o artista fala um pouco sobre política, sua passagem pela cidade e projetos para Manaus, além de planos para o futuro.

Você está interpretando mais uma vez o prefeito Ypiranga Pitiguary, da novela “A Indomada”. Em sua opinião, é bom ou ruim reviver um personagem? Como recebeu o convite?

Quando o Aguinaldo me sondou por e-mail sobre o que eu acharia de Ypiranga aparecer de novo, eu não entendi e respondi que estava velho para fazer, mas acontece que o personagem também envelheceu. Foi uma ideia muito boa do autor, é uma pena que ficarei pouco na novela pois estou escalado para outra no horário das 18h.

Seus personagens sempre carregam uma personalidade própria, por meio de figurino, toques pessoais, gestos ou falas. Você mudou algo em função da passagem do tempo?

Estou gostando de revisitar o personagem, é muito saboroso, o público gostava dele e se manifesta dizendo do que estão gostando. Então, o personagem está se jogando com o próprio universo ficcional e representar é sempre um salto no escuro, nunca sabemos como será o resultado, não dá para controlar tudo, o impulso é que faz. Temos colaboração preciosa e definitiva do figurino que veste a pele do personagem e já encaminha pra uma direção, assim como os cenários, o texto, os colegas, a direção. Você tem que se colocar em harmonia com tudo.

Você estava afastado das novelas desde a breve passagem por “O outro lado do Paraíso” e agora retorna com dois trabalhos, um seguido do outro, já que começa a gravar “Órfãos da Terra”. Como é o retorno e um trabalho após o outro?

Adoro trabalhar, representar é meu ofício e gosto dele. A participação no tribunal foi intensa, tinha bastante texto com linguajar jurídico, foi muito bom fazer. Fiz um filme no Uruguai também e tenho gravado audiolivros bem bacanas, além das gravações das novelas.

Falando em projetos, o que pretende desenvolver ou concluir pela frente?

Vou voltar a fazer minha “Autobiografia Autorizada” quando terminar “Órfãos da Terra”, voltarei a excursionar com a peça e lançarei o filme “A Fera na Selva”, que produzi e no qual atuo com a Eliane Giardini. Meus projetos são esses, viajar com a peça e com o filme.

Você esteve em Manaus com o espetáculo “Autobiografia Autorizada”. O que mais lhe marcou em nossa capital?

Adorei fazer minha peça em Manaus. Que teatro maravilhoso! E tive meu amigo Marcio Souza na plateia, grande escritor! O público foi muito receptivo.

Existe algum projeto em mente para a capital amazonense?

Pretendo fazer de novo a peça, numa nova versão, mais enxuta, estou trabalhando para ficar no essencial. Irei a Manaus com a peça e para o lançamento do filme em uma produção especial, vamos anunciar o projeto mais na frente. E vou aproveitar para, de novo, encontrar o pessoal que faz teatro e cinema e promover uma rodada de bate-papo.

Você é um artista que sempre está à frente de debates e questões políticas. Como analisa esse papel do artista e como observa o atual cenário da política no Brasil?

Temos um governo eleito, não votei nele, aliás, lutei como pude para que não fosse, mas agora vida que segue, é continuar com a arte, fazer novela, teatro, cinema. A política tem seu espaço, mas não é minha preocupação principal, acredite se quiser.


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