Sábado, 04 de Julho de 2020
cultura e arte

Débora Di Miranda volta às origens e expõe obras pela primeira vez em Manaus

Exposição inicia a partir do dia 14 de fevereiro, no Centro Cultural Palácio da Justiça, Centro de Manaus.



Untitled1_5ECB730A-2C8E-4AA1-9CCA-9C9F6BEE20FD.jpg Foto: Divulgação / Reprodução
05/02/2020 às 13:52

Após quinze anos entre pincéis e tintas e uma carreira internacional, a artista plástica amazonense Débora Di Miranda ‘debuta’ em Manaus, exibindo pela primeira vez sua trajetória artística em sua terra natal. Intitulada “Cores em Movimento – 15 anos”, a exposição inicia a partir do dia 14 de fevereiro, no Centro Cultural Palácio da Justiça, com entrada gratuita.

Ao todo, são 40 telas, celebrando a quinceañera de Débora. “Fiz uma vernissage [encontro prévio à inauguração de uma mostra de arte]. Tenho algumas telas desse evento que pintei exclusivamente para me lançar como artista plástica em Manaus e fiz 17 telas especialmente para esta exposição”, destaca.



Segundo a pintora, não há regras para serem seguidas na hora de criar. Embora a maior parte de suas obras seja feita com óleo sobre tela, outros materiais também marcam presença em seus quadros, como óleo com acrílico, tinta a base d’'água e tinta óleo. Débora afirma que a inspiração para suas pinturas vem de toda a experiência adquirida na estrada que trilhou nesses anos de ocupação. “Minha inspiração vem de mim, do que vivi e vi. Viajo pelo mundo e creio que minha inspiração vem de tudo que vejo e vivencio”, pontua.

Radicada na Escócia, com residência em Aberdeen, a artista plástica já expôs em países europeus, como Rússia e Escócia, e também em capitais brasileiras, como São Paulo – onde participa, inclusive, da exposição coletiva “Café com Arte”, que segue até este sábado (8) –, e diz ser uma honra voltar às origens, exibindo seus quadros na capital amazonense. De acordo com ela, “Cores em Movimento – 15 anos” traz a representação do sacro, do regional e até mesmo do cubismo. “Não tenho rótulos. Tem sacro, regional, cubismo e muitas cores vivas pra esta exposição”, assevera.

Curadoria

A curadoria das mais de 200 obras produzidas por Débora Di Miranda nesses 15 anos foi feita pelo artista plástico Jandr Reis. O contato entre os artistas ocorreu justamente na vernissage. “Como a Débora tem uma pegada muito grande na forma religiosa, com anjos, arcanjos e santos, elegi alguns trabalhos a partir desses títulos. A seleção foi mais para a parte do sacro e de alguns trabalhos modernos, como os voltados para o cubismo. Algumas de suas obras lembram a fase de Picasso”, especifica.

Jandr observa que a técnica de óleo sobre tela, bem como o uso de cores fortes e vivas são bastante presentes nos quadros de Débora. O curador comenta que percebeu uma similaridade das obras da artista plástica com as de grandes nomes da arte, ao mesmo tempo que viu suas particularidades. “Ela tem alguma coisa que lembra Van Gogh, Picasso, Marc Chagall. Também tem uma pegada muito peculiar dela, no sentido da técnica do óleo, e do desenvolvimento dos santos”, observa.

Repórter

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.