Publicidade
Entretenimento
Vida

Decoração: escritórios além de mero locais de trabalhos

A tendência no mercado atual é a de fazer desse espaço de trabalho um ambiente coletivo e democrático, estimulando a integração e a livre circulação de profissionais para otimizar a execução de tarefas 16/05/2015 às 11:35
Show 1
Ambientes criados no DesignYard, sede da Herman Miller, são exemplo de configurações de escritórios
Jony Clay Borges Manaus (AM)

A imagem do escritório com funcionários trabalhando em mesas e salas separadas cada vez mais faz parte do passado. A tendência no mercado atual, principalmente em se tratando de grandes empresas, é a de fazer desse espaço de trabalho um ambiente coletivo e democrático, estimulando a integração e a livre circulação de profissionais para otimizar a execução de tarefas. No lugar dos locais de trabalho individuais, os novos escritórios derrubam as divisões e optam por bancadas e espaços comuns.

“Hoje grande parte dos profissionais trabalham de forma mais moderna, com cada um em sua baia, com divisórias baixas, num espaço em que todo mundo converse entre si”, destaca a arquiteta urbanista Cris Sotto Mayor. Ela lembra que empresas como Google ou Microsoft foram ainda além. “Elas transformaram o ambiente de trabalho numa coisa pessoal, então sua baia pode ter a sua cara”.

Outra característica dos escritórios contemporâneos, indica Cris, é a valorização dos espaços de convivência, onde se pode fazer um lanche, bater papo e até relaxar. “São ambientes para desestressar e quebrar a rotina do escritório. Algumas empresas até oferecem videogames. É como se você saísse do trabalho”, comenta ela, destacando a atenção crescente dada à qualidade de vida no trabalho. “A regra hoje é que você não passe mais de 4 horas sentado, e o ideal é caminhar um pouco a cada 30 minutos, para evitar males como LER ou problemas de coluna”.

A configuração dos escritórios contemporâneos exige flexibilidade de profissionais e dos espaços. “Você convive com pessoas de diferentes idades e culturas. Isso pode atrapalhar às vezes”, comenta ela, assinalando a importância de um projeto acústico, e de se permitir mudanças ou adaptações.

Projetos e mudanças

As diversas necessidades de trabalho e de execução de tarefas pedem diferentes configurações de escritórios. A empresa de design e decoração norte-americana Herman Miller chegou a catalogar configurações de escritórios adaptadas a diferentes atividades, como Espaço de Reuniões ou Workshop (veja o box).

No planejamento ou rearranjo de espaços de trabalho, cabe ao arquiteto identificar as necessidades e apontar as melhores soluções, como aponta Cris. “Pensamos não só em materiais e mobiliário, mas no uso e funcionalidade do espaço”, comenta ela, também especialista em Arquitetura de Interiores. “O grande papel do arquiteto é o de humanizar o ambiente”.

Para a arquiteta, a escolha pela mudança de paradigma no espaço de trabalho deve ser do empresário, e deve ser feita de forma flexível para a melhor adaptação dos profissionais. Por outro lado, os resultados positivos serão sentidos em todos os níveis da empresa. “As pessoas estarão mais felizes de trabalhar naquele ambiente, e dessa forma a produtividade aumenta”, comenta ela. “Isso é interessante para qualquer empresa”.

Projetos adaptados aos vários modos de trabalho

Referência em design e decoração, a Herman Miller desenvolveu dez configurações de espaço de trabalho, considerando arranjos ideais de espaço, ferramentas e mobiliário, a fim de otimizar a execução de suas tarefas no dia a dia: Plaza (Praça, exemplificada pela foto maior nesta página e pelo layout no canto acima, à esquerda), Haven (Refúgio, foto menor e layout no canto acima, à direita), Workshop (Oficina, layout no canto abaixo, à esquerda), Clubhouse (Clube, layout no canto abaixo, à esquerda), Hive (Colmeia), Cove (Baía), Meeting Space (Área para Reuniões), Jump Space (Plataforma), Landing (Aterrissagem) e Forum (Fórum).

As configurações da Herman Miller surgiram há dois anos, no processo de desenvolvimento do conceito Living Office, com o qual procurou demonstrar que a necessidade de status dos funcionários pode ser atendida com um conjunto de necessidades humanas fundamentais estudadas de forma holística. A multinacional norte-americana também foi pioneira na criação de espaços de trabalho que ofereçam melhor ambiente para funcionários ao lançar o conceito Action Office, em 1968. 

Publicidade
Publicidade