Sábado, 30 de Maio de 2020
DÉCOR TECH

Dell Anno Manaus alia decoração com tecnologia de realidade virtual

Conhecida no mundo dos games, a Realidade Virtual está cada vez mais presente na nossa rotina



sdcd_89B0E948-BE34-4970-B465-D987886594E5.JPG Foto: Sandro Pereira
10/03/2020 às 16:31

A Realidade Virtual não é algo novo. O conceito, que se refere à uma tecnologia de interface entre usuário e um sistema operacional através de recursos gráficos 3D, já circula nos meios científicos há, pelo menos, cinquenta anos. Contudo, dos anos 1970 para cá, com o avanço da tecnologia e a facilidade ao seu acesso, a Realidade Virtual tem se inserido cada vez mais no nosso cotidiano.

Comumente associada à indústria do entretenimento, em especial a dos games, a tecnologia VR também se faz presente em diferentes áreas, indo da automobilística à saúde. Na decoração, por exemplo, a combinação não poderia ser mais acertada. Afinal, quem não gostaria de visualizar e passear virtualmente pela sua casa decorada sem ter nenhum tipo de surpresa desagradável na hora de mobiliá-la de verdade?



“É muito mais interessante para o cliente visualizar seu projeto de antemão. É algo que dá muito mais segurança e confiança para ele na hora de adquirir qualquer produto”, afirma a arquiteta Anete Perrone. Para ela, a tecnologia resolve o maior problema das pessoas hoje em dia: o espaço. “O cliente vem leigo, ele sabe do que gosta, ele sabe se algo é bonito ou não, mas não tem noção, às vezes, se o móvel vai caber ou não”, destacou ela.

Como funciona

Para quem nunca teve uma experiência com a tecnologia, vale uma explicação: em termos gerais, a realidade virtual proporciona ao usuário uma representação fidedigna do ambiente real com a ajuda dos óculos 3D. O objetivo é fazer com que o cérebro acredite que a imagem observada é real.

“Unindo o útil ao agradável, o VR permite a pessoa se sentir dentro de casa de verdade. E isso é importante, é bom sentir como ficará o ambiente antes que ele saia efetivamente do papel e se faça o investimento”, explicou Perrone. De acordo com ela, contudo, para que isso aconteça é necessário que o próprio conteúdo, o projeto em si, seja renderizado 3D seja renderizado em 360º e em alta definição.

“A tecnologia veio para ficar e quem não acompanhar vai ficar defasado. Foi a mesma coisa há alguns anos atrás com o surgimento do Autocad, em que os arquitetos tiveram de ir além de suas mesas de desenho”, concluiu Perrone, ressaltando que: “grandes escritórios de arquitetura e importantes universidades já aderiram à tecnologia VR”.

Entendendo a diferença

A realidade virtual diferencia-se da realidade aumentada (AR, do inglês augmented reality), porquanto essa última almeja manter o usuário atento ao mundo real e, com o próprio nome diz, aumentar o seu conhecimento imediato do mundo ao seu redor por meio de informações curta, diretas e relevantes.

VR e AR não se confundem com Realidade Mista (MR, do inglês mixed reality), que não são feitos para utilizar em atividades ao ar livre como os aparelhos de realidade aumentada e nem necessitam de tanta imersão como os aparelhos de realidade virtual, mas apresentam uma versão mista das duas tecnologias para que o usuário possa manipular informações e interagir com objetos virtuais como se estivessem no mesmo ambiente físico do usuário.

Repórter de A Crítica

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.