Publicidade
Entretenimento
ENTREVISTA

Descubra a América do Sul com os atores globais Amanda Richter e Max Fercondini

Após série com dez episódios na televisão, casal de viajantes lança livro com bastidores e material inédito da viagem 09/07/2017 às 05:00
Natália Caplan Manaus

Seis países, 21 mil quilômetros e dez episódios para o programa ‘Como Será?’, da Rede Globo. Essa viagem, apenas uma das aventuras dos atores Max Fercondini e Amanda Richter, acaba de virara um livro homônimo da série, com conteúdo exclusivo: “América do Sul Sobre Rodas”. Antes, o casal se aventurou pelo céu do Brasil. Agora, se prepara para conhecer novos lugares, desta vez, sobre a água.

“O Max é piloto privado de avião e, há sete anos, tinha vontade de realizar uma grande viagem para conhecer o Brasil. Fizemos a primeira pelo ar (‘Sobre as Asas’), a segunda por terra e, agora, estamos planejando a terceira expedição, pelo mar. Teremos uma nova aventura e estamos planejando que saia logo, no ano que vem, para começarmos a gravar os novos programas”, revela a catarinense, em entrevista exclusiva para o BEM VIVER.

Em 2016, os viajantes passaram por Uruguai, Argentina, Chile, Peru, Equador e Colômbia, somando o total de 180 dias em um motorhome (casa sobre rodas). O espaço na televisão, porém, não foi suficiente para tantos detalhes, curiosidades, receitas, descobertas vividas na estrada. Tanto, que a publicação traz 240 páginas, com QR codes para acesso a mais de três horas de vídeos, com cenas inéditas e bastidores.

“Depois de realizarmos essa ‘missão’ aérea, começamos a querer expandir nossas fronteiras. Muitas vezes, quando pensamos em viagem internacional, deixamos América do Sul em segundo plano. Tivemos uma ótima experiência com motorhome na Nova Zelândia, então, o Max pensou ‘por quê não conhecer os países hermanos, em um motorhome?’ Planejamos o nosso trajeto com, mais ou menos, dois ou três meses de antecedência”, revela.

Exclusividade em 240 páginas

Segundo Amanda, a ideia era fazer uma viagem diferente, acampando e conhecendo o Sul do nosso continente americano por terra. Com roteiro em mãos, o objetivo era gravar a série televisiva. Sem equipe, Fercondini e ela produziram, gravaram e editaram todo o material de vídeo. O projeto do livro nasceu porque muitas experiências ficarem guardadas após o trabalho ser entregue à emissora.

“Tudo o que a gente viveu não coube em um programa de 10 a 13 minutos. Uma coisa muito legal do livro são os códigos de barra, que o pessoal pode passar o celular e assistir todos os programas. Além de making off e cenas inéditas, que nem foram para a televisão. No livro tem os bastidores, dicas da viagem e, mais ou menos, três horas e meia de vídeos. É exclusivo para quem tiver o livro. É uma experiência completa pela América do Sul”, enfatiza a atriz.

Gastronomia e festas

Dos seis países visitados durante a expedição, Amanda Richter e Max Fercondini escolheram a gastronomia peruana como a favorita. E, apesar de abertos a experimentar o inusitado, os atores não tiveram coragem de provar um prato típico do Equador. No caminho, também descobriram festas diferentes e uma cultura rica na vizinhança.

“A gente é de provar de tudo, mas teve umas coisas que não experimentamos: ‘cuy’, o porquinho da índia. Fomos entrevistar um das tecelãs do chapéu e tinham vários correndo pela casa dela. Tivemos muita dó”, lembra. “Chegamos a Cuzco, no Peru, em uma festa muito especial, na qual celebram o ‘Señor de los Temblores’, na época da Páscoa. É uma peregrinação com Jesus Cristo negro, na qual eles caminham por todas as igrejas”, conta.

QUATRO PERGUNTAS para Amanda Richter

Você e Max fizeram muitas novelas. Existem planos de voltar a atuar?

Não tem como fazer projeto e novela. Nesses últimos anos, ficamos totalmente imersos nesse mundo das viagens. A gente quem faz tudo: viajamos, editamos, planejamos, produzimos...  Estamos bem realizados. É um projeto muito nosso, fazemos todas as partes até ficar pronto. É um programa com a nossa cara. Temos, sim, planos de voltar a atuar; gostamos muito. Mas, neste momento, estamos muito felizes com esse programa.

O que tem de diferente no livro ‘América do Sul Sobre Rodas’?

Temos um capítulo bônus, chamado ‘Receita das Américas’. Se você pode conhecer um país por meio da gastronomia, por quê não viajar até ele na sua própria cozinha? Colocamos algumas receitas que nós provamos e adoramos, como cordeiro patagônico, alfajor argentino, puchero do Uruguai, torta três leches do Equador; ceviche peruano... Temos outro capítulo bônus sobre o Brasil, com as informações da expedição que fizemos de avião, com os QR codes para o leitor acompanhar os episódios. É a experiência completa da América do Sul. É um livro feito com muito carinho e dedicação. Estamos muito felizes com o resultado.

Na série ‘Sobre as Asas’, como foi conhecer um pedaço da Amazônia?

Pousamos em Jordão, no Acre, onde conhecemos uma tribo indígena da etnia Huni Kuin. Conversamos com eles sobre os tratamentos medicinais e como utilizam as plantas da floresta para curar as enfermidades e as dores. Foi uma experiência ímpar voar sobre a Amazônia. A gente voou por vários Estados do Brasil, mas quando você voa pela Amazônia, vê a imensidão da nossa floresta. Foi uma experiência incrível e, com certeza, temos vontade de voltar. Tem muita coisa para conhecer ainda na região.

Quais foram os lugares mais marcantes na expedição pela América do Sul?

Viajar pela América do Sul foi transformador. Visitamos muitos lugares lindos que a gente não imaginava que existia, ou que não dávamos tanto valor. Um dos lugares que eu mais gostei foi o ‘Glaciar Perito Moreno’, na Patagônia, na Argentina. Ficar cara a cara com uma geleira é incrível. A força da natureza é tão grande, foi uma experiência maravilhosa! Outro lugar que eu amei também foi a cidade de Pucón, no Chile, onde tem o vulcão Vila Rica. Foram cinco horas de caminhada para subir o vulcão. O Max sempre diz que gostou muito do Atacama, no Chile. Dormimos com o motorhome, embaixo do céu estrelado, só nós, no meio do Atacama, e conhecemos os maiores telescópios óticos do mundo no deserto. Foram lugares especiais e todos estão no nosso livro, com imagens belíssimas.

Publicidade
Publicidade