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Descuido fatal: Gripes são banalizadas

Alerta é do infectologista Antônio Magela, da FMT; Na última década, houve aumento de 20% das mortes por doenças respiratórias 07/07/2013 às 14:48
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Segundo Magela, os vírus H1N1, H3M2 e Influenza B são perigosos, especialmente nas pessoas com doenças crônicas
ANA CELIA OSSAME Manaus (AM)

O ambiente mais poluído das cidades com substâncias inaladas pelas pessoas e que se tornam portas de entrada para as doenças infecciosas justificam os dados divulgados pelo Ministério da Saúde informando que, na última década, houve um aumento de 20% das mortes por doenças respiratórias como bronquite, enfisema e asma no País. Para o infectologista Antônio Magela, 50, da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Dourado, apesar de acometer 20% da população mundial e responder pela morte de pelo menos 3% dessas pessoas, a gripe é uma doença banalizada.

“Ouve-se muito falar que ter gripe é normal, mas as crianças muito pequenas, os idosos e pessoas que tenham alguma cormobidade como neoplasias, diabetes, insuficiência renal ou faça uso de medicamentos com corticóide têm fatores de risco que podem morrer com esses vírus”, explica. Apesar de existirem mais de 100 tipos de vírus, atualmente, segundo ele, existem três tipos causadores de gripes que são o H1N1, H3M2 e Influenza B. Todos são perigosos especialmente nos grupos de pessoas com doenças crônicas. “A grande arma desde agentes infecciosos é a capacidade de transmitir pessoa a pessoa, seja por meio de gotículas da salva ou de espirros”, alerta. Esses agentes infecciosos entram nas vias respiratórias, se multiplicam, se estabilizam e passam a ter condição de ser transmitido de pessoa a pessoa, argumenta o infectologista.

Nagligência

Para Magela, como uma pessoa com gripe é foco de transmissão de outras doenças, há necessidade de isolar o paciente para ser tratado adequadamente, o que não acontece na maioria das vezes, deixando as pessoas mais suscetíveis expostas. “Às vezes, uma gripe pode ser uma pneumonia, uma bronquite ou meningite, por isso deve-se isolar o paciente e dar a ele os cuidados necessários”, adverte o médico. Se a pessoa doente tem febre, tosse seca ou com expectoração, falta de ar, dor no peite e fraqueza, está desenvolvendo doença respiratória, deve ficar isolada, dar destino adequado aos lenços e lavar as mãos toda vez que espirrar, aconselha o especialista.

O adoecimento depende muito do agente causador e do ambiente que este vai encontrar. “São duas forças antagônicas, a do germe atacando e do organismo se defendendo, quem tiver maior capacidade determina a gravidade da doença”, explica ele, para criticar o que considera o negligenciamento dos cuidados básicos para a prevenção a gripe H1N1, que era o uso do álcool gel e as pessoas procuravam lavar as mãos frequentemente. Isso, segundo Magela, levou a uma redução de mais de 70% dos casos de conjuntivite e doenças diarreicas no Estado. “Infelizmente, quando o perigo da gripe passou, as pessoas abandonaram o hábito de usar o álcool e deixaram também de lavar a mãos com o velho sabão e água”, ironizou.

Ar condicionado

Outro ponto de importante de proteção contra as infecções é o cuidado com a manutenção dos aparelhos de ar-condicionado, que podem transmitir agentes infecciosos. Esses aparelhos têm que ser limpos regularmente. Além disso, o uso de ar condicionado resseca as mucosas, favorecendo as infecções, explica Magela.

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