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Carnaval 2017

Desfile das escolas de samba do Grupo Especial terá máximo de 3 carros alegóricos

Agremiações decidiram aumentar o número de estruturas na apresentação deste ano, marcada para o dia 25 de fevereiro; ano passado limite máximo era de dois carros alegóricos 17/01/2017 às 20:45
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Tripé e carro abre-alas da A Grande Família no desfile do ano passado (Foto: Euzivaldo Queiroz)
Paulo André Nunes Manaus (AM)

Ao contrário do ano passado, quando, em meio a uma das maiores crises do Carnaval amazonense em todos os tempos a maioria das escolas de samba de Manaus decidiu diminuir de quatro para apenas dois carros alegóricos em sua apresentação, o desfile das agremiações do Grupo Especial do Carnaval 2017 poderá ter um mínimo de uma alegoria e o máximo de três dessas estruturas. Outra alteração é que está liberado às agremiações a utilização de um número ilimitado de tripés.

A decisão foi confirmada pelo presidente da Comissão Executiva das Escolas de Samba de Manaus (Ceesma), Jairo Beira-Mar, e pelo diretor de marketing e financeiro da entidade, Ney Rodrigues.

“Ano passado, por conta da crise e da dificuldade financeira, decidiu-se pelas escolas utilizarem dois carros alegóricos. Já para este Carnaval estão confirmados no regulamento até agora três carros alegóricos e um número liberado de tripés”, informou o diretor.

No entanto, Ney Rodrigues salienta que esse número limite de carros alegóricos só vai diminuir se o Governo do Estado não repassar a verba anual para que as escolas de samba façam seu Carnaval.

Esperando repasse

Conforme publicou o jornal A CRÍTICA, o Governo do Estado, por intermédio da Secretaria de Estado da Cultura (SEC), já iniciou as tratativas com os presidentes das escolas de samba de Manaus no sentido de viabilizar o repasse deste ano.

Já a Prefeitura de Manaus,  por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), abriu na última segunda-feira o Edital Nº 01/2017, que vai disponibilizar apoio financeiro às agremiações carnavalescas para o Desfile Oficial do Carnaval 2017. A concessão prevê o apoio para até 26 escolas de samba dos grupos Especial, “A”, “B” e “C”, conforme publicado no Diário Oficial do Município (DOM).

“Se o Estado mantiver seu apoio esse número de três carros alegóricos fica mantido também. Com a Prefeitura já sabemos que será o mesmo valor de repasse do ano passado”, explica o diretor da Ceesma.

Debutante

Estreante no Grupo  Especial do Carnaval de Manaus, a Vila da Barra desfilou ano passado no acesso com apenas um carro alegórico, que era a exigência das agremiações pertencentes a esse grupo. O presidente Apollo Ferreira conta que, desde que assumiu a escola há 4 anos, nunca conseguiu colocar em prática seus projetos por falta de apoio financeiro.

Fazendo das ‘tripas coração’

O presidente da Vila da Barra, a  “caçulinha” entre as escolas do Grupo Especial deste ano, Apollo Ferreira, comentou que a mudança de dois para três carros alegóricos “é um  tiro no pé em face das dificuldades financeiras”, mas que está “junto com os outros presidentes e foi a maioria quem decidiu.

“Nossos recursos são muito poucos, mas a escola de samba não tem só o carro alegórico, mas também tem as fantasias e outros quesitos. Só temos confirmado, até agora, o repasse que virá da Prefeitura de Manaus e a parceria da TV A Crítica. Estamos fazendo ‘das tripas coração’ para desfilar”, disse Ferreira.

Há três meses a previsão de orçamento para a Vila da Barra desfilar era de R$ 800, mas a crise fez a diretoria diminuir para R$ 200 mil.

Número é máximo, diz presidente

Para Heroldo Linhares, presidente da Unidos do Alvorada, destaca que, devido às dificuldades existentes em todas as escolas de samba, três é o máximo de carros alegóricos que a maioria das agremiações podem construir para o desfile.

“Apesar disso, nem todas podem ir para a avenida com três carros. Isso depende muito do quanto vamos receber de repasses e verbas, pois é em cima disso que elaboramos nossos orçamentos. Mas não vejo nada que prejudique as escolas, que têm que se adequar ao que é proposto para o Carnaval. Ter três carros foi decisão de todos os presidentes. Ano passado foram dois. E não sabemos até quando vai essa situação pois o custo para se fazer o Carnaval é muito alto”, disse o presidente da Alvorada, que também é fotógrafo.

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