Quarta-feira, 13 de Novembro de 2019
MÚSICA

Di Ferrero se reinventa em primeiro álbum solo após Nx Zero

Após quase duas décadas a frente do Nx Zero, Di Ferrero se desprende de rótulos e vai do pop rock ao reggaeton para dar vida ao CD "Sinais - Parte 1'



DI-FERRERO_F10D69BD-F422-4422-B9CD-64FE1C2DFA33.jpg (Foto: Divulgação)
20/07/2019 às 19:34

Se você faz parte da chamada geração Millennials - jovens nascidos entre o início dos anos 80 até metade dos anos 90 - com certeza viu de perto a avalanche de bandas que se catapultaram do underground ao mainstream graças a força da internet no início dos anos 2000. O movimento deu espaço a um rock pulsante e melancólico que ditou moda entre moças e rapazes franjudos e introspectivos com seus delineadores preto que teve na banda paulista Nx Zero talvez seu principal expoente. 

“Rotulavam de emo como algo pejorativo mas pra mim isso não significou nada. As pessoas não entendiam que aquela garotada tinha seus problemas em casa, seja por ser gay e não conseguir se assumir, por apanhar ou sei lá, mas eu conseguia me comunicar com eles, passar uma mensagem. Tenho orgulho em ter feito parte disso”, conta Di Ferrero, ex-vocalista do grupo. 



Hoje, passado ao menos uma década do ápice do movimento e agora longe dos amigos com quem formou talvez a última grande banda de rock do país, Di aproveita a bagagem daquela época para se reinventar como artista. Em carreira solo desde 2017, o cantor ampliou os horizontes e mergulhou do pop rock ao reggaeton para dar vida a ‘Sinais - Parte 1’, o primeiro álbum de sua carreira solo lançado nesta sexta-feira (19), pela Universal Music.

Composto por seis faixas, todas escritas por Di, o trabalho chega às vésperas do cantor completar dois anos desde que decidiu se aventurar por conta própria. O grande espaço de tempo entre o início da carreira solo até o lançamento do primeiro disco é fruto do que Di chama de processo de descobrimento musical.

“Pra chegar no som que eu queria lançar eu fui com muito cuidado, respeitando tudo o que já fiz, respeitando meus fãs. Depois da pausa do NX eu me permiti fazer muita coisa, escrevi muita música até chegar nesse álbum de maneira certa. Eu não parei de compor e de repente comecei a achar um caminho que gostei de ir,  uma coisa sincera minha e a demora foi para conseguir ter essas clarezas, até por isso o nome ‘Sinais’”, explica Di.

Parceiros

Foi munido do bom e velho violão que Di Ferrero deu a largada para compor as canções que compõe o projeto. “Eu dei uma volta no mundo até entender que eu me sinto mais seguro quando começo a música no voz e violão”, revela. A receita contou ainda com um velho ingrediente em uma das canções. Gee Rocha, ex-guitarrista do Nx Zero, ajudou Di a criar ‘Diamante’, segunda faixa do disco.

“O Gee é meu irmão, eu lancei minha primeira música solo que foi ‘Sentença’ e é parceria minha e dele. A gente funciona muito desse jeito, de chegar pro outro e falar ‘vamos fazer um  som?’, ‘vamos’, ai basta duas violas, eu e ele, a gente começa a escrever e por aí vai. Foi o caminho que eu achei pra fazer todas as músicas do álbum, todas saíram do violão”, conta Di.

Se por quase duas décadas, Di Ferrero dividia as ideias com seus colegas de banda, desta vez o cantor convocou um time de produtores que também fizeram parte de bandas par dar o formato final as canções, como o multi-instrumentista Vinicius Nallon e Zegon, integrante do duo Tropkillaz e ex-baterista do Planet Hemp.

A parceria mais inusitada do trabalho, no entanto, veio de Lulu Santos. Foi ele quem batizou a canção que originou o nome do disco durante os bastidores de um programa de TV apenas 10 minutos antes de Di ir ao ar apresentar a canção pela primeira vez. “Ele estava no camarim ao lado do meu, me chamaram para subir e eu pedi só uns minutinhos. Fui com ele que sempre foi um mentor pra mim, disse que estava inseguro e mostrei a música. Na hora ele disse que ela deveria se chamar ‘Seus Sinais’ e de cara eu vi que era exatamente o que eu estava procurando”, revela.

Com a primeira parte do disco lançada - a segunda está prevista para outubro deste ano -, o cantor se prepara para subir aos palcos sozinho pela primeira vez. O primeiro show está marcado para o dia 30 de agosto e Di se mostra ansioso com a nova fase. “Vamos fazer alguns shows com a IZA e seguimos negociando datas. O palco vai ser com esse conceito de sinais, universos, e no meu repertório vão ter várias do NX também. Estou muito feliz por que esse está sendo um dos melhores momentos da minha vida”, crava o músico.

Repórter de A Crítica

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