Quinta-feira, 21 de Novembro de 2019
Vida

Dia dos Namorados: Casais famosos dos quadrinhos e cartoons dão asas à imaginação

Segundo o quadrinista Rogério Mascarenhas (Romahs), a densidade dos romances nos quadrinhos é relativa



1.gif São diversos personagens que animam a garotada e até mesmo os adultos
12/06/2013 às 08:03

Poucos casos de amor são tão cheios de aventura quanto os que povoam as histórias em quadrinhos e os desenhos animados. Muitos casais que nasceram nas páginas das HQs e nas pranchetas de animação se tornaram verdadeiros ícones quando o assunto são os relacionamentos no mundo da ficção, chegando ao ponto em que não dá para imaginar uma história do marinheiro Popeye sem Olívia Palito, um casamento do Mickey Mouse que não seja com a Minnie e uma confusão na família Flintstone que não envolva Fred e Wilma.

As agruras amorosas que o fotógrafo Marcus Cordeiro costuma acompanhar com mais frequência são as de Peter Parker e Mary Jane, da HQ “O Homem-Aranha”, a preferida dele. Embora a maioria dos quadrinhos de super-heróis apresente um par romântico (masculino ou feminino) para o protagonista, Cordeiro acredita que os relacionamentos não chegam a ser o elemento principal das histórias.



Segundo o quadrinista Rogério Mascarenhas (Romahs), a densidade dos romances nos quadrinhos também é relativa. “Os japoneses trabalham melhor as relações amorosas dentro dos mangás, enquanto os americanos inserem o relacionamento apenas como uma forma de aliviar a ação”, explica. Para ele, os casais que se salvam são os formados por Peter Parker e Mary Jane e Clark Kent e Lois Lane. “São casais com mulheres fortes, ao contrário do machismo da Era de Ouro das HQs”, opina.

EXEMPLOS

Para lançar o livro “Splish! Splash! – Os Enamorados dos Quadrinhos”, o quadrinista Franco de Rosa, de São Paulo, pesquisou cerca de 200 casais entre os quadrinhos que fazem mais sucesso entre os brasileiros.

Segundo ele, a existência de namorados são uma marca registrada das HQs. “Nos anos 1930, os grandes heróis sempre tinham namoradas e faziam de tudo para defendê-las, sem necessariamente casar com elas, o que deu origem ao termo ‘noivas eternas’”, explicou, acrescentando que o casamento entre os personagens Fantasma e Diana Palmer, nos anos 70, deflagrou uma série de uniões no universo das histórias em quadrinhos.

Para o paulista, a lição que os casais da vida real podem aprender com os da ficção é o respeito pelas liberdades individuais e a força de um amor incondicional. Ele cita como exemplo o Surfista Prateado, que à certa altura se bandeia para o lado do vilão só para evitar a morte da sua namorada.

Por outro lado, Romahs acredita que os romances dos desenhos e HQs ajudam a desmistificar a figura do herói, causando uma identificação com as pessoas do mundo real. “Algumas histórias mostram os relacionamentos com todas as suas limitações e incoerências, humanizando os personagens e servindo como um espelho para o leitor”.


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