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Diabetes: predisposição e risco para peludos

Gatos e cachorros também precisam receber cuidados extras e alimentação especial para tratar a patologia 19/06/2017 às 11:47
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Animais pequenos e acima do peso, principalmente os gatos machos castrados, têm maior propensão à desenvolver diabetes
Natália Caplan Manaus

Que não se pode dar doces aos cães e gatos, todos já sabem. Porém, mesmo que comam somente ração, eles podem desenvolver diabetes em algum momento da vida. Claro que há agravantes, como a obesidade. Em felinos castrados, estar acima do peso é comum e, portanto, eles são grandes candidatos à doença. Por outro lado, os bichanos podem ficar curados, algo difícil entre caninos.

“É uma doença que costuma afetar animais de mais idade e, falando especificamente dos gatos, os obesos e castrados parecem ser mais afetados. Nessa espécie a doença pode ser curada, ou seja, fazer o tratamento por um tempo e entrar em remissão. Depois disso, não precisa mais de medicação. O mesmo raramente acontece em cães”, afirma Lenilson Filho, que é associado à Associação Brasileira de Endocrinologia Veterinária (Abev).

De acordo com o veterinário, essa é a segunda doença endócrina mais comum em pequenos animais; atualmente, só perde para a obesidade. Entretanto gatos e cachorros são afetados em igual proporção. De acordo com estudos, um em cada cem cães, com mais de 12 anos de idade, provavelmente desenvolverá diabetes. Pesquisas apontam, ainda, que as fêmeas são acometidas duas vezes mais que os machos.

“O tratamento sempre vai requerer medicação, pelo menos no primeiro momento. A mudança da alimentação também é um importante alicerce do tratamento. Mas tudo isso deve ser orientado por um veterinário, pois nem todos os animais precisarão de restrição de carboidratos (que é a recomendação mais comum nesses casos). Isso só pode ser decidido por um veterinário, após a avaliação médica”, explica.

‘Foco na dieta!’

Segundo Filho, os principais fatores de riscos para o surgimento da diabetes nos peludos são semelhantes aos dos seres humanos, com destaque para maus hábitos alimentares e obesidade. Diferentemente das pessoas, que exageram no consumo de açúcar, fast food, refrigerantes e alimentos industrializados, os pets costumam comer somente o que seus tutores oferecem. Por isso, cuidado com os excessos e alimentos proibidos.

“A alimentação balanceada deve ser adotada, isso inclui evitar superalimentar os animais e respeitar suas necessidades nutricionais: oferecer rações com baixo índice de calorias para animais acima do peso e com pouca atividade física; ou ração específica para animais castrados (se for esse o caso do cão ou gato em questão). É sempre bom buscar ajuda do veterinário e não esquecer que a obesidade também é um problema da saúde”, enfatiza.

Dedicação

Aos 10 anos de idade, Banzé requer um cuidado especial da família. O cachorro da raça Yorkshire foi diagnosticado com diabetes há 3 anos e toma insulina NPH, duas vezes ao dia (12h/12h), de acordo com a glicemia dosada antes da alimentação, com aparelho de dextro. Por isso, também recebe uma alimentação balanceada, com ração específica para pets, com brócolis, cenoura e frango cozidos.

Ele realiza exames a cada 6 meses para avaliar função renal, colesterol, hemograma e ultra-sonografia abdominal. Por conta da diabetes, desenvolveu catarata e olho seco severo. Por isso, faz uso de colírios lubrificantes todos os dias e está com baixa acuidade visual. A doença não atrapalha as suas atividades. Banzé sai para passear todos os dias com a irmãzinha, Frida, também Yorkshire”, afirma a dona, Cristina Freire de Oliveira.

Sintomas:

- Comer mais que o habitual e mesmo assim perder peso;

- Beber água demais;

- Fazer mais xixi que o normal, inclusive, fora do tapete higiênico ou da caixinha de areia; e incontinência urinária até enquanto dorme.

Complicações:

Caquexia: uma perda de peso muito severa;

Infecções urinárias freqüentes;

Catarata, que pode levar a perda ou diminuição da visão;

Neuropatia periférica ou neuropatia diabética: uma importante complicação neurológica da diabetes, que pode levar a dificuldade de caminhar e perda de movimento.

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