Quinta-feira, 18 de Julho de 2019
Vida

Diagnóstico e cura: é possível vencer a batalha contra o câncer?

De acordo com o médico radiologista Sócrates de Oliveira, da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), sim. O que se quer destacar é a prevenção e a detecção precoce, alerta. E avisa: algumas neoplasias (nome técnico da doença) são altamente preveníveis



1.jpg Segundo dados do INCA, a estimativa é que ocorram 4.400 casos da doença em 2013
12/05/2013 às 12:46

No dia 08 de abril, comemora-se o Dia Mundial de Combate ao Câncer. E na data, nada melhor que fazer uma reflexão: o que realmente os médicos e as campanhas querem conscientizar acerca da doença?

As possibilidades de prevenção e detecção precoce, de acordo com o médico radiologista Sócrates de Oliveira, da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), são o verdadeiro foco dos especialistas contra a doença, que, conforme ele, é altamente prevenível.

De acordo com dados oficiais do Instituto Nacional de Câncer (Inca), há 4.400 ocorrências da doença previstas para 2013 no Brasil, o que faz a doença alcançar cada vez mais o perfil epidemiológico, por conta dos novos estilos de vida adotados pela população, salientou o médico.

Diagnóstico precoce ligado à cura

Ainda que seja clichê, a grande verdade é que quanto mais cedo se diagnostica o câncer, maiores são as possibilidades de cura, afirmou Oliveira. E não é apenas a doença em si que se quer evitar: a grande preocupação também gira em torno dos traumas de tratamento, que muitas vezes deterioram muito mais do que a saúde: também a autoestima de homens e mulheres, ressaltou o doutor.

“Quanto menor estiver o câncer na fase da descoberta, maior as possibilidades de cura. Exemplo disso é a quimioterapia que traz a queda dos cabelos e os cânceres de mama, que ocasionam a retirada do seio. Quando tratamos cânceres de 1 cm para baixo, a mulher não perde a mama. Quando tratamos nódulos maiores, a mulher, além da mama, acaba perdendo a qualidade de vida. É muito drástico”, pontuou Dr. Sócrates.

As neoplasias mais frequentes nos homens brasileiros é o câncer de próstata, enquanto que nas mulheres é o câncer de mama, informou o radiologista. “Acontece que na Região Norte ocorre uma inversão dessa incidência: o câncer de colo uterino é quem acaba predominando na região”, revelou Oliveira.

Fatores de risco para alguns tipos de câncer também podem desencadear outros

E os fatores de risco para alguns tipos de câncer também sinaliza algumas pontes para outros gêneros da neoplasia, destacou Sócrates. “O fumo está ligado não só ao câncer de pulmão, mas ao câncer de boca, língua, bexiga, e a medicina não tem mais dúvidas disso”, acrescentou, lembrando que a poluição, a alimentação com muita gordura animal e a ausência de atividade física são indicativos que podem culminar para o surgimento do câncer.

Apesar de ser desencadeado também por conta da genética, há a chamada prevenção secundária, onde a pessoa pode atuar com atividades físicas, a ingestão de mais vegetais e menos carne vermelha, segundo o médico. Relacionado às ações sociais, destaca-se um programa nacional chamado Viva Mulher, que tem várias áreas de atuação, entre estas o antitabagismo, câncer de mama e de colo.

Ações no Amazonas: informação é a grande arma

“O programa específico do colo chama-se Sistema de Informação do câncer do colo do útero (Siscolo), e o Estado do Amazonas está altamente integrado com a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SUSAM), e as demais secretarias municipais, atuando com uma ação conjunta, que é o preventivo”, assegurou Sócrates.

Mais recente, há também, a nível local, o programa Carretas da Mulher, que consiste em um conjunto de carretas que circula realizando mamografias e que leva o exame até as comunidades.

“Inclusive existe um plano de levar as carretas para as periferias de Manaus, que seriam as comunidades mais afastadas e as ribeirinhas, no interior do estado. Na verdade, não é só o estado, o município, ou o Ministério. O mundo inteiro está preocupado porque está havendo uma incidência muito grande de câncer. A grande arma que a gente tem é informar a população”, finalizou o Dr. Sócrates.

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