Segunda-feira, 18 de Novembro de 2019
Vida

Diferença que soma: os opostos se atraem... e se completam!

Próximo ao Dia dos Namorados, A CRÍTICA conta algumas histórias de casais que, mesmo com suas diferenças, encontraram um jeito de conciliar tudo em prol do amor



1.jpg Acima, Paulo e Renata fazem da provocação uma brincadeira e chegam a assistir ao clássico Flamengo e Vasco em quartos separados
10/06/2013 às 11:33

É bem verdade que afinidades e pontos de vista em comum são tão importantes para a vida a dois quanto a própria química do casal. No entanto, também é na diferença entre um e outro que se encontram algumas das maiores virtudes da relação: a de respeitar a opinião e gosto do companheiro, tolerar alguns defeitos (já que todos os temos) e fazer das diferenças que nos caracterizam a completude que sintetiza uma verdadeira união. Afinal, o que seria de nós se fôssemos todos iguais?

Valéria César e o marido Gustavo Igrejas têm uma relação muito forte com a cultura do Boi de Parintins. Eles se conheceram no Curral do Caprichoso, há 16 anos, ainda na antiga arena do TV Lândia. O problema é que Valéria é Caprichoso “roxo” (que é mais perto do azul) e Gustavo é louco pelo Boi Garantido. Resultado: é um festival de provocação e brincadeira que, mais do que criar atrito entre os dois, dá combustível (e muito assunto pra risada) na relação.

“Uma vez, no supermercado, eu comecei a pegar as compras só com produtos de embalagem vermelha. Quando ela percebeu e questionou: ‘esse carrinho não está muito vermelho não?’”, lembra Gustavo. “A gente brinca muito. Acho que se fôssemos do mesmo boi, não dava certo”, diz ele.

No caso de Renata Fonseca e Paulo Carvalho não foi diferente. Ela vascaína, ele flamenguista. Depois de sucessivas tentativas dele de “converter” a esposa à adoração pelo time rubronegro, com direito à camisa do Flamengo com o nome de Renata como presente, Paulo optou por uma decisão mais parcimoniosa. “Como aqui em casa tem dois quartos, quando tem jogo entre Flamengo e Vasco, eu assisto num quarto e ele no outro. Quando sai gol de um dos lados, a gente bate na parede pra provocar o outro”, diverte-se Renata.

Mas nem sempre as brincadeiras agradam aos dois lados, mas nisso também se tem uma bela lição de tolerância. Certo dia, as provocações do flamenguista Paulo perturbaram tanto a esposa vascaína que ela ficou deveras chateada. Foi aí que o marido percebeu que exagerou e passou a amenizar nas brincadeiras. “Vi que ela se aborreceu, e parei de bagunçar... mas de vez em quando ainda tiro um sarrozinho”, confessa.

Convicções religiosas convivem

O casal Diego Rodrigues e Bárbara Fonseca parece que apostou mesmo nesta premissa. É que, apesar da criação católica, o rapaz não professa nenhuma religião, nem se sente à vontade nessa condição de frequentar uma igreja. Por outro lado, Bárbara é uma católica assídua nas missas da Igreja de Nossa Senhora Aparecida pelo menos uma vez por semana, o que, para algumas pessoas, já tornaria a relação inviável. Não para eles.

“Eu já o convidei algumas vezes, mas eu não posso obrigá-lo a fazer algo que ele não se sente bem, então me resta respeitar. A gente se gosta e isso é que é importante”, diz Bárbara. A religião, aliás, não é a única diferença grande entre o casal, segundo o próprio Diego explica. “Eu sou um pouco turrão, tenho uma personalidade muito forte. Ela já é mais carinhosa e vive rindo”, diz ele, apoiado pela namorada, para quem as diferenças, ao invés, de afastar, unem os casais. “É a história dos opostos, não é?”, diz ela.




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