Domingo, 15 de Dezembro de 2019
Vida

Diferenças entre hidratar, nutrir e reconstruir os cabelos

Todos os tipos de cabelos possuem três necessidades básicas: a reposição de água, de óleo e de massa capilar



1.jpg Etapa de nutrição é essencial para as meninas cacheadas
13/11/2015 às 11:53

Muitas mulheres sabem: é praticamente impossível viver sem um creme de hidratação. Por mais básico que seja, às vezes nem só o trio shampoo + condicionador + creme de pentear conseguem depositar nos fios as vitaminas necessárias para os cabelos. Contudo, hidratação não é a única alternativa de cuidado para as madeixas, e principalmente as mulheres que possuem alguma química no cabelo (luzes, tintura, progressiva, entre outras) precisam ficar atentas à isso. Existem mais duas etapas, chamadas de nutrição e reconstrução, que vão complementar seus fios com mais beleza, brilho e maciez.

Todos os tipos de cabelos possuem três necessidades básicas: a reposição de água, de óleo e de massa capilar, segundo o hair stylist Viktor Fróes, do salão Belladonna. “Atento à essas três necessidades nasceu o cronograma capilar, que é uma rotina de cuidados que se toma esporadicamente, para recuperar cabelos altamente danificados e organizar a rotina de aplicação de tratamentos”, declara ele. Todos os cabelos precisam repor água, mas nem todos, como por exemplo os cabelos virgens (sem químicas e afins) vão precisar de reconstruções pesadas, então é importante saber identificar o que o seu cabelo precisa – ou pedir para o seu cabeleireiro fazer isso por você.



E como é possível saber se uma máscara é de hidratação, nutrição ou reconstrução? Apenas estando atenta ao rótulo afixado na parte de trás da máscara, que relata toda a sua composição. “Quanto mais no topo estiver descrito um componente, em maior concentração ele estará na máscara”, responde a médica dermatologista especializada em tricologia (área que cuida dos cabelos), Dra. Roberta Moretti, da Clínica Ludmila Jackmonth. E é importante ter cuidado especial com este rótulo, pois muitas máscaras vêm datadas como hidratantes tendo, às vezes, só componentes nutritivos e até reconstrutores.

Segundo Viktor, uma máscara hidratante possui ativos como a glicerina (considerada por muitos como o principal ativo das hidratações), pantenol, extratos vegetais, água de coco, e baunilha. Máscaras de nutrição geralmente trazem ceramidas, manteigas como a de karité, tutano e cacau; além de óleos como o de argan, coco, oliva e macadâmia. Por fim, as máscaras reconstrutoras trazem itens como a queratina, creatina, ou as proteínas hidrolizadas de trigo ou arroz. Cada cabelo é uma sentença, mas as hidratações deixam os fios mais brilhantes e soltos; as nutrições conferem alinhamento e um peso natural aos fios; enquanto que as reconstruções trabalham os elementos das hidratações e nutrições nos fios, fazendo com que se forme uma massa fortalecida.

Os 'proibidos'

Uma grande parte das máscaras capilares contém ativos não tão amigáveis assim. Estamos falando dos petrolatos, parafinas líquidas e óleos minerais. Derivados do petróleo, eles são aderidos pelas empresas de cosméticos devido ao baixo custo e a sua capacidade de amaciar e selar os fios para que eles não sofram agressões de agentes externos. “O que acontece é que eles criam uma película nos fios e não são solúveis em água”, explica a doutora Roberta. Essa película, quando em excesso nos cabelos, faz com que os fios não consigam mais absorver os nutrientes que as máscaras tentam depositar. Com isso, o cabelo traz a aparência de que está saudável (por conta da película enganadora), quando na verdade não está.

Os silicones não derivam do petróleo, mas apresentam os mesmos riscos, segundo a médica. “Essas camadas não saem, e para que você consiga removê-las, é preciso lavar com shampoos mais agressivos aos fios, como os anti-resíduos”, diz ela. O problema dos anti-resíduos é que, na hora da lavagem, eles abrem as escamas dos fios, fazendo com que os resíduos e uma parte dos nutrientes naturais dos cabelos vá para o ralo. Mas não se desespere com isso, principalmente se você usa química nos fios. “Os shampoos diários contém detergentes que são capazes de limpar bem os cabelos. Ao contrário do que muitos pensam, o sulfato (detergente de limpeza dos fios) não é um vilão; ele é capaz de limpar o silicone dos fios com o tempo”, explica ela.

Moretti aponta que o sulfato faz mal quando em excesso. “Quem usa produtos com derivados do petróleo não pode deixar de lado os shampoos com sulfato”, ressalta. Para a médica, o ideal mesmo é usar produtos sem estas substâncias. E para isso é necessário ficar atento, mais uma vez, ao rótulo traseiro das máscaras, shampoos e condicionadores. “Quando você dá uma pausa nos petrolatos, ele fica áspero e poroso – porque é como o cabelo está por debaixo da película. Mas com o tempo, é normalizada a produção de óleo natural no couro cabelo que vai conseguir se espalhar por todo o cabelo, restaurando a sua boa aparência. Depois de uns dois meses, as pessoas se adaptam”, encerra.



Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.