Quarta-feira, 21 de Agosto de 2019
Vida

Dinho Ouro Preto fala sobre show do Capital Inicial em Manaus

Vocalista fala durante entrevista sobre carreira, analisa o som de algumas bandas locais e conta um pouco do retorno da banda para a capital amazonense



1.gif Capital Inicial de volta a Manaus
04/10/2014 às 17:00

Nas últimas entrevistas concedidas ao jornal A CRÍTICA, Dinho Ouro Preto, vocalista da Capital Inicial, fez questão de relembrar os shows memoráveis realizados em Manaus. Também se questionava por que não se apresentava anualmente na cidade. Mas, dessa vez, o músico só teve o que comemorar, pois a banda é uma das atrações confirmadas no “Luau M1 Eventos”, a ser realizado no dia 23 de outubro, às 21h, na praia da Ponta Negra.

“Velho, você lembra que falei que não tocava na cidade há uns três anos? Todos os shows em Manaus, sem exceção, foram sensacionais. Inclusive, todos os últimos shows foram realizados na praia da Ponta Negra, mas me lembro de muitos outros, em outros lugares, que o bicho pegava. Tenho certeza que dessa vez será igual a todos os anos. Tocamos relativamente pouco aí, então, para nós, sempre é um prazer quebrar a nossa rotina”, disse Dinho Ouro Preto, relembrando a última entrevista feita pelo jornal A CRÍTICA, no final do mês de agosto, sobre o lançamento do EP “Viva a Revolução”, que traz a canção “Melhor do que ontem”, que está tocando nas rádios de todo o País.

“Sabe, vamos com muita sede ao pote. As coisas mudaram muito no Capital desde que nos apresentamos a última vez em Manaus: muitas músicas tocaram na rádio, a configuração do show mudou, novas imagens no telão, as músicas velhas não são mais as mesmas... Além de escutar os clássicos, nós voltamos a tocar músicas como ‘Olhos vermelhos’, ‘Respirar você’ e ‘Eu nunca disse adeus’. Fora isso, as músicas do disco passado (‘Saturno’), que não tocamos aí, e do EP ‘Viva a Revolução’ vão entrar na apresentação. O público vai ver um show totalmente diferente”, acrescentou.

Rock de Manaus

Ele, que está como um dos jurados do programa “SuperStar” (TV Globo), em breve com nova temporada, pediu para a reportagem lhe enviar o trabalho (áudios e vídeos) de algumas bandas de rock de Manaus, pois tinha o interesse de conhecer há tempos.

“Nossa, que bacana. Gostei das bandas, que gente inspirada. A Infâmia é mais a nossa cara. Ao menos, ela me lembra do nosso começo: cru, sem firulas ou produção. Em alguns momentos remete ao Nirvana. Gostei também da Malbec, ouvi o que me pareceu ser o último disco. Incríveis os caras, cosmopolitas. Podia ser de qualquer lugar do mundo. É difícil decidir, porque, em cima do palco, acho que a Infâmia se sairia melhor”, opina.

Aprendizado e evolução De acordo com o artista, ele não sabia nem tocar quando começou o Capital Inicial – isso nos anos 80, em Brasília.

“Muita coisa mudou, não sabia tocar, não sabia cantar, compor, era tudo muito punk rock, tudo pelo sangue, coração. Hoje eu tenho mais controle sobre o que escrevo, sobre a produção do Capital. Naquela época era entretenimento, diversão, ninguém poderia pensar que isso fosse virar a nossa profissão. Estabelecer a direção que você quer ir, ter controle sobre a sua produção, é dar asas para a sua criatividade. Em oposição a isso, no início era totalmente visceral, não quero desmerecer o que houve ali. Visceralidade, descompromisso... Existiam virtudes importantes naquele momento, uma legitimidade sobre aquilo tudo. (...) É curioso, mas, por acaso, os nossos melhores momentos são esses dois: o começo e o agora. Tivemos no meio uma perda de rumo”.

O vocalista explica que o grupo vinha com essa batida do punk rock e isso se perdeu nos anos 90, quando o grunge teve o seu auge. Nesse momento, o Capital Inicial teve a sua crise de identidade.

“Pelo incrível que pareça, quando teve o hiato da banda, quando tive que trabalhar sozinho, eu voltei com mais controle sobre o que eu fazia. O Capital é uma banda, artisticamente, coesa. Os compositores são sempre os mesmos, basicamente eu, o Alvin L e o Pit Passarell. Na maior parte, isso deu uma identidade aos últimos discos. Isso nos faltou em meados dos anos 90”, finalizou o cantor, que acredita que o rock nacional está começando a se renovar, tendo bandas com excelentes letras (composições).

Formato de sucesso

Jurado do programa “SuperStar” (TV Globo), Dinho Ouro Preto ajudou na seleção de novos talentos, acompanhado de Ivete Sangalo e Fábio Jr. O vocalista da Capital Inicial disse que fica feliz ao ver que os finalistas do programa estão conseguindo fazer sucesso, ter uma carreira bem-sucedida, o que, segundo ele, é raro em reality shows. Em Manaus, por exemplo, a grande vencedora, a banda Malta, dividiu o palco com o Jota Quest, no dia 4 de setembro, e Luan Forró Estilizado, com Ivete Sangalo e Saulo, dia 22 de agosto. Além deles, outras bandas que participaram do programa estão com a agenda lotada de shows pelo Brasil, como Jamz e a Suricato. Em breve, o programa terá uma nova temporada.

“É a primeira vez que estou vendo bandas de reality shows indo adiante. Nesses dias, eu fiquei curioso para saber como estava a inscrição para a próxima temporada. As inscrições terminaram quando o programa acabou. Até agora temos 12 mil bandas inscritas. Ainda não sabemos quando será a próxima temporada, digamos que seja em novembro”, disse o músico, que passou a ter dificuldade para andar em shoppings, aeroportos e supermercados após o “SuperStar”, na última entrevista concedida ao BEM VIVER.

Serviço

O que é “Luau M1 Eventos 2014”, com Capital Inicial e Natiruts

Onde Praia da Ponta Negra

Quando Dia 23 de outubro, às 21h

Quanto R$ 50 (1°lote) e R$ 120 (front stage/ 1° lote) – preço para estudante

Pontos de venda Lojas Ramsons (Amazonas Shopping, Manauara Shopping e Shopping Ponta Negra) e Mr. Pizzo

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