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Diretor amazonense produz documentário que desmistifica tratamento para químicos

O diretor audiovisual amazonense Heraldo Daniel produziu o documentário chamado 'É muito louco ser careta', com base na Socioterapia 10/01/2015 às 19:57
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Socioterapia em audiovisual
Laynna Feitoza ---

Em oposição aos tratamentos clássicos de psiquiatria, o sulafricano Maxwell Jones criou a socioterapia. Com base neste fundamento, o diretor audiovisual amazonense Heraldo Daniel produziu o documentário chamado “É muito louco ser careta”, que fala sobre os mitos e verdades a cercarem o tratamento por dependência química. A obra conta com os apoios da 602 Filmes e da Gullane Filmes, conhecida nacionalmente por ter produzido os filmes “Carandiru” e “Bicho de Sete Cabeças”.

Segundo o diretor, o filme serve para despertar a sociedade e falar de assuntos como redução de danos, prevenção e recaídas, e falsas crenças sobre maconha e álcool. A experiência foi vivida “in loco” por Heraldo: ele esteve internado na Maxwell Clínica Terapêutica por 10 meses, localizada em São Paulo, onde encarou o tratamento para a dependência química que possuía. “Muitos falam que maconha não é droga, por ser natural... mas quem tem predisposição à esquizofrenia, por exemplo, pode desenvolver mais rápido a patologia com o uso da droga”, relata Daniel.

Para o diretor, a dependência química é uma questão de saúde pública, onde se deve viabilizar tratamentos humanizados, sem contenção e super dosagem de remédios, e é o que ele pretende mostrar com a produção. “Queremos inserir o adicto da melhor maneira no mundo social, para que ele não saia revoltado e recaia novamente”, alega ele, exaltado os benefícios da socioterapia. “Falo isso porque já tive experiência em duas clínicas, e a socioterapia funciona muito bem, pois ela imita a macro-sociedade em uma micro-sociedade”.

Locação

O documentário foi totalmente filmado dentro da Clínica Maxwell, em Atibaia (SP). Ainda segundo Daniel, a socioterapia incide na ajuda mútua entre os pacientes, de forma humanizada, e prevê situações através de psicodramas. “Quando cheguei lá, fui prefeito da comunidade em menos de um mês. Pois lá existe uma espécie de prefeitura e imitamos lá dentro o que vivemos aqui fora”, adianta Heraldo, lembrando que fazem parte da socioterapia as etapas de conscientização, projeto de vida e ressocialização.

E para compor o roteiro da obra, o diretor entrevistou João Estrella, cuja história de vida inspirou o protagonista homônimo do filme “Meu Nome Não é Johnny”; além do técnico de futebol Ney Franco; e profissionais da psiquiatria, pacientes e mães. “Levei Estrella até a clínica quando fui prefeito, para que ele desse uma palestra aos internos. Ele fala que a vida não precisa de drogas para enxergá-la colorida”, define.

O lançamento do documentário está previsto para junho deste ano, e Heraldo pretende lançá-lo em São Paulo, para depois trazê-lo a Manaus. Tudo por conta da co-produção compartilhada com a Gullane Filmes. “No momento estou em fase de captação para pagar a edição e finalização”, destaca.

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