Domingo, 19 de Maio de 2019
CINEMA

Diretor João Daniel fala da emoção de realizar o 50º filme de Renato Aragão

Clássico "Os Saltimbancos Trapalhões: rumo a Hollywood" voltou às telonas no último fim de semana. Desafio foi abraçado por João Daniel Tikhomiroff, que falou ao BEM VIVER sobre os bastidores



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João Daniel dirige o protagonista Renato Aragão (Foto: Divulgação)
24/01/2017 às 11:08

Um clássico do cinema nacional voltou às telonas no último fim de semana após exatos 36 anos. “Os Saltimbancos Trapalhões: rumo a Hollywood” atinge a marca do 50º filme de Renato Aragão e o primeiro dele longe da co-produção, um desafio abraçado pelo diretor João Daniel Tikhomiroff que conta ao BEM VIVER um pouco sobre os bastidores do longa.

“É uma homenagem aos Trapalhões. É uma obra digna a um Renato Aragão, como ele merece”, conta o diretor. “Estou muito emocionado em ter feito este trabalho que está com uma boa crítica”, completa. João Daniel foi quem tomou a iniciativa da refilmagem, ainda em 2014. Tudo decidido em um jantar, logo após uma sessão do musical no teatro - Os Saltimbancos Trapalhões, do Charles Möeller e Claudio Botelho.

“Ele disse que seria legal, que seria o quinquagésimo filme dele, o que me motivou mais”, disse. A produção teve contribuições informais de Renato, diferente de todas as outras produções em que ele esteve à frente. “Escolhi o roteirista Mauro Lima, que passou meses preparando o roteiro, trazendo uma visão mais moderna e diferenciada, e o Renato deu algumas contribuições muito valiosas nos diálogos”, ressalta.

O olhar do roteirista afastou o status de remake. A versão 2017 é mais musical, com muitas coreografias, e traz no enredo uma crise financeira do circo, além dadiscussão sobre utilização de animais no picadeiro. “São temas bem atuais e, na verdade, é uma revolução dos animais, o que tem a mesma ‘pegada’ do original. Eles aparecem em sonho para o Didi (Renato) que tem um parceiro nesta missão, o Dedé (Santana)”.

A pré-produção, inclusive, levou mais tempo que as próprias gravações. Depois de quase um ano na preparação do roteiro e seleção do elenco, o diretor passou quase oito semanas em estúdio para gravar as vozes e fazer a marcação das cenas antes de chegar ao set. “Gravamos tudo em quatro semanas e meia por questões de orçamento – seriam oito, inicialmente. Mas foi sem maiores danos, estava tudo bem ensaiado. Foi uma turma bastante boa, muito divertida, todo mundo se divertiu fazendo”.

O diferencial, segundo o diretor, é que o elenco contou com atores que cantam profissionalmente, especialmente os protagonistas Letícia Colin e Emílio Dantas, além de Didi e Dedé. O desafio foi posto até para Lívia Aragão, filha de Renato. “Nada foi dublagem de outros cantores. Ela passou meses sendo preparada e cantou”, diz. As canções da primeira versão são todas mantidas, com versões eternizadas por Chico Buarque como “História de uma gata”.

“É um filme para família, diferentes gerações assistirem juntos. Muitas crianças ainda não conhecem o Didi, mas conhecem estas canções na escola. Então, é uma ligação que fazemos com eles. Estamos contentes com o resultado”, finaliza.


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