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Disfunção erétil - como tratar?

Conheça mais sobre este problema que atinge 45,1% dos brasileiros segundo o Ministério da Saúde. 16/08/2013 às 14:39
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médico urologista Anoar Samad
ACRITICA.COM ---

Vendidos livremente, sem receita médica, drogas para combater disfunção erétil no homem são hoje a busca não apenas dos que sofrem do problema, mas de boa parcela do público jovem, em busca de um desempenho sexual que dure por mais tempo.  A preocupação é com o uso indiscriminado de remédios como Viagra e Cialis que, quando combinados com outros medicamentos, podem causar problemas cardíacos.  

A busca por esse tipo de tratamento é reflexo do problema enfrentando pela população masculina em todo o País. O último estudo sobre o perfil sexual brasileiro realizado pelo Ministério da Saúde, em 18 capitais brasileiras, apontou que 45,1% dos homens se queixaram de problemas de ereção (31,2% mínima, 12,2% moderada e 1,7% severa).

De acordo com o médico urologista Anoar Samad, membro da Associação Brasileira de Urologia e Especialista em Impotência Sexual, não há pesquisas que comprovem prejuízos à saúde para quem usa viagra e ingere bebidas alcoólicas, o único risco é de o remédio não ter 100% de eficácia. Essa e outras dúvidas podem ser esclarecidas nesta entrevista exclusiva concedida pelo médico ao PORTAL A CRITICA.

 A Critica: Em que casos os Viagra é recomendado? Como é o tratamento?

Dr. Anoar - Tanto o Sildenadil (Viagra), quanto o Tadalafil (Cialis) ou o Wardenafil (Levitra) são drogas que melhoram ou potencializam uma ereção presente. Todos esses medicamentos necessitam de excitação, ou seja, para o remédio "funcionar" é necessário que o homem se estimule sexualmente para que ocorra a melhora da ereção.

A Critica: Quanto tempo demora para fazer efeito?

Dr. Anoar - Cada medicamento tem sua particularidade quanto a média de tempo antes de ter uma relação sexual. O Viagra e o Levitra devem ser tomados meia hora antes de uma relação sexual e o Cialis deve ser tomado duas horas antes de uma relação sexual.No último ano surgiram algumas novidades, mas somente na forma de apresentação e na dosagens de alguns deles, como por exemplo em formato de pastilhas, comprimidos sub-linguais, dosagens pequenas para serem tomadas diariamente, entre outros, mas de forma geral, os princípios são os mesmos. São drogas cercadas de muitos mitos, mas o importante é que são drogas seguras desde que tomadas sob orientação médica.  

A Critica- Quem não precisa tomar, mas toma, eventualmente, pode sofrer algum dano? A longo prazo, pode desencadear alguma doença grave?

Dr. Anoar - O perigo destes medicamentos é a combinação com outros remédios, principalmente para o coração e para a pressão. Quem toma algum medicamento não deve de forma alguma experimentar medicamentos para ereção sem consultar o especialista.

A Critica: E quem toma sem precisar?

Dr. Anoar - Temos que refletir então o por quê de se querer tomar. O homem ainda tem dificuldade para falar sobre sua sexualidade, mas enfim, estas drogas, segundo vários estudos, não causam dependência química, mas podem, de uma ou de outra, causar dependência psicológica, ou seja, surge aquele pensamento: “foi tão bom sair com Viagra que já fico com medo de sair sem ele”. 

A Critica- Quem toma por que é recomendado, com receita médica, pode tomar bebida alcoólica?

Dr. Anoar - O álcool não é contra indicação para qualquer uma das drogas. Pode acontecer de o álcool diminuir um pouco a absorção do Viagra, ou seja, se o homem toma uma dose de 50mg do remédio, com álcool, meu organismo vai absorver 30mg ou 40mg, uma diferença que no final não interfere no resultado.  

A Critica- Esses remédios são de fácil acesso? Podem ser vendidos sem receita?

Dr. Anoar – Sim. Todos eles podem ser vendidos sem receita, o que eu acredito que seja perigoso porque termina que alguém, que não pode tomar Viagra, acaba comprando e tomando sem orientação sobre os riscos de combinação com outros remédios. Por exemplo, se você tomou o Viagra e não sentiu mal não quer dizer que, por exemplo, você pode tomar o Cialis. Cada um desses remédios têm seu próprio risco de combinação com outros remédios. Isso tem que ser checado com seu médico. E também cada um deles é para um perfil de frequência e qualidade de ereção. 

A Critica- O senhor costuma receitar esse tipo de remédio muitas vezes?

Dr. Anoar – Sim, tenho uma clientela muito grande de homens com disfunção erétil, principalmente pelo tempo que já trabalho com estas queixas. O perfil típico destes homens são os com mais de 40 anos, com queda leve a moderada da qualidade de ereção. 

A Critica- Existe idade para impotência? E para iniciar o uso do remédio?

Dr. Anoar – Existem fatores de risco que podem atingir homens mais novos, mas na sua maioria as queixas são mais comuns a partir dos 40 anos de idade. Sob orientação médica, qualquer um pode fazer uso destes medicamentos. Agora existem pacientes que têm disfunção erétil severa e que tomaram estes medicamentos e nenhum funcionou ou muitas vezes não podem  tomar estes medicamentos por contra-indicação médica. Nestes pacientes, quando desejam, implanto próteses penianas. 

A Critica- O que pode ser considerado impotência sexual?

Dr. Anoar – Este termo, apesar de consagrado na linguagem popular e até mesmo entre profissionais de saúde, é aplicado para os homens que têm queda na qualidade ou até mesmo perda completa da ereção, ou seja, o termo correto seria disfunção erétil.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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