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Distúrbios na tireoide: saiba como reconhecer e combater

Número de casos não diagnosticados assusta. Especialistas falam sobre os sintomas, os exames e o tratamento necessário 27/03/2015 às 17:02
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O ultrassom vem sendo considerado uma alternativa segura na avaliação dos nódulos na tireoide
Loyana Camelo Manaus (AM)

Trezentos milhões. Esse é o assustador número de pessoas atingidas por problemas na tireoide ao redor do mundo, e pasme, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) atesta que mais da metade dos casos não são diagnosticados. Não significa que esses distúrbios passem incólumes pelo corpo humano, até porque, a glândula em questão tem por função armazenar e liberar os hormônios que afetam quase todas as células, ajudando a regular o metabolismo. Nesse ponto, manter os olhos mais abertos aos sintomas e buscar fazer os exames necessários para a detecção dos problemas significa não apenas ser menos um no preocupante alto índice de casos não diagnosticados, mas mais importante, ser mais um no rol dos que os venceram.

Como doenças autoimunes, o hipo e hipertireoidismo são preocupantes porque sua evolução máxima significa a autodestruição da glândula até o ponto em que esta não funciona mais. O hipotireoidismo acontece quando a produção dos hormônios tireoidianos (TSH e T4 Livre) decai; já o hipertireoidismo representa o contrário, ou seja, uma fabricação destes em excesso.

De acordo com a endocrinologista Bruna Rodrigues, o hipotireoidismo é o mais comum. Seus indícios podem ser facilmente confundidos com outros advindos de outro mal do século: o estresse da vida moderna.

“Queda de cabelo, cansaço, indisposição, distúrbios do humor, alteração do ciclo menstrual, unhas fracas e quebradiças, dificuldade de perder peso”, elenca a médica. “Mas nossa vida está tão atribulada, as pessoas estão cada vez mais cansadas e estressadas, que esses sintomas passam batido mesmo. Ou vice-versa: acontece muito no meu consultório de pessoas acharem que estão com problemas de tireoide e às vezes nem é”, diz Dra. Bruna.

Já o quadro de hipetireoidismo pode ser traçado a partir do emagrecimento abrupto, choro fácil, tremor das mãos, taquicardia, fome excessiva e aumento da pressão arterial.

Tratamento

Dra. Bruna Rodrigues frisa que a melhor forma de se ter certeza do hipo ou hipertireoidismo é a partir da dosagem dos hormônios TSH, T3 e T4 livre, feita por meio de exame de sangue. O histórico familiar também deve ser levado em conta.

“O tratamento funciona da mesma forma para ambos os casos. Se for hipo, faz-se reposição de hormônios. Se for hiper, o medicamento será para reduzir a produção destes”, explica a endocrinologista.

Nódulos: e agora?

Embora os nódulos na tireoide sejam tipicamente benignos, entre 5% e 15% podem apresentar malignidade. E encontrá-los é mais corriqueiro do que se imagina. Nesse caso, recomenda-se a punção, um exame padrão realizado para conhecer o tipo de células que constituem o nódulo. A primeira biópsia costuma detectar 85% dos casos, mas mesmo assim, quando realizada uma segunda vez, o nível de detecção pode ser substancialmente menor. 

Nesses casos, o ultrassom vem sendo considerado uma alternativa segura na avaliação do nódulo – principalmente depois que a punção não se mostra conclusiva.

O radiologista Osmar Saito, do Centro de Diagnósticos Brasil, em São Paulo, diz que nos últimos anos houve aumento no diagnóstico de câncer de tireoide. Mas, como a doença vem sendo diagnosticada em estágio inicial, houve queda de mortalidade. “A presença do nódulo não significa que seja câncer. Mas, pacientes com história de irradiação prévia na região do pescoço ou doença tumoral tireoidiana na família deverão ser submetidas a uma pesquisa clínico-laboratorial e exames de imagem mais minuciosos”, diz.

Público atingido

Qualquer um pode sofrer com distúrbios da tireoide, porém, estes acontecem mais em mulheres e a partir dos 30 anos. “Nas crianças, quan-do acontecem, são casos mais agressivos”, alerta Dra. Bruna.

De acordo com o perfil de cada um

A partir do próximo mês, chegará às farmácias de todo o Brasil quatro novas apresentações de Puran® T4 (levotiroxina sódica), medicamento da marca Sanofi para o tratamento do hipotireoidismo. Com dosagens de 12,5mcg, 37,5mcg, 62,5mcg e 300mcg, a linha passa a oferecer mais opções para auxiliar médicos na administração de doses de acordo com o perfil de cada paciente em tratamento contra a doença.

“Com esse lançamento, a linha Puran® T4 (levotiroxina sódica), que já contava com 10 apresentações, ganha uma gama ainda mais completa de produtos para atender as diferentes necessidades de médicos e pacientes”, diz Renato Gonçalves, gerente de produto da Sanofi.

Presente no Brasil há mais de 35 anos, a linha Puran® T4 (levotiroxina sódica) é indicada para o tratamento do hipotireoidismo e conta com 14 opções de dosagens: 12,5mcg, 25mcg, 37,5mcg, 50mcg, 62,5mcg, 75mcg, 88mcg, 100mcg, 112mcg, 125mcg, 150mcg, 175mcg, 200mcg, 300mcg. Mais informações podem ser encontradas no link: http://goo.gl/xY1iJc

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