Terça-feira, 22 de Outubro de 2019
Vida

Diva da música eletrônica, amazonense fala com exclusividade sobre sua nova turnê

Com os pés no chão Lorena Simpson, diva da house music, lança nova turnê ‘To the ground’ ”, que inicia no próximo dia 4 de outubro, em São Paulo, com previsão de shows por todo o Brasil



1.jpg Além dos shows, a cantora estreará canal na VEVO e lançará EP
16/09/2013 às 10:55

Amazonense que se tornou diva da house music, Lorena Simpson está voltando aos holofotes carregada de novidades. A principal delas é o lançamento de sua nova turnê, “To the ground”, que inicia no próximo dia 4 de outubro, em São Paulo, com previsão de shows por todo o Brasil, além de Chile, México, Equador e Estados Unidos.

Além dos palcos, Lorena deve estrear em breve um canal no VEVO, site de entretenimento e conteúdo que reúne ícones da música como Lady Gaga, Britney Spears, Rihanna e Katy Perry. Por fim, a cantora e bailarina comemora ainda um contrato com a Universal Music, que lança nos próximos meses o seu segundo EP, “Lorena Simpson”.



“É muita coisa acontecendo, mas estou a mil!”, declara a cantora à reportagem, por telefone, em meio a uma rodada de entrevistas para a imprensa na reta final antes da estreia de “To the ground”. A turnê, que terá novos singles e coreografias somados a uma produção audiovisual inovadora, levará ao palco uma artista poderosa e centrada, que expressa aquilo em que acredita em sua arte.

“Vou trazer muito das coisas em que acredito. A cada turnê vou me firmando, na identidade da pessoa e da artista”, antecipa ela sobre a turnê, da qual o leitor pode conferir um teaser por meio do QR Code nesta página.

Na entrevista a seguir, Lorena fala sobre a turnê e o novo álbum, sobre sua trajetória de sucesso e sobre o que sente falta de Manaus, sua cidade natal.

Você está iniciando uma turnê internacional, prestes a lançar um EP pela Universal Music e um canal no VEVO. Como se sente nesse momento tão promissor da carreira?

Estou ótima, fico ruim quando fico de férias muito tempo! Estou esses dias produzindo em São Paulo um vídeo para o telão, ensaiando todos os dias, trabalhando nas músicas do EP e nos clipes para o VEVO. É muita coisa acontecendo, mas estou a mil!

O que pode revelar sobre o novo show?

Ele tem uma temática forte. Falo de causas que considero importantes para a vida, e faço uma certa crítica social. Para essa turnê fizemos uma produção audiovisual com muito mais cuidado, seguindo o conceito da tour. A música traz uma coisa e o vídeo oferece algo mais, um completa o outro.

Quais são essas causas em que você acredita e que são expressas na turnê?

Uma coisa vem do Brasil ter passado por protestos contra a corrupção nos últimos meses. Outra coisa é a restrição à manifestação da sexualidade: não só aqui, mas em outros países, há um pensamento medieval, quase pré-histórico com relação a isso. No show há uma crítica e um convite às pessoas a se doar mais e buscar seus direitos.

Quanto tempo de trabalho até chegar à nova turnê? E o que esse trabalho envolveu?

Geralmente quando estou acabando uma turnê já penso na próxima. Quando estava acabando “Neon Tour”, eu e minha equipe já começamos a pensar. Olhei roupa, ouvi músicas, pesquisei para ver o que podíamos trazer de novo. Além da turnê, nessa reta final fui muito a estúdio para gravar.

Você sentiu que estava na hora de lançar um novo álbum?

Meus fãs pedem muito um disco meu, mas era difícil antes por não ter uma gravadora. Agora a Universal Music vai distribuir meus singles, portanto demos um passo a mais, pois é difícil uma artista independente da música eletrônica que consegue apoio de uma gravadora internacional.

O que pode adiantar sobre o novo EP?

Ele vai se chamar apenas “Lorena Simpson”. É extremamente dançante, trazendo a música eletrônica em algumas vertentes. Tem a dance dos anos 1990, mas com uma repaginada para trazer para o que estamos ouvindo hoje. Tem house tribal, com um vocal pop. E esse álbum traz uma parceria com Yinon Yahel, produtor de Israel que trabalha com nomes como Offer Nissim e Maya.

Como a experiência de três turnês anteriores contribuiu para a nova “To the ground”?

Na primeira fomos lá e vimos o que deu certo e errado. Na segunda fizemos algo mais orgânico, conceitual, com vídeo, experimentamos um estilo de trabalho, e já pensamos na próxima selecionando mais disso, menos daquilo.

Com cinco anos em carreira solo, você tem hoje um trabalho de alcance internacional. Que momentos destaca nessa trajetória de sucesso?

Um foi o primeiro grande show que fiz, quando caiu a ficha de que minhas músicas estavam tocando, estavam na boca das pessoas. Foi na Spirit of London, em 2010, onde fiz show para 15, 20 mil pessoas na tenda Freedom. Foi um choque de eu dizer, “Ah meu Deus, é verdade!”. Outro foi quando recebi convite para ir ao México, onde fui nomeada Embaixadora da Diversidade Sexual, em 2012. Também foram importantes todas as entradas que tive na TV brasileira: comecei a partir do gueto eletrônico, e chegar às TVs é uma vitória grande. E a conquista da Universal Music, que é algo imenso, por eu ser uma artista independente da eletrônica.

Quais as paradas confirmadas no roteiro da turnê? Manaus está incluída?

Tem Brasília e Divinópolis (MG), além de São Paulo, onde será a estreia no dia 4. Sempre há muitos shows no interior paulista. Lá fora, já temos Chile, Equador. Em Manaus ainda não temos nada fechado. Mas estou sempre disposta a voltar.

Como é sua relação com a cidade natal?

Gosto muito de Manaus. Não sei se moraria aí de novo por ser muito longe, mas tenho muitos amigos, família. Sinto falta de comida, guaraná, peixe, minha mãe, até do calor borbulhante no rosto, todas essas coisas pequenas que só tem aí. Gosto do humor do amazonense, as pessoas são alegres, riem bastante. Não vou mais vezes porque não acho tempo, mas quando consigo vou ficar com minha mãe. E estou doida para ir a Parintins no ano que vem. Já fui umas duas vezes, e sempre assisto via web.

Talento de família

A paixão de Lorena Simpson por música e dança é herança de família: filha de pais artistas, desde criança ela se encantou pelo showbiz. “Minha mãe era bailarina, trabalhava no Teatro Amazonas, e eu e minha irmã sempre estávamos nas coxias ou assistindo a ela nas aulas de balé”, ela recorda ela, que sonhava com palcos e holofotes quando pequena. “Queria ser tudo: atriz, paquita da Xuxa, cantora”.

A irmã mais velha começou a dançar primeiro, mas Lorena logo seguiu seus passos. As duas chegaram a viajar juntas para festivais por todo o País, chegando a receber prêmios. Mais tarde, Lorena se mudou para o Rio de Janeiro, onde começou a fazer aulas de canto, talento que havia começado a experimentar em espetáculos musicais ainda em Manaus.

A essa altura, a dança ainda era sua principal expressão. Mas as coisas mudaram quando ela participou de audições para um projeto de música eletrônica: preterida na seleção para dançarina, acabou sendo indicada para o posto de cantora. Seu trabalho depois chamou a atenção do DJ e produtor musical Filipe Guerra, que a convidou para fazer os vocais em canções como “Can’t stop loving you” e “Brand new day”.

“Na semana seguinte, já estava tocando na maioria dos clubes, em todo lugar”, conta a artista, que iniciava aí uma carreira ascendente de diva da cena eletrônica brasileira.



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