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DJs da cena musical eletrônica do AM participam de documentário independente

Produzido pelo também DJ Webster Sena, “DJ-AM” traz entrevistas com 18 profissionais 12/04/2016 às 10:51 - Atualizado em 12/04/2016 às 16:06
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Webster conta que matéria de A CRÍTICA sobre o doc, de 2012, o incentivou a concluir o trabalho (foto: Evandro Seixas)
Jony Clay Borges Manaus (AM)

Há décadas embalando as festas e as pistas de dança em Manaus e no interior do Estado, os DJs do Amazonas são hoje tema de documentário. Trata-se de “DJ-AM”, produção independente em média-metragem que reúne depoimentos de profissionais de diversas gerações da cena musical dance e eletrônica local. O filme será lançado no evento “DecaDance – A festa das décadas”, que acontece neste sábado, dia 16, no Empório Manaus, em Flores.

Produzido por Webster Sena, produtor televisivo e também DJ, “DJ-AM” reúne depoimentos de 18 profissionais da discotecagem de Manaus, ao longo de 32 minutos. A lista inclui artistas das picapes de diferentes gerações, desde nomes “lendários” como João Cury e Luis Claudio Santoro, até outros mais contemporâneos, como Nakai e Sandro Souza, passando por Raidi Rebello, Augusto Omena e Geraldinho, para citar alguns. Há ainda Layla Abreu, representante feminina da classe.

“A seleção dos nomes foi feita a partir de conversas com os próprios DJs”, destaca Sena. O produtor usou imagens dos entrevistados tocando em diferentes festas e clubes noturnos, mais cenas de videoclipes clássicos das pistas, como forma de ilustrar os depoimentos da produção. “No filme, apresento os DJs contando suas histórias de carreira”, diz.

Panorama

Além das trajetórias individuais, os depoimentos do filme permitem vislumbrar ainda um pouco do cenário da dance music e da eletrônica no Amazonas desde os primórdios, no final dos anos 1970. “Não tinha mixador nessa época. Nosso equipamento era só um amplificador e dois toca-discos. A gente tinha de prestar atenção e ir mudando o som de um para o outro”, recorda João Cury, que iniciou como DJ em 1977, na extinta boate Moranguinho do Ideal Clube.

Por essa época, Raidi Rebello, carregando “equipamentos e alguns discos”, começou a fazer festas em casas de amigos. “Eram chamadas ‘brincadeiras’. Nem havia ainda a coisa do DJ – que tomou o nome de outro profissional, o discotecário, que era quem cuidava dos discos das discotecas das rádios na época”, conta.

Rebello se destacou depois na produção musical à frente do Dance Mix, na década de 1980, que chegou a ser reconhecido nacionalmente. É o que conta Augusto Omena, o DJ Omena, um dos que passaram pelo estúdio. “Esse trabalho colocou Manaus no circuito das capitais mais evoluídas, na questão dos DJs e do gosto musical nas pistas”, aponta ele.

Efervescência  

Nesse período, a cena noturna na cidade já fervia – além de Rebello, Renier Ramos, Graciano Rebelo e Luis Claudio Santoro agitavam as pistas e rádios da capital. “Foi uma época áurea, uma guerra saudável de música, com todas as casas lotadas e as pessoas se divertindo”, lembra Santoro, que passou pelas picapes dos extintos Studio Uirapuru (Tropical Hotel) e Faces In The Groove (Djalma Batista).

Essa vibração repercutiu na geração seguinte, de gente como Aluizio Junior. “Eu escutava muito Raidi Rebello e Graciano Rebelo, dois artistas com estilos diferentes e que atraíam públicos bem diferentes”, recorda ele.

Alex Marcks, que passou pela Superstar e Spectron, recorda a evolução musical. “Saímos do Hip Hop e trouxemos a house para Manaus. Depois vieram o ítalo disco, o underground e os tribais”, enumera.

Independente

O projeto de “DJ-AM” surgiu em 2010, quando Webster Sena, que começava a atuar na produção televisiva, produziu uma matéria sobre Raidi Rebello. “Nesse ano ele foi eleito Destaque DJ de Flashback no DJ Awards”, lembra o produtor. Com a repercussão entre os colegas DJs, veio a proposta de um documentário mais abrangente, com outros nomes do cenário local.

“Comecei a fazer desde lá, porém apenas com recursos próprios. Tive de produzir mais da metade do filme com material analógico, devido à falta de verba. Às vezes não tinha condução para ir gravar com um DJ ou fazer registros numa festa”, lembra Sena, que assina a produção e a edição do vídeo, além da captação das imagens, feita por ele e por outros dois amigos.

Serviço

O que é: “DecaDance – A festa das décadas”, com o lançamento do documentário “DJ-AM: DJs do Amazonas”

Onde: Empório Manaus, avenida Des. João Machado, 16, Flores

Quando: Sábado, dia 16

Info: (92) 99413-1539 (Whatsapp)

Entrevistados do documentário “DJ-AM”

Luciano Matheus, Luis Claudio Santoro, Renier Ramos, João Cury, Augusto Omena, Graciano Rebelo, Renato Rocha, Alex Marcks, Fernando Araújo, Raidi Rebelo, Marcelo Monteiro, Ary Guedes, Geraldinho, Nakai, Sandro Souza, Aluizio Junior, Neto Brelaz e Layla Abreu.

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