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Doces boleiras: jovens mergulham no ramo da confeitaria

Um desses exemplos é a confeiteira Jennifer Mello, 24, mãe da pequena Ana Flávia, 4, e a ex-corretora de imóveis Renata Rauen, 27 19/06/2015 às 17:04
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Renata Rauen largou a carreira de corretora de imóveis para se dedicar aos bolos
Laynna Feitoza Manaus, AM

Alguns estão acostumados a associar a confeitaria às tradicionais imagens de cuidado da família, como mães e avós. Isso está longe, porém, de ser um feito exclusivo das pessoas com mais experiência de vida e de mais “primaveras” no papel. Atualmente, mulheres jovens estão buscando alternativas – e até largando carreiras - para trabalhar com a confecção e a venda de bolos artesanais.

Um desses exemplos é a confeiteira Jennifer Mello, 24, mãe da pequena Ana Flávia, 4. A maternidade foi o que lhe fez brotar a ideia de ter o Cantinho da Doçura (@cantinhodadocura). “Minha filha era muito pequena e eu não tinha com quem deixá-la para trabalhar. Por ser a primeira, não me sentia segura em deixar ela em creches ou algo do tipo. Então foi assistindo a um programa de confeitaria que me despertou a ideia de fazer bolos. Tentei, fiz e até hoje faço cursos para sempre estar atualizada em tudo que está relacionado à confeitaria”, diz ela.

Ela conta que já sofreu certo “preconceito” na profissão por ser tão jovem. “Ao me ver, as pessoas sempre acham que sou bem mais nova do que aparento. Devido a isso, algumas acham que não tenho capacidade para tal, mas logo ao provarem os bolos e visualizarem o pedido desejado viram clientes fixas”, lembra Mello, que tem uma ajudante mais que especial na tarefa: a filha. “Sempre deixo ela fazer algo. O fato dela ter só quatro anos não a impede de nada. Ela adora esse mundo dos doces, sempre quer manusear algo, por o leite, os ovos, essas coisinhas”, declara.

Da água pro vinho

A confeiteira Renata Rauen, 27, chegou a largar a carreira de corretora de imóveis para viver dos bolos que faz. Ela começou a vender bolos simples na imobiliária em que trabalhava, para depois a coisa se espalhar e fazer ela vender em outras unidades do ramo. “Eu nunca fui boa na cozinha, mas para agradar meu namorado eu comecei a fazer bolo. Os bolos eram gostosos e começou a dar certo”, aponta ela, que criou a Rauen Cakes (@rauencakes). A mudança de vida foi drástica: após criar um Instagram e postar suas guloseimas, a moça viu os pedidos aumentarem. “Após chegar de uma viagem que fiz para Santa Catarina, minha terra natal, em janeiro deste ano, decidi que não ia mais voltar para a corretagem”, relembra ela.

Renata nunca fez curso de gastronomia, mas garantiu que sempre vai atrás de informação. “Vejo livros, internet, fiz vários cursos da Bemol e sempre absorvi as dicas que me davam. Não compro nada pronto, como recheios ou coberturas. Tudo é feito artesanalmente”, afirma ela, revelando o que é preciso para manter o diálogo entre os bolos tradicionais com as técnicas modernas. “Para um bolo ter tradição, ele precisa ter qualidade. É preciso usar técnicas novas e sempre arriscar, pesquisar o que é feito aqui e o que é feito em outros lugares”, encerra.

Destaque

Daqui a 15 dias, Renata Rauen inaugura o espaço físico da Rauen Cakes, que será localizada na Rua Rio Javari, bairro Adrianópolis. O local terá o caráter de doceria, onde serão vendidos desde bolos da vovó aos confeitados. Informações Rauen Cakes: (92) 98271-0707. Informações Cantinho da Doçura: (92)98108-9550.






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