Segunda-feira, 27 de Setembro de 2021
Audiovisual

Documentário 'Bayaroá' retrata a luta pela educação indígena

Com lançamento no próximo dia 15, no Centro Cultural Povos da Amazônia, o filme conta a trajetória do cacique Justino Pena na busca para manter vivas as tradições do povo Tukano



doc_lucy_2A76A948-3D78-4534-8C70-F3C14C8A849C.jpeg Cleinaldo Marinho assina a direção do projeto (Foto: Lúcio Silva/Divulgação)
12/07/2021 às 16:38

Nascido em São Gabriel da Cachoeira, município localizado na região do Alto Rio Negro, no Amazonas, o cacique Tukano Justino Pena veio com a família para Manaus, trazendo consigo os conhecimentos de sua língua materna e tradições culturais. Munido da determinação para preservar os saberes ancestrais de seu povo, formou uma associação cultural e buscou, junto à Secretaria Municipal de Educação, a criação de uma escola diferenciada para os indígenas. Assim surgiu o Centro Municipal de Educação Escolar Indígena “Bayaroá”, cuja história inspirou o documentário homônimo, que será lançado no próximo dia 15 de julho, quinta-feira, às 15h, em sessão gratuita no Centro Cultural Povos da Amazônia.

Com duração de cerca de 30 minutos, a obra cinematográfica traz como personagens principais o líder Tukano e a professora indígena Rosiane Lana. O projeto, contemplado pelo Prêmio Feliciano Lana, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, via Lei Aldir Blanc, foi concebido e produzido pelas assessoras pedagógicas da Gerência de Educação Escolar Indígena (GEEI) da Semed, Eneida Afonso e Fabiene Priscila. A direção é de Cleinaldo Marinho.

“Recebi esse convite das duas produtoras, que me apresentaram o projeto de uma forma muito particular e leve, nesse contexto de não se perder as origens, e isso me deixou muito feliz em participar.  Acredito que a preservação da cultura, das tradições e da língua materna são de extrema importância, não somente no contexto dos povos indígenas, mas em todo o contexto do ser humano, que é a sua valorização. A valorização da tua origem, da tua história...a partir daí você começa a buscar novos conhecimentos, mas sem perder a tua essência”, afirma o diretor.

Para as idealizadoras e pesquisadoras, produzir o ‘Bayaroá’ foi extremamente importante e gratificante.  “Trata-se de um registro etnográfico da história de vida do cacique Justino Pena e a sua luta pela manutenção de sua língua e cultura. A Educação indígena como relato principal do roteiro é uma pauta super atual dos povos indígenas em todo o Brasil. Colocar essa discussão para reflexão da sociedade nos deixou muito feliz”, completou a produtora executiva Fabiene Priscila.

Espaços

As locações para a gravação do vídeo documentário foram a sede da Associação Cultural da Comunidade Bayaroá, localizada no Km 04 da BR-174, zona rural de Manaus. O filme traz entrevistas no formato bilíngue (Tukano e Português) e também uma mostra dos rituais com cantos e danças Tukano.

“A gente tem uma história dos nossos antepassados. Eu quero buscar esse conhecimento que está resistindo até aqui com os meus filhos, com outros familiares. A gente abre o espaço tão maravilhoso que a gente tem, preservando a língua materna, trazendo as comidas tradicionais... Bayaroá é modo geral. Bayá é uma pessoa responsável de cada canto dos povos indígenas. Ela abrange como se fosse um pai, que orienta as pessoas. Que traga seu conhecimento, que repasse seus conhecimentos, suas medicinas, culturais, espirituais, de cura. Bayaroá nasce com esse conhecimento”, conclui Justino Pena, no filme.

Ficha técnica

Direção: Cleinaldo Marinho

Produção executiva: Fabiene Priscila

Argumento: Eneida Afonso

Roteiro: Fabiene Priscila

Direção de fotografia: Lúcio Silva

Assistente de câmera e captação de áudio: Marcos Rodrigues

Câmera e maquinaria: Nicolas Medino

Câmera e Stil: Samuel Silva

Elétrica: Eliezio Pinheiro

Trilha sonora: Grupo Bayaroá

Edição e finalização: Krislen Souza

Designer: Jackson Matos

Legenda: Chikinho Sobreira e Vera Gomes

Tradução (Língua Tukano): Silvio Barreto

Serviço

O quê: Lançamento do filme “Bayaroá”

Onde: Centro Cultural Povos da Amazônia – Bola da Suframa, Distrito Industrial

Quando: 15 de julho, quinta-feira, às 15h

Quanto: Gratuito

 



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