Quinta-feira, 18 de Julho de 2019
Vida

Documentário de cineasta amazonense leva dois prêmios em festival na Inglaterra

Curta-metragem de Aldemar Matias, "When I get home", foi escolhido o Melhor Documentário e Filme do Ano no Watersprite Film Festival, evento realizado em Cambridge com foco em produções de estudantes de cinema



1.png Filme nasceu durante curso de direção realizado em Cuba
06/03/2016 às 11:51

“When I get home”, filme do cineasta amazonense Aldemar Matias, foi premiado neste sábado (5) como o Melhor Documentário e Filme do Ano no Watersprite Film Festival, realizado em Cambridge, Inglaterra. Também eleita como a favorita do público no Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo, em 2015, a obra retrata a relação de um casal de homens cubanos na casa dos 60 anos.

Matias produziu “When I get home” enquanto cursava Direção de Documentário na Escuela Internacional de Cine y TV, em San Antonio de los Baños, Cuba, formação em parte financiada pela Secretaria de Cultura do Amazonas (SEC) e pelo Programa Ibermedia. 

Ele conta que o filme foi indicado em três categorias no Watersprite Film Festival, incluindo melhor direção. “O forte desse festival são filmes de talentos emergentes, por isso eles selecionam mais filmes de escolas numa tentativa de ‘descobrirem’ novos diretores”.

Como está nos Estados Unidos participando do festival True/False com outro documentário seu (“El Enemigo”), o amazonense foi representado no Watersprite pelo técnico de som de “When I get home”, Matheus Massa. “O Matheus está morando em Toulouse, na França, mas foi importante a presença dele em Cambridge porque às vezes a atenção fica muito no diretor e a equipe é deixada de lado, o que considero injusto”.

Aldemar Matias foi representado pelo diretor de som Matheus Massa (Reprodução)

Sobre o filme

Durante o curso que fez em Cuba, Aldemar Matias recebeu a tarefa de documentar um lar cubano e acabou conhecendo a história do casal Tomás e Luis Hernández, que há poucos meses havia prestado queixa de ataques homofóbicos partindo dos vizinhos.

“A partir daí, eles raramente deixavam portas e janelas abertas e passaram a viver em uma fortaleza com grades. Logo em Cuba! Um país tão sociável e tão acostumado a compartilhar o cotidiano com os vizinhos. A vida encerrada dos dois fez eu me interessar e me aprofundar na relação do casal”, completa Matias.

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