Quinta-feira, 24 de Setembro de 2020
Folclore

Documentário sobre o Festival do Mocambo do Arari estreia hoje (24); veja

Produzido pela equipe de A CRÍTICA e parceiros, projeto exibe a realidade dos apaixonados pela festa dos bois Touro Branco e Espalha Emoção. A estreia acontece hoje, a partir das 10h, no YouTube do Portal A Crítica



1796850_D3B0CBCA-05F5-4EC6-BB61-8C3E7F35C231.jpg Na cena, o Touro Branco dança com sua sinhazinha (Foto: Euzivaldo Queiroz)
24/07/2020 às 08:43

A cerca de 66 quilômetros do município de Parintins há dois boizinhos, chamados Touro Branco e Espalha Emoção, que dançam suas cores laranja e amarelo no Centro Cultural do Mocambódromo todos os anos, geralmente no mês de julho. Esse duelo, que em partes se assemelha ao que ocorre no Festival Folclórico de Parintins, virou um documentário chamado “Mocambo do Arari - Folclore e Sustentabilidade”, a ser lançado nesta sexta (24), às 10h, no Youtube do Portal A CRÍTICA.

A ideia de fazer o projeto – gravado em julho de 2019 no Distrito do Mocambo de Arari  - partiu do editor-executivo do Portal A CRÍTICA, Dante Graça. “Surgiu quando a gente voltou de Parintins ano passado. Já tínhamos ouvido falar da festa e tínhamos vontade de acompanhar e poder mostrar esse outro lado, visto que a gente tem uma Parintins que é tão grandiosa. E temos essa outra festa lá perto, num município que mantém uma característica diferente, mas que é muito influenciada pelos bois. Um dia joguei essa ideia na Internet e o Rodrigo Abreu e o Tadeu Rocha toparam”, explica ele.



 

Rodrigo e Tadeu, ao lado de Matheus Paixão, compõem a equipe de produção do produto. “A principal proposta do documentário é levar ao público um pouco da história dos festivais culturais que acontecem no interior do Amazonas, que são incrivelmente ricos em culturas e histórias, mas muito pouco conhecidos e valorizados. No documentário procuramos dar voz às várias perspectivas, desde moradores locais, participantes da festa, diretores, secretários e pesquisadores, para então ter uma síntese que englobe à todos”, declara Matheus.

Foco sustentável

(Artista do Espalha Emoção prepara a alegoria/Foto: Reprodução)

Foco sustentável

De acordo com Rodrigo, a rotina de gravações foi bem intensa e proporcionou grandes descobertas a todos. “Ficamos lá por três dias, e as filmagens começavam pela manhã e iam até o último boi se apresentar. A única informação que tínhamos sobre o festival em si, era que tinha uma pegada forte de sustentabilidade - todas as estruturas alegóricas são feitas de madeira de manejo sustentável. Só 20% de tudo levava ferro! Quando começamos o processo de filmagem, íamos descobrindo personagens, histórias e pessoas importantes para a vila e o festival. Foi o fio condutor”, declara Rodrigo.

Esse aspecto também impactou Paulo André Nunes, jornalista de A CRÍTICA que foi fazer a cobertura do festival na época das gravações, e que prestou apoio aos produtores. Ele afirma ser este o primeiro festival que ele cobriu totalmente voltado à sustentabilidade. “As associações folclóricas de lá fazem suas alegorias a partir da madeira encontrada na floresta, dos restos de folhas e afins. Os artistas se esmeram em fazer dessa questão ambiental a sua arte. Isso dá uma mensagem muito bonita para o mundo”, completa Paulo.

Ainda segundo Rodrigo, as filmagens centraram-se no festival e na vila. “É importante entender o contexto social, as particularidades, a beleza do improvável. Mas tivemos a oportunidade de visitar as partes um pouco mais afastadas, onde os artistas constroem as alegorias na rua”, diz. “Por acontecer em um local certamente isolado e por ser pouco conhecido, não tínhamos como tentar organizar uma rotina de gravação prévia; logo seria um trabalho que consistiu em conhecer o local, a história e as pessoas certas para conseguirmos contar uma história fiel ao que ocorre”, complementa Matheus.

Para a edição do documentário, Matheus explica que optou por apresentar uma paleta de cores fiel aos olhos. “Com uma boa correção de cor sem ‘colorir’ as imagens, até por que nossa região já é linda por si só, basta olhar pro lugar certo, na hora certa”, justifica ele. O tom, porém, que mais se sobressaiu nas imagens foi o tom da paixão. “Mas não só dos brincantes. Atuando como produtor, você tem a oportunidade de ver outras camadas que nem sempre as pessoas conseguem. O sacrifício existente por trás. Parintins é assim. Mocambo também. Os dançarinos, artesãos, costureiras. Acho que é esse o poder da manifestação folclórica: manifestar algo que nem sempre a gente sabe o que é e de diversas formas”, finaliza Rodrigo.

Subeditora de A Crítica

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.