Sábado, 24 de Agosto de 2019
MÚSICA

Cinco novos artistas para ouvir e conhecer antes do festival do Lollapalooza Brasil 2018

Além de nomes de peso como Pearl Jam, Red Hot e The Killers, o line-up do evento guarda algumas atrações que são verdadeiros tesouros escondidos. Veja lista



BV0711-1F.jpg (Foto: Divulgação)
11/03/2018 às 13:11

Desde sua primeira edição no Brasil, em abril de 2012, o Lollapalooza vem se consolidando como um grande festival que arrasta multidões de várias “tribos”. O evento, que nasceu nos anos 90, nos Estados Unidos, reúne nesta sua sétima edição brasileira os headliners Pearl Jam, Red Hot Chili Peppers e The Killers. Ao todo, são 45 atrações que se apresentam nos três palcos montados no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, ao longo dos dias 23, 24 e 25 de março. Isso sem contar os mais de 26 DJs na tenda eletrônica.

Mas além dos nomes de peso, o line-up do evento guarda algumas atrações que são verdadeiros tesouros escondidos. A seguir, separamos cinco delas que valem a pena você conhecer:

Rincon Sapiência (Palco Budweiser – SEX. – 14h30)

O rapper Rincon Sapiência é um artista de destaque na cena musical brasileira. Com a originalidade de suas composições, marcadas por influências das músicas africana, eletrônica e vertentes do rock, ele traduz em versos inteligentes e sagazes as experiências vividas nas ruas da periferia paulistana. A poesia de Rincon aborda questões raciais e sociais no contexto da metrópole, reveladas pelo seu rap com clima de positividade, sem prejuízo à postura crítica do discurso. Destaque para “Ponta de Lança (Verso Livre)”.

Tash Sultana (Palco Axe – SÁB. – 14h10)

A multi-instrumentista australiana, de apenas 22 anos, foi descoberta em 2016, ao postar, nas suas redes sociais, um vídeo caseiro em que tocava seu primeiro single: “Jungle”. A performance alcançou, em apenas cinco dias, mais de um milhão de visualizações, ajudando Sultana a levar seu nome para além das ruas de Melbourne.

Quem vê a moça se apresentar, entende o porquê. Sultana não apenas toca, ela sente a música. Sempre descalça e com dreadlocks no cabelo, ela pula com a guitarra na mão, faz caras e bocas, cria loops no laptop e batidas na bateria eletrônica, aplica efeitos com os inúmeros pedais e amarra tudo com uma voz quase mágica. Sultana é uma banda de uma mulher só.

Anderson .Paak (Palco Budweiser – SÁB. – 16h10)

Dizem que para ver Anderson .Paak ao vivo é preciso pôr os óculos escuros, caso contrário você pode sair cego frente a tanto estilo. Brincadeiras à parte, a música do californiano, mistura de rap, R&b, funk, soul, tornou-se sinônimo de “cool”. Assumindo as baquetas e os vocais das suas produções, Paak vem sendo considerado como o artista mais quente surgido em Los Angeles desde Kendrick Lamar, e promovido pela revista Rolling Stone como “um dos mais incríveis vocalistas” dessa geração. Ouça “Come Down”.

BRAZA (Palco Budweiser – DOM. – 123h30)

Abrindo o palco Budweiser, a BRAZA promete embrasar o último dia do festival (perdão pelo trocadilho infame). Formada por ex-integrantes do Forfun, Nicolas Christ, Vitor Isensee e Danilo Cutrim, ao lado de um time afiado de parceiros e músicos convidados, a nova banda possui um som consistente de influências, indo do groove ao drive, na melhor tradição dos soundsystems do reggae jamaicano e dos paredões do funk carioca. Vale a pena conferir a música “Segue o Baile”.

Sofi Tukker (Palco Onix – DOM. – 13h20)

Quem pensaria que um poema de 1979 poderia se tornar uma música pop e viciante em pleno 2015? Bom, a dupla Sofi Tukker pensou. Utilizando as quatro estrofes de “Relógio”, do poeta brasileiro Chacal, a alemã Sophie Hawley-Weld e o americano Tucker Halpern criaram “Drinkee”. O single estourou para o mundo, no mesmo ano, ao embalar o comercial de TV do Apple Watch. A dupla não parou por aí. Outro poema que virou música sob as batidas eletrônicas e os riffs de guitarra da dupla foi “Johny”, poema do curitibano Paulo Leminski extraído do livro “Caprichos e Relaxos”, de 1983. A “parceria”, por assim dizer, com o Brasil e com os poetas daqui ainda rendeu outros bons frutos, a exemplo das faixas “Matadora” e “Energia”, ambas inspiradas em trabalhos de Chacal.

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