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Dos musicais para a TV: André Dias comenta preparação para personagem em 'Segundo Sol'

Carioca interpreta Groa Stevens na novela das 21h, "Segundo Sol". "Meu trabalho é minha maior paixão", comenta o autor em entrevista exclusiva 14/10/2018 às 10:22 - Atualizado em 14/10/2018 às 10:37
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André Dias interpreta o personagem excêntrico Groa na novela 'Segundo Sol' (Foto: Divulgação)
Hanne Assimen Manaus (AM)

Ao completar 27 anos de carreira em 2018, o ator André Dias tem muito a comemorar. As atuações são diversas: mais de 30 peças teatrais, sendo 20 musicais; cinema, nos filmes Xangô de Baker Street (2001) e Chico Xavier (2010); em microssérie da Rede Globo, sem falar nas direções que fez para shows da Disney no Brasil.

O carioca atualmente interpreta o personagem Groa Stevens da novela “Segundo Sol”, exibida no horário nobre da Rede Globo, sendo essa a sua segunda novela. Em 2017, ele interpretou o cruel mordomo Patrício, em “Novo Mundo”, o fiel empregado de D. Pedro I, vivido por Caio Castro.

Groa é um islandês de estilo hippie e apaixonado pelo Brasil, em especial pela Bahia. É um daqueles gringos que se apaixonou pelo jeito do brasileiro, pelas relações cordiais e afetuosas. Acostumado com as relações frias na Islândia, ele se apaixona pelo Brasil e conhece Luzia (interpretada por Giovanna Antonelli), que se torna sua melhor amiga e juntos fazem shows em um barzinho da cidade. De repente Luzia se encontra envolta num pesadelo e ele passa a ser seu fiel escudeiro, por isso vai conduzi-la até o final da trama.

O convite para fazer “Segundo Sol” partiu do diretor da novela, Denis Carvalho. Mesmo que em 2010 André e Giovanna Antonelli tenham participado do filme Chico Xavier, em que André interpretou Emmanuel (mentor espiritual de Chico Xavier) e Giovanna foi a personagem Cidália (a madrasta boa de Chico), o artista ainda não tinha contracenado com a atriz, mas confessa estar adorando a experiência.

“Costumo dizer que Giovanna Antonelli é o primeiro sol. Uma pessoa com energia para cima, agregadora, generosa, fala com todo mundo, cuidadosa e educada o tempo inteiro. É um privilégio trabalhar com uma mulher com tanto carisma”, qualifica o artista.

Transformação

Para compor o personagem, ele realizou estudos fonéticos a partir do Islandês e aplicou algumas expressões islandesas que aprendeu no texto de João Emanoel Carneiro. A ideia é sempre prezar por uma musicalidade baiana, uma forma sutil de dizer as coisas e gírias baianas com sotaque.

A figura do personagem é uma mistura, e André mudou radicalmente seu visual para isso. Antes era moreno com cabelo curto. Agora é loiro com cabelos compridos e visual mais despojado. O ator conta, ainda, que coloca novos apliques no cabelo a cada três meses, em um processo que demora dez horas.

“Groa é uma mistura. Eu me inspirei em duas grandes personalidades: o estilista Dudu Bertholini e o fotógrafo Pierre Verger (1902-1996). Quero explorar meu lado camaleônico sempre. Gostaria de ter a oportunidade de interpretar ainda vários tipos de personagens marcantes e bem atípicos. Em meu Instagram, passo um pouco disso, com fotos de diversas maneiras”, declara o ator.

Teatro Musical

O ator também já emprestou seu versátil talento a vários musicais consagrados pelo Brasil como “Rent”, “Avenida Q”, “Era no Tempo do Rei”, “Quase normal”, “Ou tudo ou nada”, “Cazuza – Pro dia nascer feliz”, “Bilac vê estrelas”,  “Se meu apartamento falasse”; entre  outros.

O artista também trabalhou com Charles Möeller e Claudio Botelho (em “Avenida Q”), Tadeu Aguiar (em “Quase Normal”), Gabriel Villela (em “Ópera do Malandro” e “Gota d’Água”) e Diogo Vilela (em “Elis – A Estrela do Brasil”), entre tantos outros.

Em 2011, o musical “Era no Tempo do Rei”, lhe rendeu o prêmio APTR da Associação dos Produtores de Teatro do Rio de Janeiro, como melhor ator coadjuvante. E no musical “Bilac vê estrelas”, o ator atuou no papel principal, interpretando o poeta Olavo Bilac.

Como projetos futuros, o artista afirma que se dedicará ao trabalho que dirigiu, o musical “Vingança”, baseado na obra de Lupicínio Rodrigues, e quer fazer uma temporada dessa produção no Rio de Janeiro, cidade em que mora atualmente. O mesmo já foi gravado em São Paulo e Porto Alegre. Além disso, revela que está analisando convites para teatro, em especial os de teatro musical.

Vida e Carreira

Carioca, 43 anos, cantor, ator, montador de diálogos, diretor, entre tantas outras qualidades, um traço marcante em sua trajetória é sua capacidade de mudar fisicamente para cada papel e se adaptar em um curto espaço de tempo. Devido essa facilidade, também é chamado carinhosamente pelos amigos de “camaleão”.

André ingressou na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UniRio), em 1993, onde formou em Artes Cênicas e Teoria e Percepção Musical, em 1997. O artista conta que começou a trabalhar com o teatro aos 13 anos de idade, pela escola. Aos 16 anos, em 1991, participou do musical infantil “A princesa de Élida” e procurou se profissionalizar. Nessa época teve contato com nomes que se destacavam na classe teatral na década de 1990, como Sueli Franco, Ana Verdi, Jorge Maia, Silvio Ferrari, José Mauro Brant.

Em 1999, a Companhia Interamericana de Entretenimento realizou audições para a apresentar “Rent” em São Paulo. André participou da seleção e entrou para o elenco com o personagem Angel. Para o ator, “Rent” foi um termômetro para descobrir se os musicais tipo “Broadway” iriam desenvolver no Brasil e a resposta foi o sucesso dessa edição.

O artista conta que o teatro sempre o abraçou e atuar é uma paixão. Ele afirma não conseguir ver sua vida sem essa prática, como acordar, ensaiar, trabalhar, decorar o texto, criar um novo personagem, criar uma nova perspectiva de vida para mim mesmo e tocar a vida das pessoas, isso é o que eu amo fazer. “Meu trabalho e minha carreira sempre foram minhas maiores paixões”, enfatiza.

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