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CINEMA

Equipe do Bem Viver elege filmes favoritos entre os indicados ao Oscar 2018; veja lista

Apenas dois indicados ao prêmio de Melhor Filme ainda estão em exibição nos cinemas de Manaus: The Post e A Forma da Água 18/02/2018 às 12:42 - Atualizado em 18/02/2018 às 12:45
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(Foto: Reprodução)
Rosiel Mendonça e Tiago Melo Manaus (AM)

Ser cinéfilo – do tipo que além de amar a Sétima Arte, ama ver os filmes na telona – não é uma tarefa fácil em Manaus. Quem é, sabe o quão difícil é acompanhar certos lançamentos que, muitas vezes, deixam de chegar aos cinemas da cidade por conta dos blockbusters. Como é o caso de “Lady Bird – A Hora de Voar” e “Três Anúncios Para um Crime”, que perderam espaço nesta última quinta-feira (8) para “Pantera Negra”, a nova produção da Marvel.

Contudo, contrariando as expectativas, nesta temporada de filmes indicados ao Oscar, maior premiação da indústria cinematográfica, que este ano acontece no próximo 4 de março, seis das nove obras que concorrem à estatueta de Melhor Filme chegaram às salas da capital amazonense ao longo deste ano e do ano passado. Resta torcer para que “Trama Fantasma”, o terceiro dos filmes “ignorados”, cuja estreia está prevista para o dia 22 de fevereiro no Brasil, também apareça por aqui.

Por isso mesmo, com tantas opções, algo com o qual o cinéfilo manauara não está acostumado, é de se ficar um pouco perdido. Pensando nisso, a equipe do BEM VIVER TV preparou uma lista com os seus  filmes favoritos desta competição. Alguns  ainda podem ser vistos no cinema - ou em algum serviço de streaming em casa.

A forma da água

Ainda em exibição nos cinemas, o novo filme do mexicano Guillermo Del Toro é o favorito deste ano com 13 indicações, incluindo Melhor Filme, Diretor, Atriz (Sally Hawkins), Ator Coadjuvante (Richard Jenkins), Atriz Coadjuvante (Octavia Spencer), Roteiro Original, entre outros.  Espécie de releitura de “A Bela e a Fera” durante a Guerra Fria, a fantasia romântica retrata a história de amor que nasce da compreensão não verbal entre Elisa, uma faxineira muda de um laboratório do governo dos EUA, e uma criatura aquática humanoide, trazida da América do Sul para experimentos científicos.  Dotado de certo tom homenageoso às antigas produções musicais hollywoodianas, “A Forma da Água” representa também mais uma incursão do diretor em um gênero que ele tanto ama: os filmes de monstro. Bem como em “O Labirinto do Fauno” (2006), Del Toro novamente apresenta um conto de fadas maduro calcado na realidade, onde os verdadeiros monstros não vem das profundezas do rio, mas sim caminham entre os homens.

Corra!

Mistura de comédia e terror, com toques de sátira, “Corra!”, com quatro indicações, incluindo Melhor Filme, Diretor e Ator, narra a história do protagonista negro que passa por diversas provocações e situações adversas ao conhecer a família de sua namorada branca. Além de misturar os gêneros com excelência, “Corra!” foge dos estereótipos dos filmes de Oscar. A começar por não se tratar propriamente de um drama, ou de um filme histórico, a obra do diretor Jordan Peele também escapa de cair na tentação de massagear o ego norte-americano. Pelo contrário, “Corra!” escancara o horror da violência escondida nas tensões raciais dos Estados Unidos. Disponível agora no Net NOW, o filme recebeu certo destaque nos cinemas de Manaus ao estrear no tempo certo, em maio do ano passado, e voltar novamente às salas, no início deste mês, para uma breve semana em exibição.

Me Chame Pelo Seu Nome

Baseado no livro de André Aciman, o filme dirigido por Luca Guadagnino - que tem coprodução do brasileiro Rodrigo Teixeira - é uma verdadeira joia em meio aos outros indicados ao Oscar de Melhor Filme. A história do jovem Elio (Timothée Chalamet, indicado a Melhor Ator), que se apaixona pelo escritor Oliver (Armie Hammer), de passagem pela casa dos seus pais no interior da Itália, é envolvente por sua simplicidade. É a clássica história de amor de verão, com pitadas de erotismo bem dosado e diálogos inteligentes, longe da ingenuidade de outras produções do gênero. A experiência se torna ainda mais interessante quando se passa do filme ao livro de Aciman – na obra, o leitor imerge nos pensamentos de Elio, onde o desejo por Oliver se mostra sem rodeios. “Me chame pelo seu nome” é um hype que vale a pena.

Eu, Tonya

O longa (que não foi indicado a Melhor Filme, mas merecia) surpreende por ser um ponto fora da curva em meio a outras cinebiografias recentes. Dinâmico e repleto de um humor ácido, que brinca com os limites entre realidade e ficção, o filme conta com as excelentes atuações de Margot Robbie, indicada a Melhor Atriz, e Allison Janney, indicada a Melhor Atriz Coadjuvante. Na tela, acompanhamos a vida conturbada da talentosa Tonya Harding, que entrou para a história como a primeira mulher estadunidense a completar o difícil Triple Axel na patinação no gelo. O ponto alto do filme é o ataque sofrido por Nancy Karrigan, potencial rival de Tonya, às vésperas das Olimpíadas de Inverno de 1994. Um homem contratado pelo marido de Tonya golpeou as pernas de Nancy, que quase ficou de fora da competição. Mais tarde, a polícia descobriu o plano, o que acabou afetando a reputação e a carreira de Harding, punida com o banimento do esporte.

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