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Colecionador manauara

História do Brasil é contada por meio de cédulas antigas de colecionador manauara

Do Réis ao Real: família Montemurro recebe curiosos, clientes estudantes e turistas em sua loja 24/04/2016 às 13:03
Isabelle Valois Manaus (AM)

Para conhecer a coleção de dinheiro que está exposto no balcão principal da loja que há anos pertence à família Montemurro, é totalmente surpreendido com a simplicidade do atual proprietário do estabelecimento. Nicolau Montemurro, 55, jura que não é colecionador, mas tem o maior zelo com as notas expostas na loja, onde conta todo o processo histórico do dinheiro brasileiro.

São notas e notas, que chamam a atenção da freguesia, de quem passa e até dos turistas. Ultimamente, o espaço tem se tornado um ponto estratégico de visita de turistas. Nicolau deixa todos bem à vontade para olhar e até tirar fotos daquela relíquia que pode não ter valor em espécie, mas ganhou o valor sentimental do empresário.

A ideia da exposição do dinheiro surgiu a algum tempo. Nicolau conta que tinha encontrado no caixa três notas antigas e que resolveu colocar no balcão para ficar exposta. Quando os clientes, amigos e até os funcionários começaram a observar o dinheiro, foram conhecendo outras pessoas que tinham alguma nota antiga guardada ou lembravam que eles tinham a nota antiga guardada.

“Foi então que comecei a ganhar as notas de outras pessoas. Toda nova nota que chegava, ficava na exposição e assim foi crescendo. Tenho várias notas doadas de outros países. Antigamente até deixava exposta, mas decidi agora focar principalmente no dinheiro brasileiro”, contou.

E vai desde os reis até o real, mas não é qualquer real. Sabe aquela nota de um real que não circula mais? E aquela nota de 10 reais que era de plástico? Pois então, esses também estão presentes nesta exposição.
“Adoro que as pessoas entrem para ver as notas, mas se me perguntarem de qual tempo foi? Quanto tempo existe? De onde veio? Não saberei explicar, pois a minha ideia realmente é deixar marcado a parte da história aqui neste lugar, e deixo a história para outros que a conhece e gosta de contar”, comentou Montemurro.

Há 21 anos responsável em pregar botão na Montemurro, o funcionário Wilton Monteiro, 50, conta que antigamente a exposição das notas antigas ficava no balcão onde ele trabalhava. “Além da tradição da loja, as pessoas nos procuram para conhecer a exposição do dinheiro antigo. Quando as notas ficavam no meu balcão tinha muita dificuldade de conseguir trabalhar, pois as pessoas realmente tomavam conta do balcão e como preciso martelar para repor os botões ficava sem o espaço”, contou.

Fidelidade com quem faz a doação

Como muitos ajudaram Nicolau Montemurro a construir a coleção de notas brasileiras, não há valor para nenhuma cédula. Ele até lembra de um certo dia um turista de outro Estado chegou a oferecer mais de R$ 400 por uma das notas exposta, mas por causa da fidelidade dele com os demais que doaram, não aceitou. Outra história que marca a montagem da coleção foi quando os funcionários se surpreenderam com um rapaz que tentava roubá-las, após ter passado horas observando cada detalhe das notas. “Quando percebemos, ele estava conseguindo cortar o plástico que protege as notas para roubá-las. Assim que ele viu que estávamos observando, largou tudo e saiu correndo. Até hoje, nunca mais retornou”, contou o empresário.

Notas repetidas

Como Nicolau Montemurro tem notas repetidas guardadas, todos os alunos que aparecem no balcão querendo conhecer a história, ganha pelo menos três notas para começar a própria coleção, uma forma de incentivar a outros pela prática e aprender um pouco mais sobre a história.

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