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É festa de rodeio! Ao som do veterano Sérgio Reis

Festival une esportes radicais e sertanejo, tendo como atração musical o maior expoente nacional do gênero 07/10/2013 às 08:15
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O sertanejo de raiz do veterano Sérgio Reis dará o tom na primeira edição da Cowboy Turbo
Loyana Camelo ---

É inegável que o sertanejo é o hino das festas de rodeio. Na primeira edição da Cowboy Turbo, não poderia ser diferente: o sertanejo de raiz do veterano Sérgio Reis dará o tom do evento, o qual reúne, ao lado do rodeio com Sebastião Procópio e Esnar Ribeiro, os esportes radicais de paraquedismo, arrancada, MMA e motocross. Além de Sérgio, oito atrações locais animam o festival, marcado para 18 a 20 deste mês na Pista de Arrancada Amazonas Dragway.

Com quase 55 anos de carreira, Sérgio Reis ainda tem muito gás para produzir trabalhos novos. O cantor lançou este ano o álbum “Questão de Tempo”, o qual ele classifica como “para cima, dançante e balançado”. Em entrevista para o jornal A CRÍTICA, ele disse que, à exceção da música-título - a qual adota um ritmo mais lento - o CD é repleto de músicas com histórias engraçadas.

“Tem uma muito boa que é ‘Casei porque bebi’. O cara casou com uma mulher feia e bebia pra poder aguentá-la. Daí ele bebia e via a Luiza Brunet, Brigitte Bardot...”, conta, aos risos. “Ainda tem outras ótimas como ‘A Mala’, que fala das brigas de casal em que tem aquele bota a mala pra dentro, bota a mala pra fora”, diz.

Diversas faixas de “Questão de Tempo” estão confirmadas no repertório de Sérgio Reis em Manaus. O cantor, que se apresenta no dia 19, disse que está super animado para vir para capital amazonense. “Adoro Manaus. Quando é para ir até aí fico feliz”, conta. Por isso, Reis organizou uma festa completa, com direito também a clássicos de sua autoria.

“Vou fazer um retrospecto, tocando ‘Coração de Papel’, ‘Menino da Porteira’ e vou misturar com coisas novas”, resume, referindo-se ao mais recente trabalho.

Universitário?

Por ser um dos maiores expoentes do sertanejo, Sérgio Reis é produto de uma época em que os adeptos do ritmo eram considerados verdadeiros “contadores de histórias”. Ele confessa não ser fã do dito “sertanejo universitário”, mas entende sua utilidade.

“Não é sertanejo. Se você analisar o que eles cantam, é o mesmo que eu e o Roberto (Carlos) fazíamos há 40 anos na Jovem Guarda. É um iê iê iê que eles estão revivendo. Mas eu acho que tem espaço para todo mundo, senão, ficava uma chatice”, frisa, relembrando a época em que participou da trupe de Roberto Carlos nos anos 60.

O cantor sabe da importância que tem para a música brasileira. Por isso mesmo, do alto dos seus 73 anos, diz trabalhar com a mesma emoção de quando começou, lá em 1958.

“Sei que sou um artista conhecido. Às vezes fico anos sem aparecer e sei que as pessoas me procuram, querem me ver. Isso me motiva”.

Peão de verdade

Estrela de rodeios em todo o País, Sebastião Procópio é presença confirmada no Cowboy Turbo. Tião é peão consagrado e coleciona troféus, fivelas e grandes cheques em prêmios dos rodeios mais importantes do Brasil e Estados Unidos que participa.

Ele explica que o rodeio carrega consigo o posto de movimentação cultural. “O rodeio é cultura, é história. Há um grande envolvimento das pessoas do meio rural nisso”, explica.

Graças à Tião, os amazonenses não são completamente estranhos ao rodeio. Em 2002, ele veio para cá e junto com sua equipe inaugurou a modalidade na feira da Expoagro. “Hoje, existem 12 municípios do Amazonas que já promovem o rodeio”.

Com relação ao espetáculo que irá protagonizar no Crowboy Turbo, Tião conta que quem não entende muito de rodeio não ficará a ver navios. “Estamos levando televisões de LED que irão reprisar tudo que acontece na montaria. Haverá também um comentarista para narrar os detalhes”.

Assim como Sérgio Reis, Tião não esconde que prefere o sertanejo de raiz ao universitário. “No sul e sudeste esse estilo já está começando a decair e o sertanejo caipira está voltando. O universitário não tem uma letra, uma história. É só “te peguei, vou te pegar..”. Coisa de momento, descartável. Enjoa”.

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