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Eliakin Rufino e convidados abre primeira apresentação de 2013 do ‘Tacacá na Bossa’

Projeto realizado no Largo de São Sebastião promove primeira apresentação gratuita deste ano com artistas amazonenses 03/04/2013 às 08:57
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Rufino nasceu em Boa Vista e é um dos integrantes do movimento Roraimeira
rosiel mendonça ---

Nesta quarta-feira (03) à noite, o Tacacá da Gisela dá início à nona temporada do projeto “Tacacá na Bossa”, que promove sessões de música regional no Largo de São Sebastião sempre às quartas-feiras, às 19h, com acesso gratuito. O artista escolhido para dar largada a mais esta edição foi o poeta e compositor roraimense Eliakin Rufino, que escolheu Manaus para inaugurar sua agenda de apresentações para 2013.

Marca registrada de Rufino, o show desta quarta-feira também vai abrir espaço para a participação de convidados especiais. No “Tacacá na Bosa” de hoje, quem dividirá o palco com ele serão os músicos Armando de Paula, Gonzaga Blantez, Salomão Rossy, Cileno e Lucilene Castro.

“Sempre convido alguém da cidade onde vou me apresentar para dividir o show comigo. É uma forma de dar continuidade a essa tradição gregária da música e de celebrar o encontro com parceiros e músicos com quem já tenho afinidade”, explicou o compositor, que morou em Manaus nos anos 1980.

Segundo o roraimense, o repertório da apresentação vai contar com os grande sucessos dos seus mais de 30 anos de carreira, desde os hits mais antigos, como “Mosquito da malária”, até os mais recentes, a exemplo de “Pimenta com sal”, gravada pela diva do tecnobrega Gaby Amarantos. “Também vou tocar composições inéditas e recitar alguns poemas. O trabalho criativo não para!”, garantiu Rufino.

NOVA GERAÇÃO

O artista também está com a bola toda entre a nova geração da música. Não foi só Gaby Amarantos que gravou um hit do compositor roraimense: no ano passado, a cantora paraense Aíla deu voz à música “Todo mundo nasce artista” em seu disco de estreia, “Trelelê”. A banda amazonense Alaídenegão foi além e compôs “Batom na cueca” em parceria com Rufino, música que tem entrado no repertório da maioria das apresentações recentes do grupo local.

Para o compositor, a relação com os músicos da nova geração é um misto de amizade e parceria profissional. “Estar em contato com os jovens também é outra característica minha. Tenho a experiência e eles têm a juventude; eles me rejuvenescem e eu ensino um pouco do que sei”, explicou.

Integração artística

Segundo o organizador do “Tacacá na Bossa”, Joaquim Melo, a proposta da programação para este ano é promover ainda mais a integração entre os artistas não só do Amazonas, mas também da região.

O sucesso do projeto, que conta com apoio da Secretaria de Cultura (SEC), pode ser medido pela quantidade de cadeiras que são dispostas no Largo: em 2005, quando tudo começou, elas eram apenas 30; oito temporadas depois, elas totalizam 150 e algumas pessoas ainda precisam ficar de pé.

A agenda de abril ainda vai contar com o cantor Luso Neto, no dia 10; a cantora Luciene Castro se apresenta no dia 17; no dia 22, é a vez do projeto receber o show “As cores de abril”, de Victor França.

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