Quinta-feira, 20 de Junho de 2019
HOMENAGEM

Elvis Presley recebe homenagem no 40º aniversário de sua morte

Elvis é considerado o artista mais vendido de todos os tempos, e em 2016 a revista Forbes o classificou no quarto lugar na lista das celebridades falecidas com maior receita, com 27 milhões de dólares



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15/08/2017 às 10:27

Elvis Presley, o rei do rock e lenda americana que transformou a cultura popular e vendeu mais de um bilhão de discos no mundo, é idealizado mais do que nunca no 40º aniversário de sua trágica morte. Estima-se que mais de 50.000 pessoas comparecerão a Graceland, sua mansão em Memphis, Tennessee, para homenagear o rei do rock, que morreu em 16 de agosto de 1977, aos 42 anos. Elvis é considerado o artista mais vendido de todos os tempos, e em 2016 a revista Forbes o classificou no quarto lugar na lista das celebridades falecidas com maior receita, com 27 milhões de dólares.

“É a única pessoa dos tempos modernos que é reconhecida imediatamente pelo primeiro nome no mundo todo”, disse o autor britânico Ted Harrison, que escreveu dois livros sobre Presley. “Você diz ‘Elvis’ em Pequim, Nicarágua, Estônia ou Fiji e todo mundo sabe de quem você está falando, além de todos os idiomas e culturas”, disse à AFP.

Sua voz e estilo únicos combinaram R&B, blues, country, gospel e música negra, desafiando as barreiras sociais e raciais do seu tempo, e seu característico movimento de quadris ao dançar o fez merecedor do apelido “Elvis, a Pélvis”. Transbordando estilo, carisma e sex appeal, Elvis se tornou a fantasia de milhões de mulheres e fonte de inspiração para todos os que chegaram depois, dos Beatles e Rolling Stones a Bruno Mars, que atualmente lidera os rankings. “Ouvi-lo pela primeira vez foi como sair de uma prisão”, disse Bob Dylan. No final dos anos 1960, o compositor e diretor Leonard Bernstein o qualificou de “a maior força cultural do século XX”.

Sucesso sempre

Sucessos como “Heartbreak Hotel”, “Hound Dog”, “Jailhouse Rock” e “Are You Lonesome Tonight” são reconhecidos imediatamente. Sua música foi reeditada e relançada inúmeras vezes desde a sua morte. Mais de 20 milhões de pessoas visitaram Graceland, seu lar durante duas décadas, desde que Priscilla, sua ex-esposa e mãe da sua única filha, Lisa-Marie, a abriu ao público em 1982.

Cerca de 600.000 visitantes vão ao local todos os anos, gerando cerca de 150 milhões de dólares adicionais à economia de Memphis. E não há sinais de declínio: em março foi inaugurado um novo complexo de entretenimento e um hotel em um prédio de 16 hectares, cujo investimento chegou a 45 milhões de dólares.

Os fãs com frequência se emocionam até as lágrimas diante do seu túmulo em Graceland - onde está enterrado junto com seus pais, Gladys e Vernon, e sua avó Minnie-Mae -, que cobrem de flores e lembranças. “Sua música transcende nossa geração porque não há nada como ‘Hound Dog’”, disse Stephanie Harris, 42, uma vendedora de seguros de Michigan.

No centro de Memphis, lar do blues, pode-se comprar quase tudo com figuras de Elvis, desde uma árvore de natal até malas. Nos bares, Elvis de papelão te recebem do lado de fora, e caixas de som ressoam sua música. “Ele é o famoso entre os famosos”, disse Lisa Bseiso, de 36 anos, que fundou o Fã Clube oficial de Elvis Presley do Catar, onde nasceu e cresceu. “Quarenta anos depois da sua morte, continua sendo tão amado quanto antes. Por isso é um fenômeno”, acrescenta Bseiso, em Memphis para o aniversário da morte do cantor.

História

Filho de um caminhoneiro e uma operária têxtil, Elvis nasceu em 8 de janeiro de 1935 e cresceu em uma casa de dois quartos em Tupelo, Mississippi. Em 1948, se mudou para Memphis com seus pais e se formou no segundo grau. Gravou seu primeiro disco aos 19 anos e quase instan-taneamente se transformou em uma estrela.

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