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Emma Watson e sua influência: 'Se não sou eu, quem? Se não agora, quando?'

Eleita uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time em abril deste ano, Emma Watson se consagra não somente como atriz, mas pelo envolvimento em causas sociais 16/05/2015 às 10:47
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Atriz durante seu discurso na ONU, em que foi aplaudida de pé após apresentar o 'He For She'
Gabriel Machado Manaus (AM)

Em 2001, com a estreia de “Harry Potter e a Pedra Filosofal” nos cinemas, o mundo era apresentado a Emma Watson. Na época, com apenas 11 anos de idade, a pequena garota parisiense teve de passar por oito audições para conseguir o papel da bruxinha Hermione Granger, melhor amiga do personagem-título da saga criada por J.K. Rowling. Ela reprisou o papel em outros oito filmes da série que, juntos, arrecadaram a “mágica” quantia de US$ 7,7 bilhões ao redor do globo.

Com o sucesso prematuro na carreira, Watson, hoje com 25 anos, tornou-se a primeira escolha de produtores, diretores, grifes e estilistas. Todos queriam trabalhar com a atriz – e, claro, o retorno financeiro que isso implicaria.

Mas até aí tudo bem, não? Afinal, quantos outros jovens artistas já não tiveram suas carreiras alçadas ao sucesso após um papel de destaque na grande tela? Mais recentemente, exemplos são que não faltam, como Jennifer Lawrence, Shailene Woodley e Chloë Grace Moretz, para citar alguns.

No entanto, o que chama a atenção não é a rapidez com que Watson passou a integrar a A-List de Hollywood, mas sim o que a atriz resolveu fazer com a sua fama desde que chegou ao seleto grupo.

Ao invés de usar do nome para entrar nas melhores festas, farrear até altas horas da madrugada e se envolver em polêmicas (como foi e ainda é a realidade de outros contemporâneos da estrela), manteve os pés no chão: ingressou nas respeitadas universidades de Brown, nos Estados Unidos, e Oxford, na Inglaterra, onde estudou literatura; e se juntou a diversas causas sociais.

Em razão disso, Watson foi eleita embaixadora da boa vontade da Organização das Nações Unidas (ONU), com a responsabilidade de promover a igualdade de gênero. A nomeação foi feita por Phumzile Mlambo-Ngcuka, secretária geral e diretora executiva da agência da instituição para as mulheres – UN Women.

“Quanto mais eu falava de feminismo, mais reparava que lutar pelos direitos das mulheres era, muitas vezes, sinônimo de ódio masculino. (...) Para que conste, feminismo é, por definição, a crença de que homens e mulheres deveriam ter direitos e oportunidades iguais”, discursou a atriz em setembro de 2014, na ONU.

Ele por ela

Na ocasião, a estrela lançou uma campanha para promover a igualdade entre os gêneros. Intitulada “He for She” (ou “Ele por Ela”, numa tradução livre), a iniciativa convidava a população masculina a se juntar à defesa dos direitos das mulheres.

“Você pode pensar: Quem é essa menina de ‘Harry Potter’? O que ela está fazendo na ONU? É uma boa questão e acreditem em mim, eu tenho me perguntado a mesma coisa. Não sei se sou qualificada para estar aqui. Tudo que eu sei é que eu me importo com esse problema e eu quero melhorar isso”, acrescentou. “(...) Estamos lutando, mas a boa notícia é que temos a plataforma. É chamada ‘Ele por Ela’. Eu convido você a ir em frente, ser visto e se perguntar: se não eu, quem? Se não agora, quando?”, encerrou, sendo ovacionada e aplaudida de pé na sede da organização.

Esse e outros feitos fizeram com que Watson fosse eleita a celebridade feminista do ano 2014, numa votação conduzida pela fundação For Women e em parceria com a revista Cosmopolitan. De quebra, este ano, a Times elencou a atriz como sendo uma das 100 pessoas mais influentes do mundo. Na publicação, ela ganhou destaque junto a nomes como Barack Obama, Reese Whiterspoon, Amy Schumer e Kanye West.

Filmes

Emma Watson será sempre lembrada no cinema pelo papel de Hermione Granger.

No entanto, desde que “aposentou a varinha”, a atriz teve destaque em várias outros filmes. Entre eles, vale destacar pelo menos três: “As vantagens de ser invisível” (2012), “The Bling Ring” (2013) e “Noé” (2014).

O primeiro, uma adaptação do livro homônimo de Stephen Chbosky, narra as desventuras de um garoto de 15 anos, Charlie (Logan Lerman), ao voltar para o colégio depois de se recuperar de uma depressão, que lhe rendeu tendências suicidas, e da perda de seu único amigo. Durante esse jornada, ele se esbarra com os irmãos Patrick (Ezra Miller) e Sam (Watson), responsáveis por apresentá-lo a um novo mundo no Ensino Médio. O longa, além de ter sido aclamado pela crítica, foi considerado um dos melhores títulos de temática adolescente dos últimos anos – com a estrela de “Harry Potter” sendo um dos destaques.

Já “The Bling Ring”, dirigido por Sofia Coppola (“As virgens suicidas” e “Maria Antonieta”), conta a história real de uma quadrilha de adolescentes fascinados pela fama que se especializa em roubos a casas de celebridades. As vítimas são artistas como o DJ Paul Oakenfold, a atriz Lindsay Lohan, o ator Shia Labeouf e a socialite Paris Hilton.

O filme não foi nenhum sucesso de público ou crítica, mas marcou por apresentar uma Emma Watson totalmente diferente ao público: deixando de lado os figurinos e trejeitos comportados de outrora, ela aparece em cena usando roupas para lá de sensuais (com direito até à performance em um pole dance).

Por fim, em “Noé”, épico comandado por Darren Aronofsky (“Cisne Negro”), a atriz interpretou a filha adotiva do personagem bíblico, Ila. Na superprodução, ela aparece ao lado dos “oscarizados” Russell Crowe, Jennifer Connelly e Anthony Hopkins. Este ano, Watson ainda estrelará o suspense “Regression” (ainda sem título em português) e, em 2017, dará vida à mocinha Bela, numa nova adaptação do clássico da Disney “A Bela e a Fera”.

Saiba +

Estilo

Além do talento em frente às câmeras, Emma Watson chama a atenção também por seu estilo único na hora de se vestir. Ousada, a atriz já ganhou os holofotes por picotar o cabelo, no melhor estilo Joãozinho; combinar vestido e calça na entrega dos Globos de Ouro; e renovar o clássico terninho preto em bate-papo com o apresentador David Letterman.

A afinidade com a moda já rendeu à estrela diversos contratos com grifes famosas, como Burberry, Lancôme e Chanel. “Eu amo moda. Acho que é muito importante, pois é a maneira como você se expressa para o mundo”, afirmou ela, em entrevista.

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