Publicidade
Entretenimento
Espetáculo CDA

Emoção em espetáculo que marcou 15 anos da Companhia de Dança do Amazonas

Apresentação fez parte da programação em homenagem à Cia de Dança, apresentado no Teatro Amazonas 11/03/2013 às 08:35
Show 1
A montagem é baseada nos trabalhos do francês Henri Bergson
Gabriel Machado Manaus

Com cenário minimalista, trilha sonora erudita e movimentos conceituais, o espetáculo de dança “Um outro tempo”, da coreógrafa Adriana Góes, tomou conta do segundo dia de apresentações em homenagem aos 15 anos da Cia. de Dança do Amazonas (CDA), que aconteceram nesse final de semana, no Teatro Amazonas. Além dele, o público ainda pôde conferir as montagens “Descanso Eterno” e “Milongas”, assinados por André Duarte e Monique Andrade, respectivamente.

Criado originalmente para ser um solo, “Um outro tempo” ganhou um significado diferente para Adriana após a descoberta do filósofo francês Henri Bergson. “Ele (Henri) trabalha com conceito de intuição e duração, onde explana que a vida é um movimento contínuo e que não pode ser mensurada quantitativamente, ela é uma continuidade. Então transpus esse pensamento para o movimento e também para a cena”, explicou a coreógrafa, que integra a equipe do CDA desde a criação do grupo, há 15 anos.

Para alcançar o seu objetivo, ela procurou levar ao espetáculo a questão das memórias afetiva e de movimento e trazer, para a dança, as experiências pessoais de cada intérprete. “Fazendo valer essa ideia de continuidade, ‘Um outro tempo’ é um trabalho que se mantém vivo, pois vou fazendo algumas adaptações de acordo com a necessidade da cena ou do amadurecimento dos próprios bailarinos em relação aos movimentos”, destacou Adriana,  que apresentou a montagem, pela primeira vez, no Festival Amazonas de Dança (FAD) do ano passado.

Intimismo

Quem compareceu ao Teatro Amazonas no sábado, para a apresentação de “Um outro tempo”, não pôde deixar de reparar a densidade do espetáculo. Sem uma mensagem direta, a montagem procurava deixar em aberto a sua interpretação. “Sou muito fã de trabalhos virtuosísticos e apoteóticos, mas nesse caso senti que precisava trazer algo mais intimista. A receptividade do público é uma coisa mais contemplativa, o espectador interpreta de acordo com a sua experiência e o que ‘Um outro tempo’ vai trazer à tona dentro dele”, defendeu a coreógrafa.

Presente na plateia do espetáculo, o bailarino da Cia. Índios.com Guilherme Moraes foi  uma das várias pessoas que deixaram o Teatro emocionadas. “Achei o espetáculo de uma técnica muito apurada. O processo coreográfico foi bastante trabalhado e despertou no público essa questão da música, do amor e das notas musicais. O cenário também causa muito impacto, apesar de simplista, aliado à iluminação, ele deu uma beleza a mais para a produção. A Adriana está de parabéns”, elogiou o bailarino.

Publicidade
Publicidade