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Empresa holandesa busca parceria com empresários do Amazonas

A empresa holandesa Damen Shipyard, procurou o Sindicato da Indústria da Construção Naval de Manaus para tentar firmar parceria com empresários do Polo Naval amazonense 11/03/2013 às 18:19
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O Polo Naval amazonense é o segundo maior no Brasil
acritica.com Manaus (AM)

A empresa holandesa Damen Shipyard, especialista em construção e reparação de veículos náuticos, procurou o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Naval de Manaus (Sindnaval), Matheus Araújo, na manhã desta segunda-feira (11), para buscar uma parceria comercial com os estaleiros sediados na capital.

Os representantes vieram à cidade atraídos pelo desenvolvimento do polo naval amazonense, que é o segundo maior no Brasil e pela possibilidade da construção de uma sede em Manaus com a instalação da área exclusiva do Polo Naval.

A obra está em andamento desde 2006 e tem como coordenadores os governos federal e estadual, mas foi idealizado na década de 1980 pelo empresário Marcilon Araújo, pai de Matheus Araújo. A área escolhida para a obra abrange cerca de 30 quilômetros da margem do Lago do Puraquequara, na Zona Rural de Manaus, próximo à comunidade de Jatuarana.

Na reunião de hoje, os executivos Damen Rutger Dolk (Gerente Comercial), Bram Kouters (Gerente de Tecnologia) e Marina Saconat (Suporte de Vendas) informaram que a intenção inicial da empresa é conhecer a estrutura dos estaleiros do Estado para apresentar a proposta de parceria tecnológica.

“Temos um grande respeito pelo povo da Amazônia e seu trabalho. Não queremos nos aproveitar, queremos uma parceria comercial onde todos possam ter seus anseios atendidos. A Damen vê no Amazonas uma grande capacidade de desenvolvimento. Não queremos fazer montagens, queremos produzir embarcações junto com os empresários do Amazonas”, afirmou Marina, que é mineira, mas trabalha na Damen, na Holanda.

O presidente do Sindnaval afirmou que o interesse de empresários estrangeiros em parcerias comerciais com estaleiros do Amazonas vem aumentando nos últimos anos. “Temos uma grande capacidade de produção e somos referência em construção de barcos. Isso atrai interesses de empresas de todo o mundo. Apesar de ser importante para o desenvolvimento, precisamos analisar a viabilidade econômica para o Estado”, afirmou.

Matheus Araújo e a diretora do Sindnaval, Miriam Araújo, se comprometeram em apresentar os representantes da Damen a proprietários de estaleiros do Amazonas e leva-los para conhecer os técnicos da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan) que estão responsáveis pelo projeto do Polo Naval. “É importante que todos entendam a dimensão econômica que tem o Polo Naval e possam ser grandes apoiadores desse importante projeto”, disse Miriam.

O polo naval registrou um faturamento de US$ 800 milhões no ano passado. O setor emprega, atualmente, 14 mil trabalhadores, entre empregos diretos e indiretos. Com a construção do novo Polo Naval, a ideia é dar emprego a pelo menos 30 mil pessoas.

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