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Empresário ex-batedor de carteira comemora 35 anos longe do crime e sua biografia poderá virar filme

Sila da Conceição faz festa em Manaus para comemorar mais de três décadas sem cometer delitos. Depois, segue para entrevista no programa de Rodrigo Faro 03/12/2014 às 12:25
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Sila Conceição: o ex-batedor de carteira tournou-se empresário de sucesso
Rosiel Mendonça Manaus(AM)

O primeiro táxi do ex-batedor de carteira e agora empresário Sila Conceição, um Fusca 1980 de placa AT 1179, será um dos itens de destaque na festa que o paraense realiza nesta quarta-feira (3) em Manaus para comemorar seus 35 anos longe do crime. O evento para convidados acontece no Dulcila da Ponta Negra e também vai contar com a presença de produtores de São Paulo interessados em rodar um filme sobre a história de vida do empreendedor, que hoje administra negócios no Brasil e Estados Unidos. Quem conta a novidade é o próprio Sila, que conversou com a reportagem de sua casa no bairro do Japiim. Recentemente, a trajetória de superação dele ganhou os contornos de biografia pelas mãos de João Estrella de Bittencourt e Mariana Torres, que publicaram o livro “Danem-se os normais” pela editora Casa da Palavra. 


Sobre o projeto do filme, Conceição diz: “Acho que está surgindo uma nova oportunidade para mim e tenho que saber aproveitá-la. Mas vou encarar não pelo dinheiro, que nunca foi tudo na minha vida, e sim pelas informações e lições que tenho a passar para frente”. Tão logo a comemoração em Manaus termine, o empresário embarca para Belém, onde tem entrevista marcada com o apresentador Rodrigo Faro, na manhã de quinta, para o programa “Hora do Faro”, da Record.

A entrevista ainda não tem data para ir ao ar, mas o cenário escolhido não poderia ter sido outro: o centenário Mercado Ver-o-Peso, no coração da capital paraense.

TRAJETÓRIA

Foi lá que a vida de Sila começou a mudar, no final da década de 1970. Na época, ele tinha acabado de voltar para Belém, depois de acumular infrações que renderam a ele detenções na Papuda, em Brasília, e no Carandiru, em São Paulo. Decidido a largar a vida de ladrão, ele voltou a trabalhar como peixeiro no mercado belenense e conseguiu financiar seu primeiro táxi – o Fusca 1980 que agora está em Manaus como prova da determinação do dono. Hoje, ele comanda frotas de táxi em Belém, Manaus e outras cidades brasileiras, além de uma construtora e investimentos imobiliários em Miami.


“Depois que coloquei a empresa de táxi em Manaus, as coisas começaram a acontecer melhor que em Belém, onde eu ainda era visto como ladrão. A cidade acabou me trazendo para perto, me acolheu e aceitou”, explica ele, até hoje analfabeto. Segundo Conceição, a comemoração pelos 35 anos de trabalho não chega a ser o anúncio oficial de uma aposentadoria porque “o ser humano só se aposenta mesmo quando morre”.

 “Deus ainda tem muita coisa guardada para eu fazer. A minha vontade agora é diminuir o ritmo de trabalho, ampliar a visão e buscar equilíbrio todos os dias”, finaliza o empresário, que ainda cogita a possibilidade de aproveitar uma parte da vida nos Estados Unidos.


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