Quarta-feira, 24 de Abril de 2019
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Vida

Entrevista exclusiva com filho de Renato Russo

Produtor cultural fala sobre relação com o pai e projetos para este ano


27/04/2013 às 17:19

O nome Giuliano Mafrendini pode não significar muito a primeiro momento para os fãs de rock nacional. Mas esse jovem de 23 anos traz no sangue ligação direta com a genealogia da própria música brasileira. Seu pai, Renato Manfredini Júnior, consagrado à imortalidade artística pelo nome de Renato Russo, é o fundador de uma das maiores se não a maior banda brasileira de todos os tempos, a Legião Urbana.

Renato Russo morreu em 1996, vitimado pelo vírus HIV, quando o filho tinha apenas sete anos de idade. O garoto, hoje produtor cultural de carreira ascendente, é quem detém, desde o início deste ano, os direitos sobre a marca Legião Urbana, que em plena era da Internet continua vendendo milhares de álbuns (cerca de 250 mil por ano).

Em entrevista exclusiva à reportagem de A CRÍTICA, Giuliano se diz preparado ao assumir o legado pai, fala sobre sua relação como filho e ao mesmo tempo fã de Renato Russo anuncia projetos grandiosos, dentre os quais se destaca o que leva o nome do nome do pai.

“O Renato Russo Sinfônico será um grande espetáculo, com a participação da Orquestra Nacional de Brasília e músicos nacionais e internacionais. A grande surpresa será o holograma (projeção em 3D) da imagem de Renato Russo”, adianta Giuliano. O evento, programado para o dia 29 de junho, será no Estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF).

Giuliano se descreve como “um cara tranquilo, reservado, que gosta muito de música, filmes...”. Sobre o pai ele diz que foi “um artista completo, um pai que me passou todos os melhores valores da vida”, cuja música transpôs a linha que separa as gerações.

“A Legião Urbana, mesmo tendo acabado com a morte do meu pai, conseguiu ultrapassar gerações, aumentando o número de fãs ano a ano. As músicas são sempre atuais, por isso os jovens de hoje, como da geração dos anos 80, se identificam com elas”, declarou o herdeiro musical da banda, não deixando de se incluir nesse grupo, é claro. “Além de ser filho de quem sou, sou fã da Legião Urbana”.

Legião vive em Manaus

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Ano passado, a Legião Urbana, que fez o seu primeiro show no dia 5 de setembro de 1982, abrindo para a Plebe Rude, completou 30 anos de criação sem muito barulho na mídia. Mas esse ano promete ser diferente. Já em maio, haverá o lançamento de dois filmes: “Somos tão jovens”, que remonta a história da grupo; e “Faroeste Caboclo”, livremente inspirada na música de mesmo nome escrita por Renato Russo com apenas 18 anos.

No dia 17 de abril, Manaus recebe pela primeira vez o ex-bateirista da Legião Urbana Marcelo Bonfá (Teatro Direcional, 22h). O músico atendeu ao convite da banda Critical Age, que há 12 anos promove o Especial Legião Urbana, uma noite inteiramente dedicada à história da banda mais ouvida da história do rock brazuca.

Mas duas novidades fazem a diferença na tradicional festa dos legionários manauras: Marcelo Bonfá, apesar dos três álbuns solos, promete dedicar a noite à banda de rock que começou usando riffs fáceis, já que a maioria dos seus “músicos” mal sabia tocar. A outra notícia é que pela primeira vez uma banda local vai fazer participação no show de um ex-membro da Legião. Bonfá prometeu ainda dar uma palinha no show da banda amazonense. Vale conferir!

Três perguntas para Giuliano Manfredine

Dois filmes que serão lançados agora em maio tem Renato Russo como uma espécie de coautor? Você já acompanhou alguma das produções?
Participei e acompanhei Faroeste Caboclo, mas de forma afetiva. É um belo filme, o público vai se surpreender.

Você também está produzindo um documentário que vai falar sobre o seu pai. Como será esse projeto?
Será um documentário mostrando um lado do Renato Russo que poucos conhecem,mas ainda é um projeto. Pretendo apresentar o Renato Russo para a geração que não o conheceu e matar a saudades dos que ficaram órfão como eu.

Seu pai foi um defensor da liberdade de opção sexual, como você as questões sobre homo ou bissexualidade?
A gente tem de respeitar o ser humano e suas escolhas. Respeito e amor pelas pessoas: é isso que o mundo precisa.

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