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Escrever é uma viagem: redação sobre as férias é um incentivo à escrita

Aproveitando a deixa das férias, o A CRÍTICA Kids pediu aos nossos pequenos entrevistados desta semana para produzir um texto sobre o período de descanso e curtição. Canetas à mão e logo a imaginação toma conta do papel para provar que, ao contrário do que muita gente pensa, a escrita está longe de ser o bicho-papão da escola e, com o estímulo correto, ainda pode se tornar (ou representar) uma grande viagem 14/02/2013 às 12:12
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No início do ano letivo o exercício é quase obrigatório, mas nada que tire o entusiasmo desses pequenos escritores
Felipe De Paula Manaus, AM

Quem nunca escreveu uma redação com o tema “Minhas férias” na escola? De praxe no início do ano letivo, a ‘tarefinha’ é um ótimo exercício para o desenvolvimento da linguagem escrita, essencial na formação intelectual humana. A ideia é aproximar o ambiente escolar do universo cultural do aluno, tornando o processo pedagógico mais atraente.

Aproveitando a deixa, o A CRÍTICA Kids pediu aos nossos pequenos entrevistados desta semana para produzir um texto sobre as suas últimas férias. Canetas à mão e logo a imaginação toma conta do papel para provar que, ao contrário do que muita gente pensa, a escrita está longe de ser o bicho-papão da escola e, com o estímulo correto, ainda pode se tornar (ou representar) uma grande viagem.

O doutor em linguística Sérgio Freire, que também é pai da pequena Ana Clara, entrevistada em nossa matéria, explica que a linguagem escrita assume a importância de inserir a criança na sociedade letrada. Para ele, o incentivo à produção de texto não pode ser desvinculado da leitura e é importante relacionar o conteúdo pedagógico à vida do aluno, como preconizava o educador Paulo Freire. “Quanto mais aproximação entre a didática e o universo do aluno, mais atraente se torna a aula. E o inverso também é verdadeiro”, alerta o professor.

Na Disney

Izabella Teixeira, de 13 anos, visitou a Disneylândia pela primeira vez em janeiro deste ano, fez compras em Miami e chegou até a assistir um show do seu ídolo Justin Bieber. Assunto não faltava para escrever sua cartinha. “Eu adoro fazer redação” diz ela, que, no entanto, confessou dificuldade em traduzir em palavras o tamanho de seu sentimento. “É quase impossível descrever em palavras”, justificou a mocinha que, é claro, também adora ler, com preferência aos “textos grandes”. “Meu sonho é fazer Direito para me tornar juíza. Sei que os livros são enormes, mas não tem problema”.

De cor


Ana Clara Eid Freire, de apenas seis anos, também tem apreço pela palavra escrita. Aos quatro anos ela já tinha aprendido a ler e até hoje sabe de cor nome e autor do seu livro preferido: “Flicts, do Ziraldo”, diz ela, com voz doce e timidez própria das crianças. Mas no campo da escrita ela também se arrisca e sem a mínima inibição. Num trecho sobre as suas férias, ela diz: “Andei a cavallo (sic), quadriciclo, pesquei 8 peixes (com) a mesma minhoca, andei de carroça e comandei a carroça”. Uma figurinha!

Futuro à vista

Gabriel Antônio Barbosa, 7, diz que adora ler e escrever, em grande parte incentivado pela proposta pedagógica de sua escola, que estimula esse tipo de produção. Ele mesmo diz saber da importância da escrita para o seu futuro como profissional. Sim, porque quando perguntado pela reportagem sobre o que gostaria de ser quando crescer, ele afirmou, sem pestanejar: “Quero ser jornalista como você”.

“Criando, criando...”

A inteligente Paloma Teixeira, de 10 anos, também tem seus dotes literários. “Vivo inventando história para fazer texto”, conta ela, confessando que a coisa sai “assim meio natural”. “Vou criando, criando, criando...”, diz a mocinha. Com a charmosa ingenuidade das meninas, ela narra em sua cartinha como foi a viagem de avião até Las Vegas, nos Estados Unidos. “Depois de se arrumar (sic) fomos para o aeroporto, fizemos check in (...) e depois de 10 horas cansativas, chegamos em Las Vegas”. É, pelo jeito, parece que essa turminha vai longe!

Base teórica

O educador brasileiro Paulo Freire preconizava em sua teoria do aprendizado que “a leitura do mundo precede a leitura da palavra”, colocando a “bagagem cultural” que o aluno traz de suas experiências como ferramenta de aprendizado.

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