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LITERATURA

Escritora e poetisa de Tefé (AM) lança livro inspirado na cultura regional amazônica

Em Manaus, o lançamento de "Banzeiro Manso" será na Casa de Pamonha, Centro. A programação conta com bate papo com a autora e sessão de autógrafos 22/02/2017 às 05:00
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Alexandre Pequeno Manaus (AM)

Em “Banzeiro Manso” desfilam (des) amores, flores, devaneios, reflexões acerca da existência humana, lendas amazônicas (também pede passagem a mitologia greco-romana), folclore, costumes, expressões regionais, hábitos, identidade, muitas surpresas com pitadas de sutil bom humor e saudosismo telúrico que marca o compasso do banzeiro manso de versos. Essa é a melhor definição para o primeiro lançamento da autora e poetisa amazonense Marta Cortezão, que ocorre no próximo dia 3 de março, às 18h30 na Casa da Pamonha, Rua Barroso, 375, Centro de Manaus. Antes disso, Marta retorna a Tefé para lançar o livro no próximo sábado (25) às 19h30 no Cetam. Em conversa com o A CRÍTICA, Marta falou sobre sua trajetória e inspirações na literatura.

“Banzeiro Manso” é seu primeiro livro? Quais as suas maiores inspirações?
Sim, o “Banzeiro” é meu primeiro livro. A minha aspiração, no momento, é de que esse primeiro livro seja uma boa opção de leitura, mas, acima de tudo, aspiro continuar dedicando-me à escrita com paixão e muita devoção. Sobre as minhas inspirações, não saberia dizer uma influência concreta, porque durante muitos anos trabalhei, em Tefé, como professora universitária, e minha leitura teve que percorrer muitos mundos literários: desde a literatura clássica (Homero, Virgílio, Ovídio, Catulo, Petrônio, Horácio entre outros), passando pela literatura brasileira (Gregório de matos, Casimiro de Abreu, Oswald de Andrade, Murilo Mendes) até a literatura portuguesa (Camões, Bocage, Teixeira de Pascoaes, Fernando Pessoa, Florbela Espanca). Há também autores amazonenses que tenho descoberto recentemente, como Roger Samuel, e outros que li e aprecio muito, como Milton Hatoum, Thiago de Melo, entre outros.

Quando surgiu o amor pela literatura?
Sempre tive essa atração pela literatura, porém ela se manifestava de formas diferentes nas várias fases de minha vida. Mas o momento de criação apareceu há quatro anos quando decidi residir fora do país. Foi quando o banzeiro das letras arrancou barrancas em mim, tive a pesada ausência por companhia, ali na popa da minha canoa, foi então quando comecei a dedicar os primeiros versos à minha cidade natal, Tefé. Desde aí não parei, fui escrevendo sobre outros temas, participando de publicações na revista eletrônica Subversa, depois publiquei em várias antologias. O ponto chave de meu mergulho no mundo da escrita foi o apoio de grandes amigos e amigas que me permitiram embarcar na canoa deles, como o querido amigo Paulo Queiroz, presidente da ABEPPA (Associação Brasileira de Escritores e Poetas Pan-amazônicos), da qual sou membro.

Como surgiu a possibilidade de publicar o livro?
Na verdade, eu busquei essa possibilidade. Tomei a decisão de publicar depois de ter escrito muitos textos em minha página do Facebook, cujo título é “Banzeiro Manso”. Foi essa página que deu título ao livro que será pela editora Porto de Lenha, do Jackson da Mata. O processo de organização e revisão foi feito sem pressa, durante mais ou menos um ano de trabalho. O “Banzeiro Manso” é um livro preparado com muita dedicação e paciência, tala a tala, assim como se tece um paneiro com o cipó de ambé.

Atualmente o cenário literário brasileiro é bem democrático. Você concorda que é possível participar de antologias e ver suas obras publicadas?
Com toda certeza, hoje o mercado editorial abriu as portas para os pequenos escritores, os marginalizados na literatura. É evidente que há muitos interesses em jogo, especialmente o financeiro, porém, ainda assim, se pode publicar com qualidade. Mas, de todas as formas, publicar é complicado. Lembro que antes de tomar a decisão pela Editora Porto de Lenha, pesquisei sobre projetos de incentivo à cultura e à literatura no estado do Amazonas e não encontrei nada a respeito. Portanto, seria de grande valia para o Estado que ele valorizasse seus escritores e desse o devido apoio a tantos grandes talentos que temos perdidos por este vasto Amazonas de tantas águas.

Serviço

O quê: Lançamento do livro “Banzeiro Manso”, de Marta Cortezão

Onde: Casa da Pamonha, Rua Barroso, 375, Centro de Manaus

Quando: 3 de março, às 18h30

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