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OBRAS INÉDITAS

Escritores amazonenses buscam espaço na literatura, durante 24ª Bienal do Livro de SP

Em São Paulo, manauaras apresentam obras inéditas para crianças jovens e adultos, até domingo (4), no Pavilhão de Exposições do Anhembi, na capital paulista 03/09/2016 às 11:02
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Mário Bentes, Jan Santos e Andrés Pascal integram o selo local Lendari. (Fotos: Natália Caplan, Evandro Seixas e Divulgação)
Natália Caplan São Paulo (SP)

A 24ª Bienal do Livro de São Paulo enche os olhos dos visitantes, com 60 mil metros quadrados de área e milhões de livros para serem “descobertos” até domingo (4), no Pavilhão de Exposições do Anhembi, na capital paulista. E, em meio a esse mar literário, um grupo de manauaras chama a atenção pelo estilo sinistro e misterioso de escrever. Eles fazem parte da editora recém-nascida Lendari, criada para revelar novos talentos.

“É uma editora amazonense, que foca em literatura fantástica, realismo mágico e ficção científica. Uma das nossas filosofias é apresentar novos autores. Por isso, trabalhamos com antologia, uma espécie de livro colaborativo. Lançamos um edital, com um tema, e os autores escrevem contos a partir desse tema”, disse Mário Bentes, fundador da publicadora e autor da obra “Minhas conversas com o diabo”.

Segundo ele, é uma estratégia para que aspirantes na área ganhem experiência e motivação para caminhar sozinhas. Foi assim, inclusive, que iniciou e, em 2010. Agora, ele lança o segundo livro, parte de uma série de crônicas, com mais seis a caminho.

“Cada história é sobre a relação entre o ser humano e algum demônio’”, revelou. “Eu participei de sete antologias literárias de editoras daqui, de São Paulo. Às vezes, o autor ainda não tem a capacidade ou responsabilidade de trabalhar uma obra inteira. Um conto é bem mais curto e simples de escrever. Ele dá o primeiro passo e fica motivado a escrever”, enfatizou.

‘Debutantes’

Entre os estreantes, estão Leila Plácido e Andrés Pascal. “Para mim, é uma sensação inexplicável lançar meu primeiro livro justamente em uma das maiores feiras literárias do mundo. A ficha ainda não caiu. Estou muito feliz por viver esse momento. Tudo valeu a pena”, comemora a única mulher do grupo.

Enquanto ela escreveu no livro “Quase o fim”, o jornalista participou da obra “Quando a selva sussurra”, com um conto inspirado na lenda de Curupira. “Sempre gostei de escrever, mas não me sentia preparado para fazer um livro. Escrevi o conto ‘O mistério dos corpos rasgados’, com um ‘que’ de mistério policial. Estou feliz de ter essa oportunidade e isso tem me motivado a escrever mais contos que, futuramente, podem ser publicados”, revelou Pascal.

Mulheres em cena

As escritoras amazonenses Patrícia Noronha e Myriam Scotti, também fazem parte da programação da 24ª Bienal do Livro de São Paulo, ambas com lançamentos pela editora Chiado. A primeira com o livro “Grupo de Terapia: Compartilhando História”. “Participei da Bienal em 2014 como leitora.  Voltar como autora é muito mais do que eu poderia sonhar. É uma oportunidade ímpar de interagir com autores, editores e leitores, tudo no mesmo ambiente”, disse.

A segunda é dona do blog “Mãe no País das Maravilhas” e apresentará a obra infantil “O menino que só queria comer tomate”, inspirada nas experiências vividas com o filho Daniel. “Foi uma oportunidade maravilhosa que a editora Chiado proporcionou. É incrível estar perto de autores fantásticos e em meio a uma multidão de leitores de todas as idades. Adorei ver tantas crianças interessadas em consumir livros. Os adolescentes também estavam sedentos por livros que se baseiam no que estão vivendo. Foi uma experiência única que guardarei com muito carinho com a certeza de que quero estar nas próximas”, afirmou Myriam.

 *A repórter viajou à convite da Saraiva.

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