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Espaço público ‘bomba’ com aulas de aeróbica ao ar livre

A aeróbica ao ar livre, que iniciou em janeiro, consegue reunir, no estacionamento da área de caminhada do local, mais de cem pessoas (a maioria mulheres) por aula 20/09/2014 às 14:36
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Recém formada em Educação Física, Alexandra Silva França dá aulas de aeróbica e treinamento funcional para quase 100 pessoas no entorno do Prosamim da Cachoeirinha
rosiene carvalho ---

A professora de Educação Física Alexandra Silva França, 39, desenvolveu um método simples e eficiente de estimular o exercício físico e a melhorar a auto-estima entre moradoras de bairros no entorno do Prosamim da Cachoeirinha, Zona Centro-Sul.

A aeróbica ao ar livre, que iniciou em janeiro, consegue reunir, no estacionamento da área de caminhada do local, mais de cem pessoas (a maioria mulheres) por aula. E tem feito verdadeira revolução na rotina e saúde das alunas. A concentração de pessoas praticando exercício no local é maior que em qualquer uma das praças que tiveram a instalação das academias ao ar livre em Manaus pelo poder público.

Embora as alunas façam contribuições, o ato da profissional de Educação Física é voluntário e envolve muita dedicação pessoal. Alexandra mora no bairro Colônia Oliveira Machado, Zona Sul, e se desloca para a Cachoeirinha de ônibus. “É gratificante ver o resultado do nosso trabalho no rosto das pessoas. Tem aluna que vem de longe, do Alvorada para cá. Tem aluna que já perdeu 18 quilos em nove meses. Tem pessoas que vêm para cá para fugir dessa rotina de estresse”, declarou Alexandra França.

Para a aula, uma caixa de som de tamanho médio é colocada na grama que fica num plano mais alto que o estacionamento. Sem microfone, Alexandra conduz a aula com voz firme e vibrante. A pedagoga e professora aposentada Ana Maciel, 50, afirmou que há nove meses enfrentava crises de depressão e problemas na pressão arterial. “Minhas filhas dizem para eu não largar nunca a aula aqui. Que eu melhorei, vivo animada e mais feliz”, declarou a pedagoga.

A dona de casa Maria do Perpétuo Socorro, 49, afirma que a atividade trouxe benefícios à saúde física e mental. “Nas academias, os professores não dão a mesma atenção para a gente. Só querem saber de ensinar as gatinhas. E a gente precisa de ajuda para ligar aqueles aparelhos”, declarou.

A diarista Neuzilane Vasconcelos Anjos, 48, conta que, desde janeiro, conseguiu perder 18 quilos. “Aqui levei a sério e faço acompanhamento com um endocrinologista. Não venho aqui só porque é mais barato. Venho porque aqui as professoras dão atenção para a gente”, declarou.

Marketing ‘boca a boca’ funcionou

A primeira aula de aeróbica ao ar livre, em janeiro, contou com menos de dez alunas. Alexandra França e uma amiga haviam acabado de se formar em Educação Física e tiveram a ideia de desenvolver um trabalho comunitário de estímulo à prática do exercício físico.

Colocaram uma faixa no estacionamento do local anunciando o início das atividades. A pouca adesão da primeira semana não abalou as professoras. Em poucas semanas, o marketing boca a boca das alunas fez aumentar o número de participantes a cada semana. “Na primeira aula, deu menos de dez pessoas. Agora, tem aula que isso fica cheio. Mais de cem pessoas”, disse.

Além da prática de exercício físico, o horário virou o momento de fazer amizades, de rir, contar de forma engraçada os problemas do dia a dia. “A gente acabou fazendo amizade aqui. Não falto de jeito nenhum”, declarou a pedagoga Ana Gabriel, uma das alunas.

No local também é possível perceber a auto-estima em todas as alunas. Independente de curvas ou do peso, a maioria das alunas apresenta incrementos vaidosos na roupa, batom e enfeites nos cabelos. A estudante Patrícia Gomes, 25 anos, disse que estava preocupada em janeiro com a saúde. Seu peso já estava acima de cem quilos. “Desde que comecei aqui perdi 11 quilos”, afirma.

A professora Alexandra Silva França afirma que sente satisfeita com os resultados obtidos com as alunas. “É muito importante o exercício físico. Às vezes, em grupo, o estímulo é maior do que quando você faz sozinho”, declarou. Durante a aula, a cada parada, Alexandra circula entre as alunas dando dicas de como aproveitar melhor os exercícios e estimulando as alunas com sorrisos.

Profissionais alegram as crianças em escolas

O voluntariado de um grupo de aproximadamente 80 pessoas será responsável por estampar o sorriso sincero no rosto de 230 crianças no próximo sábado. O grupo, formado por profissionais da medicina, funcionários públicos, assistentes sociais, professores, entre outros, se reúne para oferecer um dia de lazer a crianças de famílias de baixa renda de bairros como Ouro Verde, Compensa, Loteamento Águas Claras, Colônia Santo Antônio, Comunidade Jesus Me Deu.

O evento é uma antecipação do Dia das Crianças, que será comemorado em 12 de outubro. A médica Cíntia Fernandes, 32, que lidera o trabalho, conta que a atividade é realizada há dez anos por meio de voluntários do movimento espírita chamado Maria de Nazaré, na escola Ney Lobo, na Colônia Santo Antônio.

O evento é intitulado pelo grupo de “Encontro da Família”. Isso porque além de atividades de lazer para as crianças, os pais e mães delas também são convidados. Para as crianças, brincadeiras lúdicas e brinquedos. Para os pais, reflexões em torno dos dilemas atuais da infância.

O grupo aluga brinquedos como pula-pula, piscinas de bolinhas e faz gincanas com as crianças. E no final cada uma ganha seu presente. “Os presentes são arrecadados por meio de doações. Elas fazem cartinhas e as distribuímos entre os nossos amigos de trabalho, que gostam de ajudar”, explicou a médica.

Para os pais das crianças, também é servido um almoço especial. “Mas também nos preocupamos em alertá-los sobre a importância de dar amor e atenção aos filhos. De que as crianças não devem ser tratados como adultos. E que o mais importante para elas é a convivência familiar e o estímulo ao amor”, diz Cíntia.

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