Quinta-feira, 16 de Julho de 2020
DISPUTA

Espalha Emoção e Touro Branco vão saber hoje (29) quem é o campeão do Mocambo

Nesse domingo, último dia de apresentação, os bois Touro Branco e Espalha Emoção exibiram toda a versatilidade, talento e genialidade de seus artistas



7_892B6681-B3BB-4124-8BAA-FCC1042A6F6E.JPG Fotos: Euzivaldo Queiroz
29/07/2019 às 08:18

A apuração do 16° Festival Folclórico do Mocambo do Arari acontece nesta segunda-feira (29), às 9h, na própria Arena do Mocambódromo, o que deve proporcionar momentos de extrema emoção e ansiedade nos brincantes de todas as associações folclóricas envolvidas.

Nesse domingo, último dia de apresentação, os bois Touro Branco e Espalha Emoção exibiram toda a versatilidade, talento e genialidade de seus artistas.



O Touro Branco tenta reconquistar o título perdido ano passado para o adversário. O tema deste ano é “Chão de Bravos", apresentando como foi a formação do povo e da cultura do Brasil.

O atual campeão, o Espalha Emoção, trouxe o auto-tema “Vigésima Evolução”, contando a sua própria história de 20 anos de fundação.

Nova data

Em comum acordo, a partir de 2020 o Festival do Mocambo do Ariri acontecerá na primeira semana do mês de agosto.

Outra novidade é o aumento do valor do repasse por parte da Prefeitura de Parintins: os bois passam a ganhar R$ 20 mil (antes era R$ 17 mil) e as danças de pássaros e quadrilhas juninas, R$ 4.500 (em vez dos atuais R$ 3 mil).

Apresentações

O Touro Branco abriu a segunda e última noite dos bois do 16° Festival do Mocambo exaltando a formação do povo brasileiro.

As crianças não poderiam ser esquecidas: a exemplo do primeiro dia, o Touro Branco trouxe um garoto, Luan, de 10 anos, como animador de galera. Muita alegria.

As primeiras alegorias foram em forma de um grande bumba-meu-boi e uma gigantesca estrela laranja – as cores do boi. E por falar em estrela e boi ele veio rompante nela: o próprio Touro Branco, que evoluiu ao som da contagiante toada “Estrela da Evolução”.

Momento emocionante: o Boi passou a evoluir com seus vaqueiros com a dançante “Galope do Vaqueiro”, executada pelo levantador Gilson Matos (caracterizado de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião).

Destaque para a Sinhazinha da Fazenda Flávia Oliveira, evoluindo com graça e desenvoltura.

O Amo do Boi, Patrick Modesto, que está há 14 anos no movimento do Boi, exaltou o Touro Branco e sua galera laranja e branca.

A Figura Típica Regional do Boi foi o “Caboclo da Amazônia”, que é juteiro, navegador, que trança a palha. Até um barco entrou na Arena na hora da encenação. Destaque para a enorme alegoria de um caboclo com chapéu de palha.

Aline Evelin, a porta-estandarte, não decepcionou e mostrou todo gingado.

De forma inédita, num momento ousado, a Batucada do Touro Branco tocou ritmos brasileiros como a la Olodum, axé e bateria de Carnaval.

Representando Luiz Gonzaga, o levantador Gilson Matos concorreu em Toada, Letra e Música com a bela “Brasil da Nossa Gente", o carro-chefe da associação folclórica neste ano.

Foi do meio da galera que veio a contagiante Rainha do Folclore Alciele Ferreira.

A tribo coreografada retratou o rio Xingu e a mística tribal, a morte de Galdino Pataxó.

A Cunhã-Poranga Sassá Reis foi conduzida à Arena na cabeça de uma Cobra Grande.

No Ritual Deni o Pajé veio sobre a cabeça de um imenso e fantástico macaco que impressionava pelas feições e movimentos dos braços.

A associação folclórica terminou sua apresentação com o tempo de 1h58 sob aplausos de sua apaixonada torcida.

Espalha Emoção

O atual campeão do Festival do Mocambo do Arari entrou disposto a não dar mole para seu adversário. Desenvolvendo o tema “Vigésima Evolução”, a associação amarela e branca trouxe duas alegorias surpreendentes: a igreja de São João e um fenomenal Boi Espalha Emoção ambos feitos de palha! Era o momento da esperada Celebração Folclórica. Formou-se um grande arraial, com o gigantesco boi-bumbá ganhando fitas amarelas e, a Igreja, bandeirinhas coloridas de São João.

O Amo do Boi Adriano Aguiar versou e o mestre da Tamurada, Marcelo Bilela, tocou pandeiro, numa interessante sintonia.

A Sinhazinha Brena Souza saiu de dentro da igreja de palha para dançar e encantar.

A Rainha do Folclore e a Porta-Estandarte vieram içadas por um guindaste que representou uma borboleta e um beija-flor.

A Figura Típica Regional foi a “Cabocla Agricultora”, muito presente no Mocambo do Arari. Em cena, o apresentador Cardoso Jr. que trocou de figurino e se vestiu de caboclo.

O Touro Branco concorreu no item Toada, Letra e Música com “Amazônia, Meu Amor”, autoria de Demétrius Haidos se interpretada pelo sempre competente Edilson Santana.

Juntos, Levantador e o Amo cantaram a emocionante “Galope da Vaqueirada”, autoria de Adriano Aguiar, para o Espalha Emoção evoluir no que foi um dos grandes momentos do Boi amarelo e branco.

A Lenda amazônica “Tesouro Escondido na Cabanagem" trouxe uma caravela fantasma, dois barcos misteriosos e a Cunhã-Poranga Sassá Corrêa representando a guardiã do citado tesouro. Outro ato que arrancou muitos aplausos foi a dança coreografada das tribos, que veio logo em seguida.

O Boi Espalha Emoção encerrou o 16° Festival do Mocambo do Arari encenando o Ritual Indígena Banida que trouxe o Pajé Arthur Reis, que por sua vez fez novamente uma grande performance.

Foram 1h55 de apresentação que credenciaram o Boi a brigar pelo título novamente. O Espalha saiu da Arena aos gritos de “É campeão! Mas a disputa é dura com o adversário Touro Branco. Quem levará?”.

Repórter de A Crítica

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