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Especialistas advertem sobre sintomas causados por alergias ocultas alimentares

Profissionais contam que reações demoram um tempo para surgir. Alimentos causadores devem ser evitados durante as refeições 02/11/2014 às 18:32
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Fadiga crônica, obesidade resistente à dieta e labirintite são algumas doenças causadas por alergias alimentares
LAYNNA FEITOZA Manaus (AM)

Sabe aquela enxaqueca, dor nas costas ou distensão intestinal que você tem um dia após comer alguma coisa, em determinado tempo da vida? Aquele sintoma do qual você nunca havia tido antes ao ingerir certo tipo de alimento? Isso pode ser fruto de alguma alergia oculta alimentar. Essas alergias são reações do sistema imunológico que, ao contrário daquelas que se manifestam imediatamente, demoram um tempo para surgir. E elas também requerem atenção.

De acordo com o Dr. Gilberto de Paula, médico especialista em Homeopatia e Nutrologia, as reações tardias (chamadas de ocultas nos EUA) não acontecem de imediato. “A pessoa ingere o alimento, o mecanismo imunológico precisa de um tempo para acontecer, como três ou quatro horas depois. Pode acontecer em até 36 horas e a pessoa não percebe que está tendo uma reação tardia. Tem pessoas que tomam um medicamento e na hora tem uma reação adversa ao medicamento. Mas também tem aquelas pessoas que tomam o remédio e vão ter a reação no dia seguinte. Assim acontece no alimento”, pondera.

Uma reação em estudo atualmente, segundo Gilberto, é a reação denominada tipo 4, a famosa sensibilidade a glúten, que se não diagnosticada pode levar o indivíduo a ter vários problemas de saúde, como câncer, e doenças degenerativas. Mas o pavor dos médicos não gira em torno do glúten apenas: o que tem acontecido é que alérgicos a castanhas, ovos, feijão, e frutos do mar descobrem a condição tardiamente, enquanto que outras pessoas suspendem definitivamente alguns alimentos, sem sequer irem ao médico saber se possuem alguma alergia ou intolerância, causadas geralmente por predisposição genética. Isso pode privar o organismo de alguns nutrientes importantes, em que não há necessidade de expulsá-los do corpo.

O diagnóstico das alergias ocultas alimentares deve ser feito única e exclusivamente por médicos especialistas no ramo, e não baseadas em “conversas de corredor” ou dietas da moda, consideradas perigosas.

“Um dos métodos mais clássicos é chamado de exclusão e desafio. Você retira o alimento suspeito por um período prolongado. Esse teste deve ser feito com muito cuidado, porque existem quatro mecanismos de hipersensibilidade. E nos casos de reação anafilática, uma das mais comuns que existem, o teste deve ser feito por médicos e em especial dentro de UTI, porque as reações podem sair fora do controle e levar até à morte”, adverte.

No teste, o alimento que é ingerido todos os dias é excluído da dieta por um período de quatro dias, e no quinto dia a pessoa volta a ingerí-lo. “Quando a pessoa tem a resposta inflamatória ao alimento, aumentam no corpo da pessoa umas moléculas chamadas prostaglandinas anti-inflamatórias, onde o corpo se defende da inflamação que o acomete. No quinto dia elas caem e, quando o corpo ingere o alimento, a reação é mais forte e a pessoa percebe o mal. Sente que a barriga distendeu, ou que deu uma dor na costa, ou diarréia”, diz ele.

O que fazer

Ao diagnóstico da alergia oculta alimentar, o paciente é orientado a excluir o alimento causador por um período de 3 a 6 meses, quando então poderá reintroduzí-lo de forma gradual, em geral duas vezes por semana. Os alimentos que mais causam as alergias tardias são o trigo, mas há pessoas que podem ter alergia a arroz, feijão e ovo.

“As manifestações anafiláticas podem gerar rinite alérgica, sinusite, asma, problemas de pele, dermatite de contato, doenças inflamatórias intestinais, enxaquecas e síndromes dolorosas, como dores do tórax ou tronco”, revela o especialista. 

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