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CINEMA

Estreia do terceiro filme de 'Planeta dos Macacos, 'A Guerra', deixa fãs ansiosos

Nesta quinta-feira (3), o reboot da franquia ganha um novo capítulo nos cinemas. Mas o que o público deve esperar? 03/08/2017 às 10:13 - Atualizado em 03/08/2017 às 15:23
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Cena clássica de 1968 e do remake de 2001, impactou o público que assistiu 'O Planeta dos Macacos' pela primeira vez (Reprodução)
Natália Caplan Manaus

Diferentemente de tantas histórias de ficção científica, que idealizam um futuro no qual a humanidade é dominada por máquinas, “O Planeta dos Macacos” conduz o público a uma espécie de reflexão, “invertendo” a teoria da evolução diante da “queda” do ser humano. Nesta quinta-feira (3), o reboot da trama ganha um novo capítulo, com a estréia de “Planeta dos Macacos: A Guerra”, nos cinemas. Mas o que esperar?

“Essa nova trilogia (2011,2014 e 2017) foi uma tentativa em resgatar a história original que, apesar de ser um bom sci-fi, acabou virando mais um filme de ação, perdendo um pouco do caráter surpreendente e apocalíptico da história original. O grande valor que esta nova trilogia trouxe ao cinema foi uso aprimorado da moderna computação gráfica na captação de movimentos para os personagens símios (Caesar)”, diz o designer Heleno Almeida, 45.

Fã da franquia, o também professor universitário assistiu a todos os filmes, leu o livro que deu origem à série e chegou a colecionar actions figures — perdidas em uma mudança de casa. Na opinião dele, assim como os dois primeiros filmes da trilogia atual que foram indicados ao Oscar por efeitos especiais, o novo longa também pode entrar na lista dos melhores da Academia de Cinema e Artes. Porém, ele prefere os clássicos das décadas de 1960 e 1970.

“O filme original, com Charlton Heston, é insuperável. Ainda segue como meu filme favorito, no qual vi um mundo apocalíptico, onde símios governam e os humanos são seus escravos. O caráter da história original foi surpreendente para época. A maquiagem elaborada por John Chambers é uma das melhores já feitas no cinema, ganhando um Oscar honorário em 1969. Figurino e trilha sonora foram indicados ao Oscar no mesmo ano”, lembra.

Releitura e evolução

Ainda não se sabe oficialmente se “Planeta dos Macacos: A Guerra” encerrará o reboot, que chega após “A Origem” (2011) e “O Confronto” (2014), respectivamente. Nesta trilogia, os fatos acontecem cronologicamente, contando a história não revelada no primeiro filme da trama distópica. O próprio diretor Matt Reeves afirma à imprensa, entretanto, que a série pretende chegar ao futuro visto no longa de 1968.

“Ainda não se sabe ao certo o futuro da nova franquia e se o destino dos humanos será o mesmo da franquia clássica. O livro que deu origem aos filmes possui a mesma premissa, mas conta uma história um pouco diferente. Vale muito à pena a leitura, é um livro excelente”, declara Tayson Retondano, 29, também fundador do “Amazonerd”, maior grupo de cultura pop de Manaus no Facebook, com mais de 13,4 mil membros.

O designer enfatiza os detalhes retratados em cada época. “A nova trilogia é uma espécie de releitura do terceiro, do quarto e do quinto filmes da franquia clássica. Eles contam como o planeta Terra se transformou no ‘Planeta dos Macacos’, que é mostrado no clássico de 1968. Cronologicamente, tudo se passa antes do primeiro filme, onde os macacos estão bem mais evoluídos, possuem uma sociedade bem estruturada, tendo os humanos como seus escravos e bichos de estimação”, explica.

Sinopse: Após os eventos do segundo filme da nova franquia “O Confronto”, os macacos enfrentam uma batalha mortal contra um exército de seres humanos. Em "A Guerra", após os macacos sofrerem perdas inimagináveis, Caesar luta com seus instintos e começa a própria busca para vingar a espécie.

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