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ARTES CÊNICAS

Espetáculo amazonense está entre os indicados ao Prêmio Brasil Musical

Peça “Helena”, produzida pela companhia Ateliê 23, participa de votação popular na categoria Musical Norte 15/01/2019 às 15:09 - Atualizado em 16/01/2019 às 11:59
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Trabalho volta a ser apresentado no dia 19 de fevereiro, no Teatro Amazonas (Larissa Martins/Divulgação)
Rosiel Mendonça Manaus (AM)

Manaus tem um representante na lista de indicados à primeira edição do Prêmio Brasil Musical, que será entregue no Rio de Janeiro. O espetáculo “Helena”, que o grupo Ateliê 23 estreou em novembro do ano passado, concorre na categoria Musical Norte junto a produções de Belém e Macapá, e o vencedor será decidido por meio do voto popular. A votação online já está aberta (acesse aqui) e os resultados serão divulgados no início de fevereiro.

Inspirado numa história real, “Helena” aborda a trajetória de uma mineira que vive em Manaus, é professora, mãe e tem na fé a sua fortaleza. A inspiração para a peça biográfica é a mãe do diretor do Ateliê 23, Taciano Soares, que recebeu com surpresa a indicação ao Prêmio Brasil Musical. “O espetáculo é relativamente recente, e o grupo nunca tinha participado de uma premiação desse tipo. Ficamos mais felizes ainda em saber que é uma iniciativa que tenta de fato abranger todo o País para se intitular brasileiro”, comenta ele, que também está no elenco.

Segundo Taciano, “Helena” nunca teve a pretensão de ser um musical ao estilo Broadway, mas desde o início do processo criativo o grupo entendia que a música seria uma maneira de potencializar a história da protagonista. “Vimos que ela sempre gostou de cantar, e a música também sempre esteve muito relacionada com a religiosidade dela. Ao mesmo tempo, era um desejo do Ateliê trabalhar cada vez mais as músicas autorais nos nossos trabalhos, algo que vem desde ‘Da Silva’ [espetáculo de dança de 2016]. Dessa vez, queríamos intensificar isso com o coro”.

A preparação musical ficou a cargo da atriz e cantora Krishna Pennut, outra integrante do elenco. O cantor e compositor Number Teddie assina a trilha sonora, que recebeu ainda colaboração de Eric Lima, Krishna e Taciano nas melodias. “Helena” volta a ser apresentado em Manaus no dia 19 de fevereiro, no Teatro Amazonas.

Parceria

A parceria entre Teddie e o Ateliê 23 vem desde o espetáculo de dança-teatro “Janta” (2018). Esse encontro tem rendido composições que se diferenciam do trabalho solo do artista, cuja marca é a mistura de ironia e humor ácido a elementos da música pop e eletrônica. Em “Helena”, particularmente, a trilha segue uma pegada mais popular, remetendo à presença da ancestralidade que atravessa toda a peça.

“O Eric ouviu uma música minha só voz e piano, ‘Quarta Série’, e achou que era a pegada do grupo. Daí surgiu o convite para compor para eles e fui ficando”, conta Teddie, que lançou recentemente o clipe do single “Minha vida é chata”. “O processo foi muito livre e orgânico. Não senti como algo difícil por ser diferente do meu trabalho solo. Fiquei tão imerso que só fui sentir essa diferença quando a peça já estava pronta”.

Reconhecimento

Na categoria Norte do Prêmio Brasil Musical, “Helena” foi indicado ao lado de “As Bruxas de Oz” (PA), “Como é que se diz ‘Eu te amo’” (PA), “Despertar da primavera” (PA), “Fábrica de sonhos” (PA), “O gênio dos musicais” (PA) e “Memory Cats” (AP).

São 27 categorias ao todo e o destaque desta primeira edição é o musical “Pippin”, com 18 indicações. “Romeu e Julieta”, com 14, e “Bibi – Uma Vida em Musical”, com 13, também se sobressaem na longa lista. Parte dos vencedores será decidida por votação do júri e a outra parte por voto popular.

O ator e produtor amazonense Matheus Sabbá, que vem se especializando em teatro musical desde a faculdade, foi um dos participantes na seleção dos indicados ao prêmio e comemora o momento que o segmento vive no País. “A cena está crescendo bastante, os profissionais estão buscando cada vez mais a profissionalização. O meu desejo é que Manaus continue crescendo nesse ano. Falando de cena nacional, a palavra agora é descentralizar. Os eixos já estão saturados e o mercado está expandindo para outras regiões, isso é bom”.

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