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MÚSICA

Espetáculo gratuito de violões com trio americano no Teatro Amazonas

Músicos do “Mobius Trio” dividirão palco com a Orquestra de Violões do Amazonas em apresentação inédita 06/06/2017 às 06:00 - Atualizado em 06/06/2017 às 11:34
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Mason, Robert e Matthew se conheceram durante o mestrado de música (Foto: Anne Miller/Divulgação)
Natália Caplan Manaus

A sintonia envolvente dos 21 acordes do ‘Mobius Trio – Trio de Violões de São Francisco’ poderá ser prestigiada ao vivo durante duas apresentações únicas em Manaus. A primeira é hoje (6), às 20h, no Teatro Amazonas, onde os norte-americanos farão um encontro inédito com a Orquestra de Violões do Amazonas (Ovam). A segunda será na quinta-feira (8), no Instituto Cultural Brasil-EUA (ICBEU). Ambas são gratuitas.

“Nós estamos bem empolgados em tocar no Teatro Amazonas, porque ouvimos sobre a história dele. E é lindo! Às vezes, o espaço aparenta ser ruim, mas o som ecoa lindamente. Ontem, estivemos lá e vimos que é possível ter os dois: um local lindo, onde ecoa sons lindos. Mal posso esperar para saber como ele ‘soa’. Sei que será fantástico, uma experiência que nunca iremos esquecer”, diz Robert Nance, um dos integrantes.

De cidades diferentes, Mason Fish, Matthew Holmes-Linder e Robert têm a mesma idade, 30 anos, e fizeram mestrado no San Francisco Conservatory of Music. Lá, se conheceram e criaram o grupo, que se apresenta desde 2010. O trio, inclusive, ministrará oficinas musicais para alunos do Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro. Ao lado da Orquestra de Violões, o repertório será especial com música brasileira e norte-americana.

“Vamos tocar com os músicos que não conhecemos e eu não sei exatamente o que esperar, porque só o Robert fala um pouco de português”, confessou o primeiro aos risos. “Mas creio que será interessante trabalhar com eles. Acho que a música é uma linguagem que temos em comum”, ressaltou.

Paixão pelo clássico

Os estrangeiros até sabem tocar outros instrumentos, mas têm amor pela “guitarra de sete cordas” — como eles chamam em inglês —, não tão comum entre os músicos na América do Norte. Eles montaram o grupo em 2010, quando estudavam juntos, em São Francisco.

“É um instrumento muito mais comum no Brasil do que nos Estados Unidos, mas não tem muita música clássica escrita para ele. E era por isso que eu queria montar o trio para ter peças de música clássica escrita especialmente para o violão. Quando eu fui para o San Francisco Conservatory of Music, encontrei esses ‘caras’. E foi assim que começou”, lembra Mason.

O estilo clássico, por outro lado, conquistou cada um de uma maneira diferente. No caso do californiano, a descoberta aconteceu após passar por diferentes tipos de sons (piano, clarinete e saxofone). “Quando eu tinha 13 anos, comecei realmente a tocar violão. O meu professor tocava o ‘de sete cordas’ e eu achava muito legal e eu queria ser igual a ele”, lembrou.

Natural de Nova Iorque, Matthew foi conquistado “por acaso”, ouvindo punk rock. “Era anos 1990 e o primeiro álbum famoso de Green Day foi lançado. Eu tinha 8 anos e pensei ‘essa é a melhor coisa que eu já ouvi; eu quero fazer isso, ter o cabelo verde, ficar louco e fazer música!’”, declarou aos risos. “Pedi a minha mãe se poderia tocar violão e ela disse ‘ok, mas você tem que aprender música clássica primeiro’. Então, comecei ter aulas de violão clássico e gostei muito”, lembra o segundo, em meio à gargalhada dos colegas.

Já Robert, da Pensilvânia, queria estudar Astrofísica antes de se render à música. Começou tarde, com 13 para 14 anos, mas só decidiu seguir a arte quando entrou na faculdade. “A universidade que eu gostaria de ir também tinha um programa para violões clássicos. Então, por um mês, e tive algumas aulas e preparei algumas peças para a audição. Eu entrei no programa e gostei tanto, que decidi fazer isso como uma carreira. E está sendo incrivelmente recompensador”, disse.

BLOG Adelle Gillen, adida cultura da Embaixada dos Estados Unidos

É uma iniciativa do governo dos Estados Unidos, por meio da embaixada em Brasília, para trazer grupos culturais para demonstrar o que é a nossa cultura. É uma oportunidade para fazer um intercâmbio cultural entre os músicos americanos e brasileiros, divulgando também um pouco da nossa cultura para o público em Manaus. Ela foi escolhida por ser uma cidade muito importante no Brasil, na nossa perspectiva. E respeitamos muito a cultura, a história da região. Queremos que a nossa relação com o Brasil não fique só com a capital. Temos que ser mais abrangente e chegar ao País inteiro.

Serviço

O quê: Mobius Trio e Orquestra de Violões do Amazonas
Quando: hoje (6/6), às 20h
Onde: Teatro Amazonas
Quanto: gratuito
Informações: 3232-1768

O quê: Mobius Trio no ICBEU
Quando: quinta-feira (8), às 17h
Onde: Instituto Cultural Brasil-EUA (ICBEU), na avenida Joaquim Nabuco, 1286, Centro
Quanto: gratuito
Informações: 3198-7100

Destaque

O Mobius Trio foi criado em 2010 pelos violonistas Mason Fish, Matthew Holmes-Linder e Robert Nance, enquanto estudavam no Conservatório de Música de São Francisco. Eles já tocaram músicas de mais de 30 compositores. Mais informações sobre o trio no site (em inglês).

Perfil

Mason Fish: 30 anos, natural de Woodland, California. Formação: graduado na Eastman School of Music, com mestrado no San Francisco Conservatory of Music.
Matthew Holmes-Linder: 30 anos, natural de Nova Iorque, graduado na Wesleyan University, com mestrado no San Francisco Conservatory of Music.
Robert Nance: 30 anos, natural de Pittsburgh, Pensilvânia. Formação: graduado na New York University, com mestrado no San Francisco Conservatory of Music.

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