Segunda-feira, 22 de Julho de 2019
Vida

Espetáculo manauara 'Bella' estará em circulação pelo país a partir de maio

Lançando um olhar psicanalítico sobre o conto de fadas “A Bela Adormecida”, a montagem desvela sentidos “disfarçados” na clássica história, como a maturação sexual da protagonista e a superproteção dos pais



1.jpg Corpo não é a única linguagem: a respiração transmite mensagens
18/02/2013 às 09:34

Enclausurada em um cubo de vidro, uma Aurora receosa tenta interagir com o mundo exterior. Finalmente, quando cria coragem para transpor essa barreira, a princesa descortina novas possibilidades sensitivas. Esse é o tom inicial do espetáculo de dança contemporânea “Bella”, assinado por Ricardo Risuenho, da Cia. de Intérpretes Independentes, em parceria com a Índios.com Cia. de Dança. A produção foi apresentada no último fim de semana no palco do Café-Teatro, onde também será encenado nos dias 23 e 24, com duas sessões diárias, às 19h e às 20h30.

Lançando um olhar psicanalítico sobre o conto de fadas “A Bela Adormecida”, a montagem desvela sentidos “disfarçados” na clássica história, como a maturação sexual da protagonista e a superproteção dos pais. Quem se encarregou de dar vida a esse enredo foram os bailarinos Yara Costa, Jonatas Amaral e Rodrigo Vieira, que não pouparam fôlego nos movimentos.

“Bella” também é carregado de simbolismos marcantes: a superproteção familiar, por exemplo, ganha representações tanto no cubo de vidro quanto nos ovos dispostos ao longo do caminho de Aurora. Contemplado com o prêmio Funarte Petrobras de Dança Klaus Vianna 2011, o espetáculo vai circular, a partir de maio, por Belém, Salvador, Brasília, Belo Horizonte e Curitiba.

TRILOGIA

Montado pela primeira vez durante o 4º Festival Amazonas de Dança, “Bella” é a primeira parte de uma trilogia baseada em contos de fadas. O livro “A psicanálise dos contos de fada”, de Bruno Bettelheim, foi o principal guia de Risuenho durante a concepção das produções.

Desde dezembro do ano passado, a Cia. de Intérpretes Independentes está trabalhando na segunda parte da trilogia, “Entre dragões e armaduras”, criada para o bailarino Branco Souza. Selecionado no prêmio Proarte 2011, da Secretaria de Cultura (SEC), o futuro espetáculo vai abordar a maturação masculina e o complexo de Édipo da perspectiva de príncipes encantados e guerreiros. A previsão é que a estreia aconteça no fim de abril.

Fechando a tríade, “O Bosque” vai se basear no conto da Chapeuzinho Vermelho, abordando o abuso sexual infantil e a passagem da infância para a adolescência. A ser estrelada por Anna Raphaella Costa e Ricardo Risuenho, a produção deverá em cartaz nos palcos da cidade apenas no segundo semestre deste ano.

Ficha técnica

Encenação Coreográfica: Ricardo Risuenho

Elenco: Yara Costa, Jonatas Amaral e Rodrigo Vieira

Cenografia: Alberto Negrão e Nelson Magli

Figurino: Ricardo Risuenho e Luís Ferreira

Iluminação: Ricardo Risuenho

Operação de som: Carol Santa Ana

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